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domingo, 17 de fevereiro de 2008

Correr sem Correr

Domingo

Por incrível que pareça, num domingo de chuva, apetecível para suar debaixo dela misturando nosso suor na água do céu, num treino bestial (sim, eu gosto de treinos à chuva, desde que assim que o acabe, possa de imediato mergulhar numa banheira de água bem quentinha), ou para dormitar no sofá sob uma mantinha felpuda, vendo filmes e bebendo chá e comendo biscoitos, eu não consegui fazer nada disso.

Corri. Daqui para ali, de ali para aqui. Põe. Leva. Trás. Repõe. Regressa. Retoma. Arruma. Desarruma. Empacota. Desempacota. Embrulha. Desembrulha. Lava. Dobra. Leva. Trás. E o dia a passar. E eu a passar por ele. A correr sem correr.


Apesar da movimentação, não consegui (mesmo!) arranjar uma meia horinha que fosse para fazer qualquer coisa digna de se chamar exercício físico.

Bom, mexer-me... mexi-me e não foi pouco, mas não da forma mais saudável e salutar.

Aproxima-se a meia-noite e com ela o fim de domingo. Dorme o meu anjo e faço eu de anjo da guarda.

Não... agora não posso sair para correr. Para além de outras razões, eu também preciso de dormir. Perco (?) aqui ainda uns minutos a escrever o que gostaria de dizer... mas que não me ouvem. É essa também a função deste (e da maioria) dos blogs, a de fazer de conta que temos quem nos ouça.

Agora só me resta amanhã.

Até amanhã

3 comentários:

ana paula pinto disse...

Aqui, para "além do virtual" existem pessoas. Há sempre alguém que nos ouve, no meio de tanta gente.

Mal é, quando perto, demasiado perto, mas não tão perto, nã há quem nos ouça.

Aqui, permanece a ilusão de haver um ombro amigo e uma palavra compreensiva à nossa espera.
É esse o mundo além do virtual. Porque há pessoas que existem para além do virtual.

Já vi o teu mail.

Boa semana
Paula

António Almeida disse...

Ana

há muito tempo que a ouço (leio) e gosto bastante.

Maria Sem Frio Nem Casa disse...

Paula e António, e tantos outros que hoje nada disseram, eu sei que existem PESSOAS dignas desse nome, eu sei que existem e não é por acaso que vocês "estão aí"...

Obrigada e ... desculpem.

Ana