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segunda-feira, 5 de junho de 2006



5 de Junho de 2006 Fim de Fim de Semana

Estás feliz meu amor, e por isso eu fico menos infeliz. É a isto que se resume a vida hoje.

Tudo o resto é literalmente paisagem. As pessoas que sorriem afáveis ou ríspidas e carrancudas, o Sol que teimo em não deixar entrar em casa, os carros que passam, os pássaros que esvoaçam rasteiros junto aos nossos pés nesta rua deserta. Deserta porque estamos sós. Irremediavelmente sós. Tudo acontece absolutamente indiferente à nossa figurinha. E o fim é certo. Por momentos não encontro razões para insistir neste jogo, onde por vezes ganho, por vezes perco, se já sei que no fim das contas, o balanço é sempre negativo. Porque é que eu nasci meu Deus? Como queria acreditar num deus. Queria mesmo. Num deus qualquer para poder rezar e sentir-me acompanhada. Invejo a simplicidade e inocência dos crentes. Mas eu não. A penitência dos ateus é mesmo esta. Irremediavelmente sós a chorar uma dor sem esperança de dias melhores. Só podemos contar connosco. Só e sempre só connosco. E as forças faltam. E os Homens falham, e resta muito pouco. Quase nada.

A Corrida pode desempenhar o papel da religião. A ela me agarrei muitas vezes como tábua de salvação, como outros se agarram a um Cristo crucificado. A devoção e entrega é a mesma. A intenção também, mesmo que a maioria não tenha consciência dela.

Pensar demais. Racionalizar demais. Queria ser mais simples e apenas viver.

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Ontem, domingo, fui à Corrida do Oriente. É a segunda vez que participo nela. Não sei porquê mas esta corrida tem qualquer coisa que não me cativa, ou falta-lhe qualquer coisa para me cativar.

O empedrado das ruas, o sol forte sobre o alcatrão e o próprio percurso levam o pelotão a seguir pelos passeios, numa autêntica corrida de obstáculos: bocas de incêndio, canteiros, ferros para impedir o estacionamento, bancos para as pessoas se sentarem, árvores, etc. A impressão com que fiquei o ano passado repetiu-se este ano. 10 Km (seriam?). Com tanto possibilidade de se cortar caminho, duvido que a prova tenha 10 km, e é missão da organização evitar estas situações, pois é sabido que o atleta legitimamente segue a linha mais curta para atingir a meta. O acesso aos largos passeios não lhe devia ser sequer permitido. A juntar a isso, uma nítida má marcação dos kms durante o percurso, e eis que chego à meta com 54m52s. Foi um belíssimo treino pela companhia dos colegas de corrida durante o tempo todo, e do magnífico Tejo durante escassos metros.

De forma semelhante ao ano passado, não gostei. E duas vezes já chega. Não tenho intenção de lá voltar.

4 comentários:

Eduardo Santos disse...

Ana

Não podes ser negativista dessa maneira. A vida existe para nos ensinar, é ela que nos dá ensinamentos, mas tu foges deles. Tens de acreditar mais naqueles que te querem bem e não seguires caminhos errados e turbolentos . Invejas a capacidade dos crentes, mas apelas a Deus! Será que és crente e não o sabes?
« Porque é que eu nasci meu Deus? Como queria acreditar num deus. Queria mesmo. Num deus qualquer para poder rezar e sentir-me acompanhada. »

Ana acredita na vida e naquilo que ela tem de bom para te dar, acredita em quem te quer bem e em quem te quer ver feliz e esses sou eu e todos nós.

Acreditas na corrida como uma religião, começa a acreditar em muitas outras coisas e a tua vida fará mais sentido.

Apela à tranquilidade e serenidade, é isso que precisas para sempre.

Em relação à corrida do Oriente
o Ano passado fui contigo à corrida do Oriente e foi precisamente essa a minha opinião.

OBS: Já soube que andas (ou alguém) a espalhar que eu sou aquela "Paula Lameirinho", é triste viver sistematicamente sendo acusado disto e daquilo. Já fui acusado de tantas coisas que nunca fiz, já começo a ficar habituado. Nunca escrevi nada sem ser em meu nome, apenas uma vez entrei como anómimo no outro fórum em conversa com aquele asimoes.

Eduardo Santos

Paulla Lameirinho disse...

Srº Eduardo expulsou-me do fórum, mas aqui vai ter de me ouvir. Um fórum livre o vosso? expulsam pessoas mesmo antes de dizerem aquilo que querem? é essa a vossa liberdade? digo-lhe, falo quando me der na gana e não me impeçam de explorar as minhas ideias. Quando vim ao blog, vim por bem e disse o que pensava e continuo a pensar a mesma coisa. Façam o favor de respeitar as minhas ideias, sempre fui uma mulher respeitável e respeitada por todos. Onde está a vossa liberdade de expressão? Assim que explano as ideias, parecem uma matilha a querer roer o mesmo osso.

Paula Lameirinho
Paula_Lameirinho@megamail.pt

Eduardo Santos disse...

Porque é que escreve Paula em cima com dois (LL) e assina só com um?

Em relação ao fórum, o dono do fórum sou eu, faço aquilo que acho melhor

ES

Diacuno Remédios disse...

De volta...

Acho piada a necessidade que algumas pessoas têm de provar a sua inocência, parece que tem algo a esconder..., por vezes parecem aqueles miúdos que dizem a mãe com um ar "culpado", Mãe eu não fiz nada...

Quanto a "famosa" Paulla Lameirinho
que trabalha na rádio (lol) deve ter pouco, acho muito engraçado alguém que diz tão mal do blog da Ana Pereira e da própria se dê ao "trabalho"(aparentemente é um prazer)de seguir a escrita de alguém que considera tão abominável... Quase se desmascara…
Parece me estranho alguém que suponho "jornalista" não saiba que existem vários tipos de escrita...também numa rádio há varias coisas para fazer, não tem que se ser "jornalista"...
Muito engraçado ainda é que as pessoas mais agressivas são sempre de sítios longínquos onde ninguém pode confirmar nem a sua existência (não que no caso valha a pena, mas...).