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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A 4ª Meia Maratona Sport Zone

Pouco mais que imagens hoje. Palavras... de uma prova exemplar, só amanhã, tenham lá paciência por favor, que estou cansada e já é tarde.

Entretanto podem-se ir entretendo a ver:

Mais de 200 Fotos da prova no site da AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras



A véspera:

As sapatilhas (no Porto) ou os ténis (em Lisboa) preparados para a manhã da prova, prontos, a descansar no soalho de madeira do quarto de hotel, a lembrar as pipas do Vinho do Porto, onde matura e se torna néctar:

O dia, na zona da partida:
O grande responsável por tudo isto, Jorge Teixeira, Runporto, a quem tenho o prazer e a honra de chamar Amigo:



Correr assim, junto ao Douro, ao lado dele, é coisa sem a qual não posso viver muito tempo:
..................................................... (foto de Cláudia Jacques)......................................................................




Este rio que já correu comigo tanta vez... juntos, em melhores e piores momentos, não deixa de me acolher, chamar e encantar, e eu respondo, uma e outra vez, correndo ao seu lado:
Adicionar imagem

Outras vedetas: Rui Reininho, Cláudia Jacques e Aurora Cunha:
E outras vedetas ainda, os anónimos como eu, que literalmente fazem a festa e permitem a esta Corrida ser o sucesso que é:
Até amanhã querido diário

domingo, 10 de outubro de 2010

4ª Meia Maratona Sport Zone

Realizou-se hoje e foi assim, como se pode ver e ler no site da Organização RUNPORTOEu estive lá conforme anunciado, e sob o brilho do sol corri. Pouco e devagar, mas corri. Assim:
Com a nossa campeã Aurora Cunha, campeã na Corrida e na Vida, ontem e hoje, Sempre!

Amanhã voltarei com palavras e mais algumas imagens.

Até amanhã

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Meia Maratona Sport Zone 2010 - Porto

É já neste domingo dia 10 de Outubro na cidade do Porto, a

4ª edição da Meia Maratona Sport Zone 2010


e eu, felizmente, vou lá estar outra vez, apesar de, outra vez não estar em condições de fazer a Meia, e me ficar "apenas" pela Mini. Ainda assim, sei que vale a pena, e por isso lá estarei, pois sei e aceito igualmente que na maioria das vezes, não se faz o que se quer, mas o que se pode, e neste momento e neste caso, a Mini é o que posso fazer.
Um bom fim de semana para todos, com provas, treinos, descanso e lazer, já que chuva, muita chuva, já todos sabemos que vamos ter amanhã, assim como tivemos hoje, mas no domingo, eu sei que o Sol vai brilhar na cidade do Porto, e reflectir-se nas águas do Douro. Nas águas do Douro... e não só.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A minha Corrida de Sesimbra 2010

Quem me costuma ler, sabe que há uns dias que nada aqui escrevia. Antes de Sesimbra. Até houve quem se "preocupasse" com a ausência - por não me conhecer o suficiente, por certo - obrigada Ana.

Não escrevi não porque nada houvesse a contar. Treinos, ginásio, bicicleta (sem cair), festas, praia, almoços e jantares, passeios, peso e balança, cães e crianças, dietas e excessos, comida e bebida, farras e velórios, trabalho e ócio. Gostos e desgostos. Dores do próprio e alheias. Vida e Morte, que enquanto a última não for a nossa, fará sempre parte quer queiramos quer não, da primeira, da nossa Vida. Porque houve, houve isso tudo e muito mais. No entanto, sem público. Sem divulgação ou agitação, a provocar o que quer que seja no âmago do ser humano, onde habitam as mais nobres mas também as mais ignóbeis das emoções e sentimentos conhecidas e desconhecidas. Assim estive. Só a viver. Simplesmente, a viver. Nestes dias sem necessidade ou vontade de ostentar troféus, pequenas grandes vitórias, nem de lamuriar derrotas, tropeços, ou ainda carpir dores, minhas ou de outros. Dias de introspecção apenas, a culminar dentro da Corrida de Sesimbra.

Dias em que voltei a correr. Voltei a correr. Só vos digo que voltei a correr e depressa reencontrei a Corrida, essa amante incondicional, e hoje quero dizê-lo e escrevê-lo. Aqui. E porque reencontrei a Corrida, aquela que nos faz sentir cavalo selvagem à solta, sem freio, e crina ao vento, fui correr a Sesimbra. Não fui a Sesimbra para me lembrar do que é amar a Corrida e dos tempos em que ela me fazia feliz. Foi ao contrário. Porque tenho de novo bem vivo dentro de mim, o que é o amor à Corrida, fui a Sesimbra correr.

E em Sesimbra, corri de novo, como cavalo selvagem à solta, sem freio nem sela, de crina ao vento (nem de propósito, tinha-me esquecido de um elástico para prender o cabelo), e voltei a sentir-me... assim...em casa! Na minha casa de novo. E nasceu vontade de... de tanta coisa!

Enquanto corria pelas ruas de Sesimbra, ouvi o meu nome. O meu nome repetido aqui e ali e além. Amigos, diria e pensei, e não me engano por certo. As ruas estão cheias de amigos. A correr como eu. Ou simplesmente a ver passar os atletas e a aplaudir. E o meu nome foi repetido inúmeras vezes (não, os dorsais não tinham o nome do atleta em letras grandes!).

O meu nome nas bocas deles, cansados e suados como eu, e eu também gritei o nome deles, oxalá tenha a minha voz o mesmo efeito neles que a deles em mim. Oxalá. Vozes de uma multidão, com rostos de gente. Definidos, únicos.E oxalá este amor dure, como tem durado, conforme está visto por provas dadas. Esteve sempre cá. Aqui, dentro de mim, sempre. Simplesmente à espera de eu o viver, sem medo. Oxalá o consiga.

Em Sesimbra corri os 10 Km em 56m17s, e fiquei muitíssimo satisfeita. Porquê? Perguntarão. e eu apenas desejo que ... oxalá percebam, porque a mim, agora, já não me apetece escrever mais.
Resto de boa semana para todos que me leram até aqui, e também para os outros que saltaram linhas e também chegaram aqui, mesmo sem terem feito o percurso completo. Como nas corridas fazem os batoteiros! (és um batoteiro?) Ainda assim, resto de boa semana mesmo para todos!

domingo, 3 de outubro de 2010

Corrida de Sesimbra 2010

Teve lugar hoje, dia 3 de Outubro de 2010. No lugar de Sesimbra, vila piscatória e turística, de novos empreendimentos junto ao mar, em marginal arranjada e produzida. Cortada ao trânsito hoje para se correr. A Corrida de Sesimbra teve mais uma edição. De sucesso sim, que levou em dia cinzento perto de 700 pessoas a percorrer essa mesma marginal, a entrar no pontão pelo mar dentro, contornar o farol, e regressar à marginal para cortar a meta após 10 Km percorridos.

Organizada pela Câmara Municipal de Sesimbra, com o apoio técnico da Xistarca, consolidou o seu lugar no calendário do atleta de pelotão. Com inscrição de custo acessível (3 euros no 1º período de inscrições), entrega de dorsais regular, com facilidade e prontidão de resolução de alguns problemas surgidos com inscrições, portais insufláveis a definir a Partida e a Meta, cumprimento de horário, classificações disponibilizadas na internet em escassas horas e t-shirt e medalha como prémio de presença. Abastecimento suficiente. Controlo por chip. Acompanhamento da prova. Percurso bem sinalizado. Resumindo: uma boa organização geral no decorrer da prova, assim como antes e depois, a deixar satisfeito o atleta de pelotão. Pelo conseguido, está de Parabéns a Câmara Municipal de Sesimbra e todos os envolvidas que puseram de pé de forma tão bem sucedida, mais uma Corrida de Sesimbra.

Ana Pereira
3 de Outubro de 2010


A Partida:

Eu em prova:
Eu e o Melro, depois da prova e da reportagem fotográfica (a primeira minha, a última dele, que se pode ver no site da AMMA):


Amanhã ou depois, outras palavras, da mesma prova mas de uma corrida decorrida no interior de mim, ali mesmo, na mesma Sesimbra de hoje, sem público a não ser eu mesma.


Fotos no site da Amma


Resultados no site da Xistarca

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Surpresa e genuinidade

Fim de dia. O veículo circula entre milhares de outros. Seguro, confiante, assim como vai a Mãe e a Filha da Mãe, no seu interior, lado a lado, em mais compras necessárias para as aulas que agora começaram, em conversa de igual para igual:

- Mãe?

- Diz.

- Temos de começar a treinar. Posso correr contigo, por exemplo todos os sábados ou todos os domingos. Mas sempre! Não há preguiça nem "ai quero dormir". É para ir... é para ir!

- A sério? Queres? Mas porquê? - a Mãe não consegue esconder a surpresa. A filha sempre abominou a corrida perante os bens intencionados amigos e colegas de corrida da Mãe que sempre que vêm a miúda insistem para que ela corra, como se isso fosse uma pisada a seguir só porque a Mãe corre, e o pai e o avô correram até a saúde o permitir.

- Ora Mãe! Para estar em melhor forma física. Para apanhar o Ricardo quando ele me rouba o boné, por exemplo. Oh Mãe, eu gosto mesmo de correr, estás a ver? Mas correr mesmo, fazer sprints, depois abrandar, assim, estás a ver? Depois descansar um bocado e depois correr de novo a alta velocidade, sentir os cabelos ao vento e... aí sinto-me como...como... um cavalo selvagem! Adoro! Estás a perceber Mãe? É que eu gosto mesmo muito de correr, mas assim, não em provas, com inscrição e dorsal e isso tudo, isso é uma grande seca..."

Surpresa, a Mãe está a ver sim senhora. Está a ver e a perceber que afinal a miúda, genuinamente gosta de correr, gosta efectivamente de correr, como a Mãe se recorda de ter gostado também um dia. Talvez se tenha distraído e fugido da essência, da essência da corrida, longe das provas e das multidões e das t-shirts uniformes e das cores dos clubes, dos Garmins e dos Polares e das pseudo reportagens escritas e fotográficas que se espera que se faça, porque as organizações merecem, porque é importante divulgar, etc. etc. Tudo muito válido, mas há que garantir a essência, senão nada que se faça fará sentido. A Mãe precisa de regressar à Essência. Sua, para encontrar de novo a Corrida na sua plenitude. Desejem-lhe sorte nesta busca por favor.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O maltês


Tirou as chaves da algibeira e em resposta ao chocalhar das mesmas, não teve o latido do cachorro de outrora, do outro lado da porta, ansioso por o ver chegar. Não teve os risinhos das crianças que correriam para si com vozinhas estridentes de alegria. Não teve o beijo da mulher de seus lábios cansados mas sorridentes e macios, nem o afago no rosto com que ela quase sempre acompanhava o beijo.

A chave rodou na fechadura, a porta rendeu-se abrindo-se e ele mergulhou no silêncio em que a casa habitava. Dirigiu-se à cozinha, abriu a lata do pão e verificou o saco: um naco esquecido já a criar bolor, cujo odor ele inalou profundamente, levando-o mais perto das narinas, até sentir uma repulsa, certificando-se do que os olhos viam e confirmou através do olfacto que o alimento não estava em condições de ser consumido. Noutro saco, uma carcaça de ontem, sim, tinha comprado ontem duas carcaças e lembra-se agora que só tinha comido uma. Estava boa portanto, esta segunda.

Abriu o frigorífico e constatou que as prateleiras sujas apenas suportavam um resto de margarina embrulhada em prata, um pacote de leite aberto e umas garrafas de cerveja. Abeirou-se então da porta da despensa e retirou uma lata de sardinhas. Conservas é o que há mais ultimamente nesta casa. Desde que está sozinho, parece que descobriu o quão prático e saboroso é abrir uma carcaça do dia anterior, despejar lá para dentro o conteúdo de um enlatado, sardinhas ou atum, deixar escorrer o óleo que o pão ensopa sofregamente, fechá-la e devorá-la fazendo-a acompanhar de uns goles de cerveja bem gelada.

São refeições rápidas estas do maltês. Rápidas demais. Talvez por isso, por vezes repete a cerveja, e fica ainda a bebericar uma terceira ou mesmo quarta garrafa mesmo depois de acabar o conduto, de olhos presos numa televisão que passa imagens que ele não vê.

Às vezes treina, depois de um dia de trabalho e antes de chegar a casa. Mesmo sem ter ninguém à sua espera, treina, e só agora que não tem ninguém à sua espera quando treina, é que sente a falta de ter alguém que o aguarda e que reclama porque ele foi treinar e não está mais presente. Agora pode, que não tem ninguém a reclamar a sua presença, pode treinar sem tempo nem pressa. Mas terrivelmente, sente a falta deles, à sua espera. Agora tem a casa vazia à sua espera. Mas mesmo sentindo a falta deles, ele treina.

É esta a vida do maltês.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

34ª Meia Maratona de S.João das Lampas

Aconteceu no passado sábado dia 11 Setembro de 2010 e eu não estive lá...

Foi a 34ª Meia Maratona de S.João das Lampas:

Videos:
http://www.tvportugal.tv/

http://www.saloia.tv/

Fotos: na Galeria da AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras


E eu? Eu não estive lá. Simples! Quer dizer, ter lá estado...estive, mas...

Não posso dizer rigorosamente nada, nem bem nem mal, nem sequer assim-assim, apenas posso dizer que cheguei a S.João das Lampas pelas 17:20 hrs e se estava convencidíssima que a prova tinha Partida às 17:30hrs, também não teria chegado com a devida antecedência, diga-se de passagem, mas ainda assim correria. Mas não, a prova teve Partida à hora marcada e anunciada: 17:00hrs, e eu, só posso dizer que fiquei com um grande melão. Só isso.

Tão grande o melão que o meti debaixo do braço com esforço, dei meia volta e saí dali. Riram-se! Quem ia comigo riu-se: que não era razão para ficar tão chateada, que provas há muitas, que para o ano há mais, etc e tal... Mas não! Se ando a levar as Corridas mais a brincar que nunca, esta não era apenas uma prova. Era A Prova! Aquela a que eu não queria faltar! Desde que a conheci que a faço, com uma devoção e prazer muito especial.

Mas não tive outro remédio. A 34ª Meia Maratona de S.João das Lampas, essa não a corri, nem Meia nem Mini (que seria o caso caso tivesse chegado a horas). É só o que posso dizer.

Aproveitando que estava equipada, fui treinar, bem longe dali por sinal. Nem meia hora chegou... e enquanto corria pensava, que é quando mais penso quando vou sozinha, ou mesmo acompanhada, faço-me sempre acompanhar pelos pensamentos, e esses sempre me acompanham qualquer que seja o meu ritmo, e reconsiderava eu qual era no presente o papel da Corrida na minha Vida, e se valia a pena andar para aí a correr, de prova em prova... Considerações inconclusivas...como sempre.

O treino de cardio e musculação no Ginásio continua duas vezes por semana, e as corridas cá fora, são esporádicas, lentas e curtas, e dolorosas, porque acompanhadas de um cansaço normal (ou anormal) de quem tem de encarar e assumir a realidade de que é presentemente um indivíduo que adoptou o sedentarismo como prática diária, mesmo sem dar conta, a passar um dia de cada vez, e chega-se a um (dia) e ... e essa acho que é ainda a parte mais difícil: assumir e enfrentar a realidade... sou uma sedentária. Tenho dito.

E num processo inverso aos heróis nacionais, que passam de 30 anos de sedentarismo com excesso de peso, a atletas, e criam um blogue para contar as suas façanhas, eu passei de atleta a indivíduo sedentário com excesso de peso. Só me falta é fumar!

Esta é a realidade. Ainda assim mantenho o blogue, não para servir de exemplo nem para me motivar, mas para contar as vitórias e as derrotas, numa corrida contínua, pois esta é a vida e eu gosto de escrever e vocês de me ler, que eu sei.

Até amanhã ou depois querido diário

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Nova actividade

Temos de nos proteger. De nós próprios também ou precisamente de nós próprios principalmente. Estou em crer que a segunda hipótese é a mais forte, a situação com maior potencial e risco de desenvolvimento caso descuremos as trincheiras ou baixemos as barreiras. Seremos o nosso maior inimigo em caso de guerra e de ataques fantasmas mas nem por isso menos reais. Reais... E a realidade qual é e onde está? Cuidado. É preciso cuidado. Estar atento e zelar por nós. Esse é o ponto de partida. Para que possamos fazer algum bem aos outros. Começa sempre em e por nós. Sozinhos, em luta frontal e directa, corpo a corpo, de almas desnudadas e espada erguida contra moinhos de vento que nos afligem como guerreiros de armadura de ferro com suas espadas afiadas e luzidias.

1º Inscrição no Ginásio - Paga!

2º Avaliação física - Resultado: de "Muito Fraco" a "Fraco"

"- Sim, o seu corpo tem uma memória histórica das épocas em que podemos considerar que praticava exercício físico com regularidade, mas tudo isso está adormecido. É só acordá-lo, despertá-lo com movimento e energia, (não faltar às aulas!!) e daqui a uns 3 meses, faz-se uma reavaliação física e vai ver a diferença! Não espere perder muito peso! Vai substituir essa massa gorda (vulgo banhas e pneus) por massa muscular, que é até mais pesada, mas perderá volume e ganhará firmeza." - até parece saber o que diz o jovem instrutor. Confio nele, e principalmente... confio em mim. Vamos em frente Sr. Instrutor.




3º Primeira aula com explicação exaustiva de cada aparelho de musculação e definição de um plano de treino, cargas e número de repetições e series

4º Hoje: o efectivo começar do treino: Injecção de energia e bem estar! 1h30m a malhar, diria eu se fosse brasileira ou tivesse adoptado também esse vocábulo entre outros que nem damos por eles, mas como não sou, digo que estive 1h30m a praticar exercício físico, dividido entre exercícios de força e de cardio, como o são por exemplo a bicicleta, a passadeira e a elíptica.

Até amanhã querido diário

domingo, 5 de setembro de 2010

Fim de semana

Com perfeita consciência da relatividade e subjectividade da verdade que cremos absoluta porque ela é a nossa, tornando-se a única, aquela que sentimos, na pele, no corpo, gravada no âmago da alma. Agora. Já. Neste instante. No imediato. E essa verdade ninguém nos tira. Cada um é dono da sua.

E hoje "é verdade" que não tenho filhos, nem namorado, nem pais, nem amigos, nem sequer tenho cão, e envolta nesta verdade, consciencializo-me que me tenho a mim, de saúde (e da boa!), tenho o sol e tenho ainda e sempre... a Corrida! Essa amiga, aliada e fiel, ainda que magoada por andar tão "maltratada", mas ela, como amiga que é, compreende. O afastamento, a falta de vontade até para estar com ela, e não cobra ao ponto de fazer estremecer a amizade. Nada disso. Cada encontro é um reencontro e saio sempre vitoriosa e feliz. Sempre! Depois de estar com ela. Quase uma relação lesbiana esta! Com muito prazer e amor, mas sem as suas dúvidas, zangas e arrufos de tempos a tempos. Uma relação como todas as outras afinal.

Assim, depois de um sábado a aproveitar a Praia, assim, plana, bela e plena, como eu gosto e com quem gosto


e depois de hoje de manhã não me ter sido possível ir à Corrida das Festas conforme estava previsto, no fim da manhã, com a minha verdade de hoje, de agora, equipei-me e fui correr um pouco. Só para matar saudades dela:

Domingo, 5 de Setembro de 2010
5 Km em 30m57s Média de 6:08 / Km

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Não precisava...

Não precisava de vir dizer que a semana passou. Todos sabem e eu não precisava, simplesmente não precisava.

Não precisava de dizer nem que a semana passou e que o mês de Agosto também, e antes deste, outros meses passaram, perfazendo anos que também passaram. Não precisava de dizer que tenho 41 anos neste mundo e quase os mesmos no da corrida. Não precisava de dizer que olho-me ao espelho e vejo um corpo sedentário, onde a actividade física regular e uma consequente forma mínima, é apenas uma lembrança passada. Uma recordação adormecida que o corpo guarda, à espera de ser ou não, um dia despertada para de novo se mexer. Simplesmente, se mexer. Não precisava de dizer. Não, não precisava. De dizer que me tornei num indivíduo sedentário. Uma quarentona sedentária. E também não precisava de dizer que se para a primeira condição sou absolutamente alheia e impotente, já para a segunda... depende de mim perto dos 100%. Da minha vontade e do meu querer. Não precisava dizer isto pois não? Nem vocês precisavam de ler. Mas... pelos vistos, leram! É assim a Vida, quantas vezes se faz o que aparentemente não é preciso e precisamente por isso a Vida ganha Vida.

domingo, 29 de Agosto de 2010: 7 Km em 51m46s, média de 7:23 / Km - Treino na serra com acentuado desnível

6ª feira, 3 de Setembro de 2010: 7 Km em 40m36s, média de 5:48 / Km


E a semana passou e o fim de semana está aí. E domingo, depois de alguns anos ausente, estarei de novo na Corrida da Festa:

Bom Fim de Semana Camaradas! E até ao Avante!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

e a semana quase passada...

Isto não tem piada se o diário não for diário. Gosto de escrever. O que vivo, o que sinto, inventando se me apetecer, o que sinto ou queria sentir. Gosto. Mesmo que condicionada, o que contraria em absoluto a filosofia com que o Blogue foi criado: sem freios!

Condicionada porque...? Porque...? Porque e porquê?

Pois, não devia. Não devia sentir-me condicionada, não senhor. Arrisco a que o meu blogue desça em pontos na escala da satisfação pessoal (e não só), uma escadaria sem fim. Aliás, era cá um trambolhão se decidisse escrever apenas o "politicamente correcto" e aquilo que os outros acharão bem, ainda assim correndo sempre o risco de o não fazer, mesmo pensando que o estava a fazer.

Assim,na 2ª feira, 23 de Agosto de 2010, o cavalo despiu de novo os arreios, desembaraçou-se da sela e do freio, e livre, foi correr. E correu:


7 Km em 40m51s média de 5:49 / Km

E depois de correr, foi escrever.


Beijinhos e até amanhã querido diário do meu coração, que me ouves e escutas, também com o coração, que eu sei!

Se a minha cadela mingou? Não! Esta é a Estrela, da família também e que corre como um galgo em miniatura!

Nos bastidores, quem lá está para me apoiar sempre e me dizer das mais diversas formas que esta corrida vale a pena?

domingo, 22 de agosto de 2010

Fim de Semana - Início de nova Semana





O Fim de Semana passou e ela... treinou?

Pelos vistos, continua a aproveitar o sol e o mar...



O descanso merecido, que isto de pai (e filha) não é só para trabalhar:

Sabem como Portugal é bonito? E que tem tantos sítios lindos para arejarmos a cabeça e o corpo?
Rio Lizandro, com nascente na freguesia de Almargem do Bispo, concelho de Sintra e Foz junto à Carvoeira, concelho de Mafra, na praia a que deu nome: Foz do Lizandro, concelho de Mafra, depois de percorrer (e correr) cerca de 30 Km que é o seu comprimento. Na Foz, uma língua de areia teima em separar o rio do mar, mas meios mecânicos dão uma ajuda e com maré cheia, o rio é invadido e refrescado pelo mar vigoroso, mar esse ideal para a prática do surf, permitindo ainda uns belos mergulhos.


O Fim de Semana passou e ela... treinou?

Treinou sim senhora! Pelo menos ainda mexe! Então foi assim:

Sábado, 21 de Agosto de 2010:
7 Km em 42m26s média de 6:02 / Km: depois do treino, (e durante o treino!) cansada como um cavalo, apesar de ter corrido como um burro (em esforço e desconfortavelmente - a maior parte do tempo... mas isto não melhora?!) Domingo, 22 de Agosto de 2010:
6 Km em 37m14s média de 6:11 / Km

Mas isto não melhora? Cansaço permanente! Para fazer tempos e distâncias de... de caca!

Com a companhia da Molly, por alguns momentos:Com alguém à espera (Amor, Amor, Amor, sempre presente, necessário a tudo o que fazemos):
Um fim-de-semana muito agradável, intensamente aprazível mesmo! Ocupado, corrido, onde propositadamente preenchi os dias, o tempo, o espaço, para nem sequer lhe dar hipótese, a esse carrasco implacável, de entrar, de preencher ele o espaço, ele, o Vazio, constante presença à espreita, à espera de uma brecha para entrar, ocupar e reinar, vencendo-me. À espera de uma distracção, de um momento descuidado, descansado... meu. Não foi neste fim-de-semana. Não deixei espaço para ele.

Amanhã, uma nova semana. Ocupada. De trabalho. E outras coisas mais.

Boa semana para todos que aqui passaram.

Até depois querido diário

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Semana passada...

De sábado a sábado...Uma semana passada...

Trabalho, praia, refeições tornadas especiais simplesmente porque assim as queremos, e ... e... Treinos! Sim, leram bem! Treinos! Treinos! A Mulher treinou!

Então foi assim:

Sábado, 14 de Agosto de 2010: TREINO! Treino misto! Corrida mista! Início de corrida muito lenta (3 Km), mais 1 Km bem mais rápido (abaixo de 5/Km), mais 2 Km muito lentos, mais 1 Km bem mais rápido (abaixo de 5/Km), totalizando 7 Km em 47m44s, e para acabar mais 7 km ora corre ora anda, anda anda ora corre. Total de exercício: 14 Km em 2h05m09s, que significam... tão só e apenas muitas calorias gastas e um belo passeio pelas Lezírias do Tejo, com direito a cavalos, touros, cegonhas, aves de que não sei o nome, lontras (sim! Lontras!), muitas libelinhas e sol e muito amor à Corrida a voltar. Bom? Mais que bom! Excelente!

2ª feira, 16 de Agosto de 2010: 6 Km em 39m27s, média de 6:34/Km

O resto dos dias: trabalho e outras coisas mais. Mas treinos... não... não houve mais...

A praia:
As Lezírias de Vila Franca de Xira, quilómetros a perder de vista junto ao Tejo, em caminhos de terra batida, planos, local muito bom e agradável para treinar, onde no passado fiz vários dos meus treinos longos, quando eu era uma atleta que me preparava para a Maratona. Outros tempos:
Não há corridas sem paparocas. Boas de preferência! Simples, mas soberbo. Desta vez bacalhau assado na brasa (no carvão), fazendo-se acompanhar de batata e feijão verde cozido, salada de tomate, azeitonas, azeite quente e alho, e bom pão e melhor vinho!
Gosto de comer, de correr, de escrever, de ir à praia, de passear, de fotografar e ser fotografada, e ainda de partilhar estas banalidades (para não lhes chamar outra coisa) com quem me quiser ler. Gosto e pronto!

Até amanhã ou depois querido diário, e bom fim de semana para quem aqui passou.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Onde a Corrida nos leva...

Quinta da Flamenga

Foi onde o meu avô morreu. Há cerca de 30 anos atrás. Lembro-me. De entrar no átrio e as narinas serem invadidas pelo intenso cheiro que identificava como sendo éter. O cheiro a Hospital, a desinfectantes e a medicamentos, misturado com o cheiro a doença, que inalava quando caminhava pelo corredor e entrava por fim no quarto.

Levavamos-lhe bolachas de água e sal, as únicas que ele podia comer e que eu provava junto com ele, e corava quando a minha mãe anunciava orgulhosamente que eu já sabia cozinhar. Época em que ela se orgulhava de mim e em que eu corava, incerta do meu saber. Menina pequena que eu era.

Lembro-me dos jardins, onde esperávamos a hora de visita ou que visitávamos depois. Bonitos. Verdes. Empedrados. Lembro-me. Lembro-me também da casa mortuária onde o visitei quando os seus olhos já não se abriam e as mulheres e homens velhos me beijavam chorosos sem eu os conhecer. Não compreendia aquele sentimento geral. Juro que não o compreendia. Apenas sabia que a minha mãe tinha perdido o pai.

Lembro-me da capela de azulejos onde foi dada missa e das palavras vazias e decoradas proferias de cor. Lembro-me da revolta, sempre a revolta contra um representante da hipocrisia perante a morte. Compreendia a morte. Ou julgava que a compreendia. O último adeus sentido e vivido num lenço branco que lhe tapa o rosto, se levanta com uma leve brisa e que é recolocado de novo por mãos rugosas, sobre o rosto do meu avó, que jamais me beijará num hálito fétido de velhice e de doença.


Foi aqui neste Hospital. Há trinta anos atrás. Hoje, a Corrida levou-me lá. Hoje, depois de fechado e muito vandalizado, ergue-se a adivinhar as ruínas que há-de ser. Dói-me o peito ao ali passar. Revejo o que lá vivi, de novo. A entrada no quarto, o mandarem-me sair porque estavam a fazer o penso a uma ferida que nunca sarou, e a recordação da imagem da minha mãe a ampará-lo para ele aliviar a bexiga, ali mesmo no quarto, para um bacio alto, que deve ter nome próprio mas que eu nunca soube.

É assim a Corrida. Leva-nos a lugares incertos sem darmos conta, nem percebermos porquê. É assim a Corrida. Levou-me ali hoje,
2ª feira, 09 de Agosto de 2010, dia em que corri 6 Km em 38m03s média de 6:20 / Km. Que importância tem isso? Tanta ou nenhuma como a morte do meu avô há 30 anos atrás num edifício que está hoje a cair de podre, literalmente a cair de pobre, e que é sem dúvida alguma parte do nosso Património, da nossa história, do nosso ser, da nossa vida.

E hoje é assim:
Apenas uma história recordada, de uma quinta construída no século XVII, inicialmente casa de recreio e agrícola dos Duques de Loulé, salientando-se a capela forrada a azulejos com cenas da vida de Santo António. Possuía uma zona de lazer com lagos e jardins, parte dela destruída já e ocupada por uma urbanização que lhe roubou muito mais que o nome: Quinta da Flamenga. Funcionou como Sanatório e Hospital, até ser fechado e abandonado às vontades dos vândalos.


No passado teve ainda um aqueduto que vindo da Serra, onde tantas vezes treino, trazia água para um tanque, embelezado por um marco Fontanário, situado defronte do Palácio


Hoje é isto: ruínas e história. A morrer, a fugir da gente e até das memórias.


Garanto que voltarei lá, para buscar mais memórias, minhas e de outros mais antigos que eu sou só uma menininha. Porque história é também Vida. Aprendemos com ela. Até a perceber quem somos.


Depois, no resto da semana, não consegui sair para correr. E amanhã é já outro fim-de-semana. Bom Fim-de-semana para todos. Com ou sem Corridas




domingo, 8 de agosto de 2010

Cozinhar é fácil, Arroz de Tamboril e Treinos? e Treinos?

Cozinhar é fácil. Agora que sei que gosto, e que tenho dado asas ao gosto, tenho a mania que sei, empenho-me e com muito amor à mistura (é fundamental) as coisas até nem me saem muito mal (modéstia...). A Cozinha é um local onde gosto de estar. Sim, a Cozinha, esse local para onde me chegaram a mandar quando corria eu a Meia Maratona de Setúbal, há quase 15 anos atrás. Ah publicozinho como evoluíste! Tu e eu!
Arroz de Tamboril

Pega-se num tacho com água e sal, leva-se ao lume, acrescenta-se-lhe uma malagueta (ou mais, depende dos gostos, e aqui em casa aprecia-se sobremaneira o picante) e quando ferver atira-se para lá tamboril (já arranjado, cortado aos cubos) e umas gambas.Num tacho de barro, leva-se ao lume cebola, alho e pimento vermelho, tudo picado, azeite, tomate maduro, 1 folha de louro, pimenta preta moída e malagueta (mais ainda!),


e deixa-se cozinhar mexendo sempre. Quando os ingredientes tiverem ar de cozidos acrescenta-se 1 chávena de arroz e mexe-se. Assim que todo o polme esteja bem entranhado no arroz (pouco mais de 1 minuto), retira-se 2 chávenas de água (ou um bocadinho mais) da cozedura do peixe e acrescenta-se ao arroz para este cozer. Vai-se mexendo e quando este estiver praticamente cozido, atira-se (suave e delicadamente como convém) o peixe e as gambas para cima, deixa-se acamar (fazer uma cama) sobre o arroz, e apaga-se o lume. Coentros frescos picados devem ser espalhados por cima e eis: mesa com eles, que este prato não pode esperar!
Pão de Mafra, Vinho tinto do Alentejo e água (sempre) e temos um magnífico jantar para desfrutar.e Treinos? e Treinos?

Sábado 07.08.2010 43m48s 7 Km média de 6:15 / Km - Errado, foram 6 Km em corrida contínua, em 36m16s (o que dá uma média de 6:03) e um último Km ora corre ora anda, ora anda ora corre.... Calor, cansaço, resfriado... desculpas, nada mais que burrice na gestão do esforço!

Domingo 08.08.2010 44m28s 7 Km média de 6:21 / Km - ligeiramente mais lento que ontem, mas o suficiente para me permitir correr os 7 Km de forma contínua sem grandes oscilações e/ou quebras.


E assim, um fim de semana se passou, vivido e corrido. Dias a juntar à Vida. Bons estes. Amanhã logo se verá.

Até amanhã querido diário.... e faltam 33 dias para a 34ª Meia Maratona de S.João das Lampas. Para a Meia e para a Mini, entenda-se e fique claro.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Eu e a Corrida

Ai como eu queria dizer que tenho corrido.
Ai como eu queria dizer que tenho treinado e que sou por isso um exemplo... de qualquer coisa.

Mas hoje, agora, só posso dizer que tenho corrido assim:Sem nada nos pés ou na cabeça, sem equipamento próprio, sem cronómetro ou GPS, sem plano ou método, sem aspiração ou projecto, sem tempos ou ritmos definidos, sem prova à vista e sem objectivo palpável e visível aos olhos.

Simplesmente tenho corrido, assim, descontraidamente como quem vive, descontraidamente como fazendo parte da vida, verdadeiramente livre, deixando os projectos, os planos e os objectivos para outras áreas da vida. É claro que não gostaria de ter de dizer que esta Liberdade me tem privado de uma evolução e de uma forma que gostaria de ter, mas tenho de o admitir. Afinal nunca somos verdadeiramente livres. Há sempre limitações, quer optemos por umas coisas ou por outras.

Não quer isto dizer que me tenha divorciado da Corrida, nos moldes a que nos habituamos a vivê-la. Mas antes busco um novo sentido para ela. Para ela e para mim. Se é que existe. Como num casamento saturado, onde ambos cansados incapazes de reinventar o Amor, assim estávamos nós, eu e ela, e por isso resolvi dar um tempo (quando dizem isso querem sempre dizer que acabou, só que não há coragem de o assumir, mas nós não!). Um tempo a olharmo-nos de novo como se nos conhecêssemos agora e nos deslumbrássemos com o que vamos conhecendo. Uma lufada de ar fresco preciso nesta relação. Deixai-o entrar, correr as salas e soprar. O vento. Que novas trará? Como a onda incansável que rebenta nas rochas e volta rendida, para depois voltar renovada, uma e outra vez, sempre, até ao infinito, vezes sem conta, enquanto o mundo for mundo. Cansada sim, mas invencível.