
Domingo, 14 de Maio de 2006
Obrigada Mãe por este prato de comida benevolentemente divido por dois quando já não era muito para um. Alguém conhece o aconchego do estômago por uma pequena dose de comida acompanhada de toneladas de amor? Alguém conhece esse calor que nos aconchega, acaricia, acalma e adormece com um doce e suave sabor?
Quando os excessos são mote na sociedade de hoje, como que para compensar tantos séculos de abstinência e de faltas cometidas, a começar pelas demonstrações de amor, pelos companheirismos e amizades bem teatralizadas e a acabar nos bens de consumo como oferendas de sentimento, não sabem o que me soube bem uma coisa tão simples, tão básica, que de tão simples e básica poucos alcançam já: um pratinho de comida dividido com amor.
A vida tem ciclos, e quando a volta parece que está dada por completo, regressa-se ao início, sempre com mais bagagem, se não andarmos cá a ver passar os comboios, sempre mais ricos, fazendo riqueza até com as perdas, pois com elas devemos sempre aprender algo, e isso é a bagagem que transportamos e que nos engrandece. E continuamos a caminhar quando não conseguirmos correr. E eu hoje não consigo correr. Mas o caminho está aí e eu vou ter de continuar a caminhar. Mas esperem. Vou sentar-em aqui um pouco a descansar antes de recomeçar. É que o caminho raras vezes é fácil, e o que se me apresenta hoje é árduo, mas hoje sinto-me incapaz de desbravar mato para fazer outro. Hoje, vou ficar aqui sentada um bocadinho. É que há dias assim. Parar também é preciso para depois se continuar em frente.
2 comentários:
Hó!! Ana mas que cara tão triste
não vale apena pensar muito, a
vida é como éla é.
embora na vida á siclos, bons e
maus,já passei por eles todos mas
sempre a olhar para o lado positivo
mesmo quando o prato da comida é dividido,vála pensamentos positivos
para a MARATONA.
Bons treinos
AP 15/05/06
Olá António! Já passou! Já estou a sorrir outra vez!
Obrigada
AP também
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