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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

48 anos






48 Primaveras, outros tantos Verões, mais 48 Outonos e também 48 Invernos. Acumulo estações como emoções. Estas últimas exponenciadas ao máximo, limitadas pelas correntes que me prendem, circunstâncias e fraquezas, mas multiplicadas pelos meses, pelas semanas, pelos dias, pelas horas, pelos momentos e por cada exacto instante em que respiro. Instante excepcional este, em que inspiro e expiro. Injustamente esquecida a sua singularidade e magnitude e remetido para a banalidade das coisas esse instante, tal a sua frequência e suposta e assumida garantida regularidade. 48 anos depois do primeiro, tento não esquecer o quão especial é este instante. Este! Exactamente este! Sinónimo de Vida desde que nascemos e depois, tão menosprezado, até ao dia em deixe de se cumprir naturalmente...

"Soneto de aniversário

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envelhecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece."
Vinicius de Moraes

sábado, 12 de novembro de 2016

13ª Maratona do Porto - Do lado de fora este ano





















A Maratona do Porto para mim, começa sempre no início de cada Verão. Quer seja por ser nessa altura que considero e reconsidero o que quero e posso fazer em termos de participação e ser altura de embarcar num qualquer plano de treinos, quer seja por começar a receber os primeiros contactos de participantes que pretendem reservar o seu lugar nos autocarros que a Runporto tem disponibilizado e eu coordenado. Autocarros esses que fazem 300 Km (Lisboa-Porto) para levar de forma económica, cómoda e prática, quem pretenda participar em qualquer das provas inseridas no evento Maratona do Porto.
Este ano foram apenas 110 pessoas. Cerca de 75 delas eram inscritos na Maratona. Vários estreantes que voltaram de lá Maratonistas, o que sempre me alegra e emociona, especialmente quando partilham comigo receios e sonhos e eu com eles vivo e vibro na sua conquista desta Meta.

Ora este ano, ambicionar o que quer que fosse em relação à minha participação (mesmo que fosse apenas na Family Race)  se de início ainda existia uma réstia de esperança, com os primeiros mini treinos só para experimentar voltar a correr verifiquei rapidamente que a ideia era para esquecer (lesão continua agarrada a mim). Choro e birra não houve mas quase. Mas vamos lá levar os autocarros na mesma...

Confessso que organizar isto sem ir Correr é no mínimo estranho. Bizarro e doloroso até. Mas deixemo-nos de egocentrismos, que a Maratona do Porto merece mais. E sem me surpreender acabei por adorar, mesmo sem ter corrido.Divertido, emocionante e muito gratificante.

Acompanhar os amigos nesta viagem, levá-los à partida, ficar com o meu pai e com amigos, que como eu este ano estão de fora: Paula Cristina e Ruben, apoiar a chegada dos atletas durante 5 horas, gritar como louca até a voz doer e dei por mim a apoiar todos, a chamar pelo nome até os que não conhecia (os dorsais tinham o nome do atleta), a usar o meu Francês, Inglês e Espanhol, numa trapalhada gigante sempre que me apercebia que o atleta era estrangeiro, a desejar que eles tivessem a melhor experiência possível e que levassem as melhores recordações possíveis. E eu ali estava a aplaudir, a gritar e a dar força, força que me falta agora para ser eu a Correr. Corri com eles, alegra-me pensar. E assim é um bocadinho. E se por instantes "descansava" de aplaudir e  gritar, alguém conhecido, em plena Corrida chamava por mim e eu retomava o ritmo da animação, feliz por reencontrar mais um rosto amigo entre os atletas. "Então os atletas é que gritam por ti?!" Comenta a minha amiga Paula, que como eu e o Ruben ali estiveram, incansáveis, a participar e a viver a Maratona do Porto, como nos foi possível. Dos atletas, retenho os rostos cansados, suados, muitos disfigurados, mas o olhar e o sorriso com um brilho fantástico, a dizer tanto em resposta aos nossos aplausos. Fui paga em sorrisos e saí de lá muito rica! 


A Maratona do Porto assume-se e com todo o mérito como A Maratona de Portugal. Profissionalismo e atenção ao atleta fazem dela a nossa Maratona.Uma feira fantástica que nos recebe, a Pasta Party, com bom escoamento e pouco tempo de espera. Vários stands para visitar e até aproveitar alguma promoção de artigos sempre do interesse do atleta.

No dia da prova, um ambiente fantástico. Uma partida junto ao mar, (corrigido o erro do ano passado e do estrangulamento na saída dos atletas), e um percurso muito bonito. Muita animação, bons abastecimentos, apoio médico e uma fantástica chegada à meta. Do primeiro ao último atleta!

E de novo a Maratona do Porto bate o record de atletas chegadas à meta em Portugal: 4746! E eu não estive entre eles, mas em Novembro de 2017, para a 14ª edição da Maratona do Porto, tenho já lugar marcado, de preferência do lado de dentro das grades e a cortar a meta depois de suar e sorrir 42.195 metros. Assim a saúde me deixe, que do resto, do resto, eu trato!








A Maratona resumida, arrepiante:




A chegada do último participante, para ver aqui

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Prometo

Meu amor
Eu prometo.
Levar—te de novo a ver o Mar
Uma e outra vez
Para correres na praia
Mordiscares as ondas
Escavares e rebolares na areia molhada

Prometo levar—te meu amor
Para correres livre
E me ensinares a ser feliz em cada exacto instante da vida
Não logo, não amanhã, não um dia
Mas feliz agora

Tu que me vês com o coração
Me conheces o âmago e só isso te importa
E por isso me amas, que eu sei

Prometo meu amor
Levar—te ainda a correres no Monte
E brincares no pinhal
Prometo meu amor
Levar-te à cidade
Mostrar-te mundos, o Ceú, o Sol, a Lua

Prometo meu amor
Levar—te comigo para todo o lado
Prometo fazer—te feliz como tu me fazes

Prometo meu amor.
Só te peço uma coisa
Fica comigo.



segunda-feira, 26 de setembro de 2016

10ª Meia Maratona do Porto Sport Zone - "A Caminhada"



Porto, 18 de Setembro de 2016

Entre a multidão, mancha vermelha a tingir o Douro se de jorro de sangue de pescoço degolado se tratasse, à espera que seja dada a partida da Meia Maratona para de seguida os caminheiros partirem também, está uma rapariga de vermelho. Distinta, portanto, como se vê. A usar a camisola do patrocinador que vende imagem a troco de suor e muitos passos lentos.

Acompanha-a o pai e a filha e assim, nesta manhã bonita, ali se reúnem três gerações precisamente com o mesmo objectivo: mexer-se um bocado, hoje a caminhar, ver a Meia Maratona do Porto bem de perto, apanhar ar, usufruir deste cenário magnífico, e seguir naquela torrente vermelha como sangue a correr nas veias pulsando vida, tentando acompanhar as águas do Douro a correr para o mar. Sonho ilusório, pois eles não só não conseguem acompanhar as águas do rio, como não chegam ao mar. 

A música está alta e há um excitação no ar. Pessoas de todas as idades, desde bebés em carrinhos a velhotes como o pai dela, lado a lado, todos sorriem, felizes e expectantes nestes minutos que antecedem a partida. Ela, coloca os óculos escuros não vá alguma dor traí-la e denunciá-la e é então que sente! Um aperto na garganta!. Até parece que lhe custa a engolir. E a música vai alta, e a sensação adensa-se. Até leva a mão ao pescoço numa tentativa de ajudar a empurrar o que quer que seja que lhe está a custar a engolir. Até que percebe! É um sapo! Está a engolir um sapo! Grande, gordo e feio, adivinha. Ali, na partida da Caminhada! Porque não era ali que ela queria estar, mas é apenas ali que ela hoje pode estar! Ah pois e tal, é aproveitar o que se pode, isto também é tão giro, etc e tal, o convívio, o exercício, as vistas, etc e tal. Não! O que ela queria mesmo era estar ali à frente, à espera da Partida para CORRER! Mas não pode, temos pena! Engula lá o sapo que é gordo que se farta (como ela), e vá caminhar que já goza! E gozou...pouco, de sabor agridoce, mas ainda assim gozou aqueles 6 Km ao longo da margem direita do Rio Douro.




Para compreenderem o que leva uma rapariga que corre (corre?) a fazer 300 km para participar numa Caminhada ainda por cima curta e ainda por cima em asfalto, apesar da paisagem magnífica e convidativa, levo-vos lá atrás quando a Runporto a desafiou a coordenar a viagem Lisboa-Porto-Lisboa em autocarro (como ela já faz há vários anos para a Maratona do Porto - a propósito, ainda não te inscreveste?). Por EUR 15,00 por pessoa, a Runporto levou ao Porto quem aceitou este  desafio e este convite. Não foram muitos os que aderiram. Apenas 18 pessoas. Não se pense por isso que a iniciativa teve pouco sucesso. Ele teve sucesso sim. A partir do momento que 18 pessoas aproveitaram esta forma de viajar e de participar na Meia Maratona do Porto Sport Zone, e se sentiram bem (digam lá como se sentiram, se faz favor!), a iniciativa foi um sucesso sim! Pena que mais pessoas não a tivessem aproveitado. Ora, mesmo sem correr, a rapariga lá agarrou o desafio e deu por ela também a desfrutar de um excelente fim de semana na maravilhosa cidade do Porto.

E a Meia Maratona do Porto Sport Zone é uma prova lindíssima. Começa-se por aqui. A decorrer junto às margens do rio Douro, quer do lado do Porto quer do lado de Vila Nova de Gaia, as vistas não cansam! Muito participada (com 5285 atletas chegados à Meta da Meia Maratona) é uma Meia em que se tem sempre companhia. Ligeiras inclinações. Algum empedrado. Bons abastecimentos. Boa assistência médica. Animação. Uma meta dignificante para todos os chegados. Medalha bonita. Medalha também para os participantes da Caminhada. T-shirt técnica para a Meia e de algodão para a Caminhada. No Edifício da Alfândega, uma feira bastante composta com vários stands de interesse. Levantamento de dorsais e kits do atleta sem qualquer irregularidade ou problema. Ambiente excelente, quer na Feira quer na prova. O rio está em festa, o Douro está em festa, assim é quando ali se corre a Meia Maratona do Porto.

Parabéns Runporto por mais este sucesso e para o ano quem sabe, se esta rapariga não estará lá para correr, como é natural e imprescindível para ela. Como o sangue corre nas veias, como o rio corre para o Mar, como a alma corre liberta...quando ela corre.




















Classificações: no site da Organização, podem ser vistas aqui

Fotos,  pela Organização, podem ser vistas aqui

Mais meia dúzia de Fotos pelo pessoal da casa e também pelo José Grilo, podem ser vistas aqui (Obrigada Grilo!)


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A 40ª Meia Maratona de S.João das Lampas e eu


À primeira vista dir-se-á que decorreu a 40ª Meia Maratona de S.João das Lampas e que eu fiquei de fora. 


Mas mesmo quando apetece esconder e ficar calada longe de todos, mesmo quando o mar é revolto e a maré arrasta-nos num sentido que não queremos e por instantes sentimos que esgotámos as forças e a vontade é deixar-nos ir, mesmo com tudo e mesmo com nada, rumei a S. João das Lampas na tarde de sábado 10 de Setembro de 2016 e mesmo sem poder correr, eu não iria por nada deixar de estar presente na 40ª edição daquela que é a 2ª Meia Maratona mais antiga de Portugal e aquela que tem lugar cativo no meu coração. Estive lá e fiz parte da festa. Entre o cheiro a óleo das farturas e os copos de imperial na mão e a música dos carroceis, dão-se encontros casuais de muitos velhos amigos da Corrida. Eles já em fase de levantamento de dorsais e aquecimento e eu...sem correr. Ainda assim, eu estive lá e eu também fiz a festa e vivi intensamente a 40ª Meia Maratona das Lampas! Como? Assim:

A 40ª Meia Maratona de S.João das Lampas e eu 


Já experimentaram? Sentir intensamente uma felicidade avassaladora que nos invade o peito e transborda em lágrimas não estivessem estas devidamente aprisionadas e uma tristeza profunda marcada a ferro em brasa no flanco do cavalo, em simultâneo, exactamente no mesmo perfeito e exacto segundo? Pois foi o que me aconteceu nas Lampas durante largos minutos. Primeiro, é rever amigos, dois dedos de conversa com este, e este, e mais este e aquele ali também. E eles são tantos... Depois é ver ser dada a partida e ficar de pés no chão e coração a esvoaçar por entre aqueles corpos coloridos e já suados que se fazem à estrada.


Revejo mentalmente o percurso e voo sem ninguém saber. Vou com eles e eles não sabem. Estou tão feliz. Por eles. Por eu estar ali. Por tudo. Pela Meia Maratona das Lampas acontecer e pela 40ª vez fazer muitas pessoas felizes a correr. 

A correr, sempre soube que é possível levarmos alguém connosco, que não estando fisicamente presente, é levado no nosso pensamento, no nosso coração e por várias vezes no passado, enquanto corria e o suor me lavava o rosto, eu levava comigo tantos amigos...Não sabia é que também podia ser levada! Ficar de pés pesados no chão e ser assim transportada! Leve, tão leve...apesar do peso físico. Não sei quem me levou, mas sinto que foram muitos pois este corpo não se levita assim do chão facilmente.

Poucos minutos depois da partida, é vê-los passar de novo por nós, ainda frescos. Depois nova pausa, esta mais longa, pois os atletas só voltam a passar ali quando já levarem cerca de 13 Km de percurso corrido. Tempo de reflexão, enquanto pairo sobre o percurso mentalmente. Revejo o sobe e desce, as pessoas na rua a apoiar-nos, a subida aos 10 Km, o tanque de água, os chuveiros que a organização sempre disponibiliza. Revejo os meus passos do ano passado, e de outros anos também. Sempre tão diferente e sempre tão especial correr aqui nas Lampas. Depressa chega a altura de os ver passar agora com 13 km nas pernas. Apoio. Apoio cada um e todos. Palmas, uma palavra de incentivo, um sorriso. Tão pouco e tanto. Alguns demasiado concentrados e aparentemente alheios a estas manifestações saloias  (eu sou uma rapariga saloia, já vos disse?). Mas outros dão o sorriso mais bonito que têm e de olhos iluminados agradecem. Não sabem eles, que eu é que lhes agradeço. Porque eles não sabem, mas eu estou a correr com eles porque eles me levam.

Mais depressa chega a hora prevista da chegada dos primeiros classificados e é altura para me posicionar bem perto da meta para os ver chegar. O pórtico da meta, tão especial aqui nas Lampas está vazio ainda. Sozinho, sossegado, silencioso e misterioso. Aguarda os atletas. Os que vêm suados e a espumar, cansados mas felizes por ali chegarem. Portal mágico a levar-nos além e nem sempre se deixa atravessar. Está apenas destinado aos esforçados, aos que acreditam, aos que lutam e por isso são merecedores e vencedores. "Este ano aqui não passarás!", diz-me a bruxa de cabelo louro encrespado e áspero, de verruga no nariz e olhar enganosamente doce. Passarás, passarás, se não for mais à frente, há-de ser lá atrás! Respondo-lhe desafiadora e confiante. Bem, o que queria dizer era que se não era este ano, noutro ano seria, mas com uma infantilidade genuína, quis que rimasse. 

Sou desperta e trazida à Terra, pela aproximação da mota da polícia e o carro da organização. Já lá vinha o 1º atleta. Depois dele, outros. E outros. E se aplaudo todos sem execpção, começo a aperceber-me que pelo meio das palavras de incentivo e apoio, que dou, estou a usar o nome próprio de cada um deles com espantosa frequência. Vitor! Chantal! Rafael! Pedro! Albísio! Paulinho! Álvaro! João! Fernando! Rui! Isa! Carla! Mário! Edu! (só para enumerar alguns). Conhecidos e companheiros de ocasião que a Corrida juntou há mais ou menos anos. E Amigos, também. E não são poucos. Genuinamente feliz por eles, sinto uma vontade forte de pular o gradeamento e acompanhá-los nos últimos passos antes da meta e atravessar aquele pórtico mágico com eles. Mas conforme já explicado, não me é permitido e a minha passagem está vedada. Ele não é para todos. Há que o merecer! E ouço a bruxa rir-se estridente e histericamente. E a Tristeza invade-me o peito como nuvem de fumo negro, mas a Felicidade está lá explosiva, a ocupar todos os recantos da alma, alimentada dos sorrisos que recebo dos rostos suados, e diz à Tristeza que hoje já não há ali lugar para ela!

Isto é viver a Meia Maratona de S.João das Lampas. Este ano do lado erróneo da estória, mas sem por isso deixar de a contar. 

Obrigada Runners da Frente Ribeirinha da Póvoa de Santa Iria. Aos presentes nas Lampas e a muitos outros, que sabem quem são, obrigada por tudo! E António, para o ano quero ver-te a cortar aquela meta!


Razões distintas, mas o meu igual Obrigada...por tudo! Ao Fernando Andrade e ao meu pai!

O portal mágico

Uma imagem a dizer mais que mil palavras: a chegada do Vitor com o filhote pela mão; são momentos pelos quais a vida simplesmente vale a pena! Obrigada Vitor, que mesmo sem teres consciência disso, nos mostraste isso mesmo! 


Classificações no site da prova, aqui

Fotos: 

pela AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras, a ver aqui

pelo Marcelino Almeida, Album 1, Partida e percurso, a ver aqui    e

 Album 2, Chegada à Meta e Entrega Prémios, a ver aqui

por Orlando Duarte, a ver aqui

pela Mafalda Lima, Album 1, a ver aqui  e Album 2, a ver aqui 

por P.S. Foto Desporto, a ver aqui

e muitas mais que podem se encontradas na página de facebook da Meia Maratona de S. João das Lampas - Grupo de Dinamização Desportiva, aqui

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A Fascite Plantar e eu

7 de Setembro de 2016

Patas... Tão diferentes e tão iguais. Continua—se pois a "tratar da saúde" da F.P. que teima em persistir e resistir. Mas falamos de persistência e resistência? Queres luta FP?! Quando quero, também sei o que é isso FP! E eu quero! "Correr" contigo FP! Para depois Correr sem ti! Livre! Livre de ti!

A Fascite Plantar e eu

6 de Setembro de 2016

"Sempre ao teu lado, pronta para te ouvir com o máximo de atenção"




A Fascite Plantar e eu

5 de Setembro de 2016

Tratar a fascite plantar (de ora em diante designada por F.P., abreviatura que por sinal lhe assenta como uma luva)...não é fixe. É apenas...o que é. 

Mas o melhor mesmo é confirmar—se que Amigo é aquele que também nos momentos menos bons, simples e naturalmente está lá! Bem ao nosso lado! Bem perto de nós! Tão perto que às vezes até nem era preciso tanto, "né" menina Molly?


A Fascite Plantar e eu

4 de Setembro de 2016

Tratar a fascite plantar é uma caca...porque significa que ela vive em mim, sem ter sido convidada, ok, talvez tenha aberto um pouco a porta por onde ela poderia entrar e entrou, mas caramba, ninguém a convidou para se instalar e ficar refastelada no sofá a gravar séries para ver mais tarde, a fazer planos para vários meses, em que não lhe passa pela cabeça sequer fazer as malas e pôr—se a andar daqui para fora... Não desistes? Pois eu também não!


A Fascite Plantar e eu

2 de Setembro de 2016

Tratar a fascite plantar com uma lima congelada é fixe. 

Fixe mesmo era a fascite nunca se ter instalado no meu pé, como lapa numa rocha ou lontra num sofá acompanhada de um prato de bolachas e outros abastecimentos como se não houvesse amanhã! 

O melhor mesmo é a companhia fiel nestas autênticas sessões de fisioterapia em casa. Entre investidas de focinho e patadas vigorosas na tentativa de me roubar a lima, ouço nitidamente: "Mas...Mamã...dá bolinha! Vamos brincar!" E lá tive de usar da autoridade, mesmo que me estivesse a rir por dentro, não fosse o drama real da situação...


A Fascite Plantar e eu

1 de Setembro de 2016

Tratar a fascite plantar é fixe! (Ok...ok... Não tanto como Correr, mas fixe como Correr....só Correr! Mas temos de tirar sempre o melhor partido das coisas e ser optimistas!)

 Agora constato que quando eu dizia que sim, sim senhor, eu faço alongamentos, sim senhor, afinal fazia apenas uma pequenina amostra de alongamentos...

Vamos continuar porque ao Monte eu quero voltar!!!



A Fascite Plantar e eu

29 de Agosto de 2016

 O
O que fazes quando o médico te diz (há 2 meses atrás) que tens de esquecer a Corrida? Fazes coisas feias — "Só tu dizes que é feio..." Horas Vagas, para ver e ouvir aqui:


 E além disso, mudas de médico, começas efectivamente a fazer alguma coisa na direcção certa e voltas a acreditar a sério que vais voltar a correr! Foi o que me aconteceu hoje! 

sábado, 27 de agosto de 2016

Amor

A alegria é sempre genuína. Nos primeiros passos apressados, assim que pisa a areia, numa correria louca direita ao Mar. Lembra—a uma outra menina, quase esquecida, há mais de 40 anos atrás quando as idas à praia eram ocasiões raríssimas e tão especiais e ela corria exactamente assim, solta e feliz numa correria doida em direcção ao Mar, para, assim que molhava os pés e as pernas, voltar para trás com o maior sorriso do mundo, agora ainda mais rasgado, dar meia volta e correr de novo ao encontro das ondas. Sorria com a boca e os olhos, corria e era feliz nesse instante. Revê—se e é feliz hoje ao reviver esta cena. Depois caminham ao longo da beira mar. À solta.  Livres. Apenas forte e firmemente ligadas por um elo invisível. Daqueles essenciais, invisíveis aos olhos portanto, como todos sabemos. Vão ao fim da Praia e voltam. A chegada ao ponto de partida é sempre festejada com um mergulho. Baptismo repetido e imprescindível onde se renovam e renascem todos as vezes. Depois, já cansadas, vão sentar—se um pouco. Bebem água, ajeita—se a toalha sobre a areia e eis que se é surpreendida por um inesperado  beijo em forma de lambidela, mesmo em cheio sobre o olho direito. Olho—a. Indiscutível e inequivocamente...sente! O Amor.