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domingo, 27 de setembro de 2009

Transporte para Maratona do Porto



Autocarro para a:

6ª edição MARATONA DO PORTO - 8 Novembro 2009

Transporte ida e volta: LISBOA-PORTO-LISBOA

A par das últimas edições, vai a Runporto também este ano, na 6ª edição da Maratona do Porto, proporcionar transporte Lisboa – Porto – Lisboa, para Maratonistas, acompanhantes e participantes dos eventos associados ( Mini Caminhada, prova não competitiva de 6 Km e Prova Convívio na distância de 14 Km), a um custo

Custo ida e volta por pessoa: EUR 10,00, quer para Maratonistas, quer para acompanhantes ou participantes em qualquer dos eventos acima mencionados.

A saída de Lisboa será Sábado dia 7 Novembro, e o regresso, domingo 8 de Novembro meio/fim da tarde. Mais detalhes a divulgar oportunamente, e contacto para mais informações e/ou inscrições para o transporte deverão ser tratadas com Ana Pereira, Tlm. 964 937 456 ou via e-mail: anamariasemfrionemcasa@gmail.com

Mais informações sobre a prova no site da Maratona do Porto e/ou na Runporto , entidade organizadora.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Cargas e Pesos

Primeiro foi o choramingar da criança. Logo de seguida a resposta do adulto, mulher, áspera e rude que ralha com dureza na voz. A petiza cala-se, e nessa altura, quando a nossa Maria já virara a cabeça e observava agora a cena cujos sons haviam chamado a sua atenção, a miúda leva a fralda ao rosto onde uma chupeta parecia ser o centro, escondido por largos e numerosos caracóis louros, e num gemido sussurrado, cala e segue caminhando atrás da mulher que encabeça o grupo caminhando vigorosamente e arrastando pela mão, em cada um dos seus lados, uma criança que deveria ser de colo até há muito pouco tempo. Atrás da nossa petiza, segue uma outra miúda, a mais velha do grupo, como que a fechar o grupo, certificando-se de que nenhum ficaria para trás. Carrega no semblante uma responsabilidade que não lhe deveria ter sido atribuída, e cumpre-a como aprendeu e sabe, empurrando a nossa petiza para a obrigar a caminhar. Carrega também às costas uma mochila maior que ela, que a julgar pelo volume e pelos passos arrastados da miúda, adivinha-se pesada. Demasiado pesada para o seu corpo franzino. E demasiado pesada para o 1º ano de escola, mas provavelmente mais leve que outras cargas e pesos que a sua vida a faz suportar.

Veio a Maria a saber depois, que a escola fica a cerca de 2 km do local onde a cena decorreu.

Pesada a vida da Maria, desta e de outras que sempre se lastimam? Só porque não consegue treinar nas condições desejáveis, ou até nas apenas possíveis? Nem por sombras!

Até amanhã querido diário

Treinos: Zero a Zero no marcador

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

É assim, sim.


- Não tens treinado nada... É assim que pensas fazer a 3ª Meia Maratona Sport Zone daqui a 32 dias?!
- É. É assim, sim. Da forma que me é permitida... - calou-se e continuou a correr, ao mesmo tempo que acordava o dia, acordavam nela sentimentos e sensações há bastante tempo adormecidos.

Correu 1h23m.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A Mini da Meia - 33ª Meia Maratona de S.João das Lampas

A Mini da Meia
33ª Meia Maratona de S.João das Lampas
12 de Setembro de 2009

Apesar de me ter iniciado em provas numa Mini, e estar bem ciente da sua importância na divulgação, motivação e captação de novos adeptos da Corrida, para além de proporcionar momentos de saudável convívio aliado ao exercício físico, confesso que na minha perspectiva muito pessoal e no que à minha pessoa diz respeito, as mesmas (Minis/Caminhadas) se revestem de algo… menor, inferior, insuficiente, incompleto, como algo próprio de fracos e incapazes.

E foi contrariando essa ideia e sentimentos errados e retrógrados, que impossibilitada de fazer a Meia Maratona por inequívoca incompetência física, que me decidi fazer a Mini/Caminhada inserida em prova que tanto estimo, quer pela forma como os atletas são tratados, quer pelo carisma peculiar da mesma, onde o calor humano nos envolve completamente.

E assim, dando primazia ao racional em vez de alimentar culpas e frustrações, lá me decidi a ir correr os 5,6 km da Mini. Não esperando muito pois o encanto da Meia conhecida no meio como a das Rampas, está precisamente na Meia e nas suas rampas.

E S.João das Lampas recebe-nos em festa., a par de outros anos. Dorsais levantados sem problemas, e depressa temos já os páraquedistas a cair do céu, perante o olhar atento da multidão, nos momentos que antecedem a prova.

Os atletas para a Meia partem e atrás deles aguardam os da Mini/Caminhada, entre eles eu, não sem pena de não estar entre os primeiros.

É dado tempo aos atletas da Meia para darem uma pequena volta por S.João, e se afastarem, e só depois (poucos minutos) a nossa partida é preparada e dada.

Na primeira fila, alinhada de novo com o meu pai que iria caminhar, deixo-me invadir por emoções: o desejo de estar entre os atletas da Meia que passam junto a nós, e saber o porquê de não poder estar, e mais forte ainda, ver lado a lado dois amigos de data não muito curta, que nos davam a partida: Fernando Andrade e Jorge Teixeira. Fotografia captada pela retina humana e retida no peito.

Partida dada e inicio a minha corrida fazendo-me acompanhar de forma espontânea por outra atleta de ritmo muito idêntico ao meu, apesar dela ter mais 21 anos que eu.

Vamos conversando e eis que as famosas rampas se fazem também sentir na Mini.

Enganada estava eu ao julgar que a Mini era para os fracos de quem não reza a história.

Surpreende-me agradavelmente a incursão numa estrada de terra e a passagem por lugares a exalar a animais domésticos e seu estrume, transportando-me para um patamar que julgava impossível de alcançar numa Mini.

Existe abastecimento a meio do percurso, completamente liberto de trânsito.

A minha colega ocasional da corrida vai falando e apresentando as terras e os lugares, pois é a sua terra.

Sinto as pernas doridas mas avanço com ela. Não a quero perder. A companhia torna esta corrida mais agradável, pelo menos hoje.

E de tão bom que estava a ser, que é com tristeza que vejo que a meta está já ali. Um beijo roubado ao amor que me espera, num júbilo repentino consequente da surpresa, e corto a meta com 24m10s, com o maior sorriso que consigo fazer.

Fácil a Mini da Meia de S.João das Lampas, não tanto por ser Mini, pois as rampas estão lá, mas provavelmente por isso mesmo: o prazer de correr esteve lá. Todo. Inteiro. Por pouco tempo mas esteve lá. Foi dado a todos que abraçaram este desafio, e por isso a Mini tem de continuar.

À meta dão-nos uma mochila, um boné, água, fruta, bolos regionais, batatas fritas, e outros produtos. Não esquecendo a t-shirt, com a qual tivemos de correr, e como prémio de participação está muito bem, não descurando nem esquecendo que toda a vivência proporcionada é sempre o melhor prémio, quase sempre invisível para os olhos.

Para o ano, quero voltar aqui mas, apesar de tudo de bom vivido na Mini, quero correr a 34ª Meia Maratona de S.João das Lampas em 2010.

Até para o ano

Ana Pereira
15.09.2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A Mini da 33ª Meia Maratona de S.João das Lampas

Fernando Andrade, o grande responsável pela Meia Maratona de S.João das Lampas, desde o seu início:
Na 33ª edição, eu à chegada a S.João das Lampas, com o meu pai:
Já equipada e preparada para a minha prova, momentos antes, com Jorge Teixeira, da Runporto:Alinhada na partida com meu pai, lado a lado, numa mesma corrida:
A preparar o cronómetro:
Partida dada:
Já pertinho da minha meta de hoje:
Fotos da prova em AMMA

A minha Mini da 33ª Meia Maratona de S.João das Lampas, hoje em imagens, amanhã em palavras.

sábado, 12 de setembro de 2009

Desafio: uma Meia em 36 dias

Não se pode renegar o que se é. Se em muitas áreas e situações, espaços e tempos, a pessoa é (isto ou aquilo) consoante as circunstâncias e até consoante a sua maturidade, vontade, estado de espírito, companhia, etc. do momento, já no que no sangue lhe corre, lhe preenche as veias percorrendo-as velozmente e faz bater o coração dando-lhe Vida, segundo após segundo, em permanente e constante cadência incansável, tornando-a na pessoa que é, a isso a pessoa não pode fugir. Não se pode renegar o que se é. Não se pode deixar de ser quem é.

E eu... deixar de correr, (como algumas vezes cheguei a considerar) seria deixar de ser eu. Missão impossível. Absolutamente indissociáveis: eu e a Corrida. Não sem lesar, ferir, sangrar, castrar, punir, mutilar. E isso eu não quero e não vou permitir-me (nem a mim própria sequer ou principalmente) fazer.

Por isso, e para ganhar motivação, proponho-me um desafio:

uma Meia Maratona em 36 dias

Aparenta ser tarefa fácil, se pensarmos que temos 36 dias para correr 21 km, mas não é, se soubermos que o que temos é 36 dias para preparar uma Meia Maratona a ser corrida até ao tempo limite por mim imposto de 2 horas. Difícil? Não é. Fácil? Bem... pelo menos acessível, razoável e sensato, é!

E se mais logo na 33ª Meia de S.João das Lampas, serei "obrigada" a alinhar apenas na Mini/Caminhada, daqui a precisamente 36 dias conto estar na partida da Meia Maratona Sport Zone e até, chegar à meta! Se com mais ou menos de 2 horas, isto só se saberá no dia. E até se aceitam apostas, que poderão ser feitas baseadas nos treinos aqui expostos durante escassos 36 dias...

E hoje, que faltam 36 dias, logo pela manhã levanto-me bem cedo, e enquanto repouso o olhar no sol que nasce todos os dias afinal, apesar de eu raramente assistir a tal maravilha repetida e única, corro lentamente 1 hora seguida. Fiz 1 hora de corrida contínua lenta. Dificuldades? Falaremos delas depois, ou talvez não.

Por agora, despeço-me e

Até mais logo querido diário, depois da S.João das Lampas...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

"Como uma toalha de mesa..." e "Os Cães"

Como uma toalha de mesa, lavada e fresca, a cheirar a sol, imaculadamente branca a mostrar ainda os vincos do ferro quente, que se tira da gaveta, sacode no ar, e suspensa aguarda cair sobre a mesa rústica de madeira maciça, para depois repousar e sentir as mãos macias da dona-de-casa a alisá-la, acariciando-a sobre a mesa, onde depois receberá louça bonita e colorida, e iguarias cheirosas e apetitosas, e onde haverá risos e conversas e olhares reveladores e cúmplices, e gotas de vinho vermelho como sangue, em descuido alegre e descontraído, assim está a minha vida. Momentaneamente calma, suspensa no ar, a adivinhar o descanso de repousar lisa sobre a mesa, antes de recomeçar a feliz azáfama.

Dizem que depois da tempestade vem a bonança. E é verdade. Nem que seja por instantes.

E agora assim me sinto. Por instantes que seja, como a toalha de mesa suspensa no ar, como fotografia que captou o momento e a fez parar antes de cair.

Os animais… mais concretamente no meu caso "Os Cães", por mais trabalho, despesas e preocupações que dêem (como os filhos), contribuem sem dúvida alguma para este estado. De paz e alegria, em que me encontro. Quem se lembra do Dipsy? Há 10 anos atrás… e hoje, de novo comigo…

No entanto e por enquanto, eu e ele também, cada um por razões bem distintas, no que a treinos e corridas diz respeito, o marcador insiste em não sair do ZERO...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009


"Não só quem nos odeia ou nos inveja
Nos limita e oprime; quem nos ama
Não menos nos limita.

Que os deuses me concedam que, despido
De afectos, tenha a fria liberdade
Dos píncaros sem nada.

Quem quer pouco, tem tudo; quem quer nada
É livre: quem não tem, e não deseja,
Homem, é igual aos deuses."

Ricardo Reis

Oh meu deus! Triste vida a dos deuses. Mantenha-me senhor, esta vida de Homem, salvo seja, digo... de Mulher! Que não quer pouco, que não quer nada e ainda assim ou por isso mesmo, é livre, e por isso tem muito e muito deseja também, e aí sim, Homem, é igual aos deuses, ou melhor que isso até.

Corridas e Treinos: ZERO!

domingo, 23 de agosto de 2009

Treino


Perguntou-lhes se podia ir correr. Como que a pedir autorização, consentimento, aprovação e dispensa. Disseram-lhe que não, que não podia. Não tinha autorização, consentimento, aprovação nem dispensa.

Ainda assim foi. Mais dependente que nunca, mais solicitada e necessária que nunca para outras corridas, virou costas e foi. Correr. Permitiu-se e obrigou-se. Porque a corrida lhe faz falta também.

Perguntou ao vento se podia voar e ele respondeu-lhe que não, que não podia. Ainda assim, ela continuou. Perguntou ao céu se podia sonhar, e ele respondeu-lhe que não, que não podia. Ainda assim, ela continuou.
Perguntou ao Tejo e às serras se podia repousar os olhos neles e eles responderam-lhe que não, que não podia. Ainda assim, ela continuou. Perguntou às ervas se podia ali passear o corpo e a alma e elas responderam-lhe que não, que não podia. Ainda assim, ela continuou.

Cansada, correu 30 minutos apenas. Queria correr mais mas sentiu-se muito cansada. 30 minutos apenas. Mas dos bons! Dos que valem por dias inteiros. Como iguaria em mesa de rei. Depois, meteu-se no carro e voltou à outra vida, sem no entanto apagar aqueles singelos 30 minutos de vida, que a alimentariam, gota a gota, esticando-se no tempo até ela meter nova dose, ou os esgotar por completo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

8ª Légua de Vialonga – 15 de Agosto de 2009




Foi aqui que comecei, há mais de 30 anos, num clube que abandonou a modalidade de Atletismo, o Grupo Desportivo de Vialonga.

Hoje, “Os Patuscos de Vialonga” organizam a Légua, que se realizou pela 8ª vez, com o apoio da Junta de Freguesia de Vialonga. Integrada no programa das Festas Populares em honra de Nossa Senhora da Assunção, a Légua teve inscrições gratuitas e juntou várias dezenas de atletas, para além de outros tantos de escalões mais jovens, provas essas que decorreram após a Légua, opção inteligente e sensata, tendo em conta o calor próprio da época, e fazer partir a prova principal mais cedo que as restantes é certamente uma nota positiva.

Prémios monetários para os primeiros e taças, medalhões e medalhas para os restantes, até ao 10ºclassificado de todos os escalões, pode fazer parecer à primeira vista factor motivador de participação, mas se considerarmos que os restantes atletas “ganhavam” apenas uma garrafa de água, em minha opinião, a motivação do dinheiro, não é de todo a mais correcta nem apelativa, opinião que reforço vivamente quando esses prémios se referem aos escalões jovens, como por exemplo benjamins.

Por outro lado, é oferecido a todos sem excepção e extensivo a acompanhantes, um almoço constituído de sardinhas, carne, salada, pão, fruta e bebidas, num belíssimo pinhal, servido de forma muito bem organizada, em ambiente de agradável convívio e onde se procedeu à entrega dos prémios.

A prova em si decorreu de forma encantadoramente amadora, por entre ruas de prédios em ruínas e por bairros problemáticos. Trânsito deficientemente cortado nalguns troços, o que sempre põe em causa toda e qualquer organização por mais esforçada, empenhada e dinâmica que seja, como é o caso desta.

Não faltou água no final da prova, quer fosse para beber, quer fosse para o banho de quem o solicitou.

As inscrições foram feitas de forma simples, houve sempre boa disponibilidade para esclarecimentos, o levantamento de dorsais não levantou problemas, e as partidas e chegadas, assim como classificações não transpareceram problemas de maior.

Resumindo: a Légua de Vialonga é uma prova de Verão, relativamente bem organizada para o número de atletas que respondem à chamada, e que recomendo, mais que não seja, como experiência.

Ana Pereira
Agosto de 2009

sábado, 15 de agosto de 2009

8ª Légua de Vialonga - 15 de Agosto 2009

Integrada nas Festas Populares em honra da Nossa Senhora da Assunção, em Vialonga, realizou-se no dia 15 de Agosto de 2009, a 8ª Légua de Vialonga.

Estive lá e demorei 29m46s para percorrer a distância anunciada.

Deixo aqui apenas uma imagem (com o Joaquim Adelino, e informo que muitas mais estão disponíveis (cerca de 160 fotos) na Galeria de Fotos da AMMA -Atletismo Magazine Modalidades Amadoras

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Treinar

“Treinar” pressupõe que se está a preparar corpo e espírito para alguma coisa. A fazer qualquer coisa com o intuito de vir a fazer melhor. Por isso se treina. Adestra-se. Quer-se o corpo e/ou a alma destra em qualquer coisa. Por isso se treina.

Nem sempre assim será. Pode-se treinar para simplesmente se conviver e passar momentos agradáveis, quer na companhia de alguém, quer sozinhos. O treino pode revestir a simples forma de viver momentos de prazer e lazer. E apenas como consequência, se estará de facto a treinar.

Foi assim hoje. Conseguir dar motivação a alguém que não corre há mais de 20 anos, para calçar os ténis, vestir uns calções e uma t-shirt, largar o tabaco por meia hora que seja, e dar uns passos de corrida, como se fosse a primeira vez, é algo gratificante e enriquecedor. Até para mim, ser egoísta e egocêntrico no que a treinos e corridas diz respeito, confesso, não me servindo de justificação dignificante o facto do tempo que escasseia para de facto me treinar.

No entanto, as excepções fazem a regra. E hoje foi excepção. Uma pessoa especial, um treino especial. . O prazer da partilha, patente e fundamental neste tipo de “treino”, torna-o tão ou mais frutífero e deleitoso como um treino técnico e específico.

39 minutos de exercício físico, alternando ritmos de muito lento a lento, alternando ainda com caminhada, não deixando de correr também ao meu próprio ritmo que por si, é lento também.

Fosse como fosse foram 39 minutos. Melhor que nada como treino. E muito bom como momento vivido. É que isto da Corrida é um meio, jamais um fim.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

48 minutos

O treino de hoje chama-se 48 minutos.

48 minutos no
Parque Urbano de Santa Iria da Azóia.

A amabilidade, simpatia e hospitalidade do Joaquim Adelino e da
Susana e Daniel , que em verdadeira comitiva me deram as boas vindas ao "seu" Parque de treinos, onde eu espero vir a treinar com frequência, deram um colorido especial ao meu fim de dia. Mesmo sem treinarmos juntos, pois o meu horário possível é terminar o treino a tempo exacto de ser literalmente corrida do Parque, que tem horário também, como é natural, e porteiro e segurança e iluminação e outras coisas mais, correndo o risco de ficar lá fechada, foi muito bom vê-los por ali.

48 minutos ao vento e a subir e a descer, que aqui a menina pode ser burra, mas não burra de andar muito tempo à volta da nora. Prefere variar, mesmo que isso implique, e neste caso implica, percursos bem mais acidentados e duros portanto. Ainda assim prefiro-os e devagar por devagar, ao menos divirto-me a pisar torrões de terra e ervas e perder-me em caminhos que de repente deixam de ser caminhos, e ser obrigada a ir a corta-mato. É assim que eu gosto de correr.

Agora digam-me! Digam-me por favor! Digam-me por favor que ainda vou a tempo de me preparar para correr a Meia Maratona de São João das Lampas, dia 12 de Setembro, sem ser retirada de prova por excesso de tempo gasto ainda nem meia prova decorrida... É que isto está...mal!

Mas como bem sei, isto quer é continuação. E vai ter. Podem escrever.

domingo, 9 de agosto de 2009

Porque...

...É preciso correr.
...A Corrida faz-me falta.
...E sinto muito a falta dela.

E porque vêm aí:

a 7ª Légua de Vialonga, já no próximo sábado dia 15 de Agosto de 2009,
informações: Geral@jf-vialonga.pt , Flávio (Patuscos) 936293390

a Corrida do Homem e da Mulher, a 6 de Setembro

a 33ª Meia Maratona de S.João das Lampas , a 12 Setembro

e a Meia Maratona Sport Zone a 18 Outubro

e mais, e mais, e mais... certamente.

Por tudo isso e muito mais, hoje recomecei. Recomecei mesmo!

Serra acima, serra abaixo. 16 minutos para cima, onde alcanço o céu e lavo os olhos no Tejo ao fundo no vale, e 14 minutos para baixo, de regresso a casa. Totalizo: 30 minutos apenas. Apenas... um treino, um passo. E com um passo apenas se iniciam grandes caminhadas, odisseias mesmo.

E regresso a casa...

É bom estar de novo em casa. E sorte, desta ser a minha casa. A cara e a alma varridas e lavadas pelo vento no fim de um dia de Verão.

Até amanhã, que se deseja com outro treino, se não melhor... igual.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mudança

Desta vez não há meias palavras nem palavras dúbias, ilusórias ou deliberadamente ambíguas.

Desta vez impera uma única palavra. Com um aparentemente único significado:

Mudança

Há mudança. E eu mudo. Estou a mudar. Simplesmente... estou a mudar. Estou em mudança...

Ainda assim, uma palavra tão simples, de aparente fácil leitura e interpretação, encerra uma significação complexa.

Mudança:

- acto ou efeito de mudar, muda
- movimento de um lugar (país, região, residência, etc. ) para outro; deslocação
- modificação, transformação, alteração
- colocação de algo ou alguém no lugar de outro; troca, substituição
- transformação decorrente de um fenómeno; variação
- (veículo automóvel) engrenagem que permite a alteração de marcha e velocidade

Quem se der ao trabalho de ler, porque não falo de corrida e não há paciência, e chegou aqui, pode escolher um dos significados.

Eu... depois de reflectir um pouco, escolho a última hipótese, pois o que eu estou mesmo a fazer é a mudar a mudança, utilizando e pondo em funcionamento uma complexa engrenagem que me permite alterar a marcha e a velocidade...

Até muito breve

sexta-feira, 17 de julho de 2009

As palavras e a Corrida do Almonda

Após a Corrida do Almonda, deixei aqui umas fotos, e prometi palavras mais tarde. Palavras que demoram em chegar. Que perdidas de mim, me venceram, e já não me parece que as encontre.

Vencida, paro de as procurar e calo-me. Desta vez apenas corri e vivi. E as palavras, essas, amigas, se afastam, para eu poder enfim, travar e vencer outras lutas.

De Raul Brandão:

"Nenhum de nós sabe o que existe e o que não existe. Vivemos de palavras. Vamos até à cova com palavras. Submetem-nos, subjugam-nos. Pesam toneladas, têm a espessura de montanhas. São as palavras que nos contêm, são as palavras que nos conduzem. Mas há momentos em que cada um redobra de proporções, há momentos em que a vida se me afigura iluminada por outra claridade. Há momentos em que cada um grita: - Eu não vivi! eu não vivi! eu não vivi! - Há momentos em que deparamos com outra figura maior, que nos mete medo. A vida é só isto?"

Raul Brandão,
(1867 - 1930), in "Húmus"

domingo, 12 de julho de 2009

VI Corrida do Almonda


Eu na VI Corrida do Almonda, o rio que banha Torres Novas.

Hoje, 12 de Julho de 2009

O "nosso" grupo, antes da prova, no belíssimo jardim:
Já em prova:
E já à chegada (foi rápida a prova não foi?):
Funil da meta:
O depois imediato:
Os alongamentos:
O meu companheiro, para as curvas da vida, o meu pai:
Outros na prova:


Da autoria de António Melro Pereira, meu pai, dezenas de fotos da prova na AMMA

Palavras...só mais tarde.

Resultados

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Almonda, o rio, e O Agora e o Amor

Jamais houvera conhecido o Amor. Nem mesmo no tempo em que o procurava, em buscas incessantes como se disso dependesse a sua felicidade e a sua vida. Encontros furtivos de relações fingidas sim, dessas ela teve, mascaradas e vestidas de aromas coloridos que satisfaziam necessidades assim alimentadas. Vestidas de papel borrado, onde as cores se esbateram e misturaram umas nas outras até formarem um padrão medonho, e desfeitas por lágrimas abundantes que correram em cascatas. Ou suspensas sob olhos secos, embalados num gemido baixinho, contínuo, quando as lágrimas se esgotaram e o rosto se contorcia num espasmo já involuntário.

Um dia, quando já o deixara de procurar, e o Amor se vestia de desesperança, ela encontrou-o. Assim, num mundo que ela julgara inexistente, sem querer, ela tropeçou nele. Sem artifícios ou máscaras, ele se lhe apresentou, despido e belo como só o Amor pode ser. E ela apaixonou-se. Profunda e intensamente ela amou. Respirava Amor quando inspirava e libertava-o quando expirava. Por uma vez na vida chegara a hora dela ser feliz. E foi-o. Muito. Com ele.

Foi então por essa altura, assim num dia soalheiro também do mês de Julho como este, que ela soube que estava a morrer. Mas por estranho que pareça, isso não lhe doeu. Queria apenas viver. Viver. Agora. Agora mesmo enquanto escreve e tu a lês. Sempre fora assim afinal a vida, instantânea e breve, e ela nunca reparara. Não temos mais para viver do que o Agora. O Agora e o Amor…



E já no próximo domingo, dia 12 de Julho e organizada pela

União Desportiva e recreativa da Zona Alta - Torres Nova
s,

realiza-se a

VI Corrida do Almonda

Regulamento

Almonda, um rio
que nasce na Serra De Aire a 5 km a noroeste de Torres Novas, perto de Almonda, aldeia baptizada pelo rio com o nome deste, e de Casais Martanes.

Com um percurso de apenas 30 quilómetros, atravessa os municípios de Torres Novas e da Golegã, onde desagua no Tejo, para muitos quilómetros depois vir ter ao mar, na magnífica cidade de Lisboa.

E o Agora e o Amor levá-la-ão a Torres Novas, para correr 7 Km apenas, desde que ainda haja Agora e desde que ainda haja Amor. Até agora, sem treinos para além dos raros que sempre se anotam neste blogue, note-se e diga-se de passagem.

domingo, 5 de julho de 2009

Ventos de mudança


Sopram ventos. Oriundos de direcções distintas e empurrando para outras tantas. Leves ou fortes. Resisto vincando pés na terra ou deixo-me ir, vencida como folha de árvore em fim de tarde de Verão à deriva em vendaval que se levantou.

Como mãos macias e quentes de amante, o vento afaga-me o rosto, baralha-me o cabelo sobre o rosto e afaga-o como jamais este fora. Delicio-me com as suas carícias como em encontro de amantes separados pelo tempo e pela aparente distância, em completo deleite de horas de amor. Este vento morno. Vento de mudanças este. Mudanças que se fazem sentir, não de tão drásticas quanto frágeis decisões de querer mudar num ímpeto de vontade que morre derreada dias depois, como tão bem conheço, mas simplesmente deixo-me ir desta vez. Sem resistir, aproveitando o vento, à sua mercê, inclinando apenas a cabeça para desviar o cabelo dos olhos, em harmonia com ele para navegar à bolina, e chegar onde quero.

Em paralelo, há coisas que não mudam. Fio condutor que nos traz do passado ao presente e nos encaminha para o futuro. E o amor é uma delas. Pelo menos este amor, que é o mais fiel e duradouro e doce e forte e seguro que conheço, apesar das aparentes mas afinal circunstanciais incompatibilidades, das crises e dos abalos, mas também de alegrias, de amparo e segurança. Este amor que tenho esquecido de alimentar e mantido em silêncio, adormecido. Despertou e hoje alimentei-o um pouco. Um pouco só de mim, e é suficiente para me trazer de novo. À Vida.

Corri 30 minutos apenas …

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Falta


- Acho que já não voltarei mais a escrever no blogue como escrevia… - diz ela nitidamente triste.
- Então porquê? – indaga ele .
- Porque desde que te conheço nunca mais estive sozinha – responde ela, agora com um sorriso, ainda que triste mas iluminado pelo olhar.

Triste porque escrever lhe faz falta. Falta. Falta de estar consigo mesma. Falta… Falta das palavras e de brincar com elas, servir-se delas usando-as e deitá-las a repousar sobre folha branca de papel, e falta dele também.

Ah pois claro, temos é de nos felicitar pelo que temos e não lamentarmo-nos pelo que nos falta! Ai pois claro! Pois claro! Pois claro mesmo!

O blogue é que continua assim… de poucas palavras, como ela às vezes. Há que ter paciência. Melhores dias virão. Em que o tempo dará tempo, e no tempo ela poderá ainda voltar a escrever como dantes na porcaria de um blogue que tem.