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sábado, 14 de junho de 2008

Vendo Casa

A Maria vai mudar-se (para parte incerta e por tempo indefinido). E o Blog hoje está absolutamente ao serviço dela. Porque às vezes o blog é útil e às vezes traz coisas boas... Que me traga um comprador com uma boa proposta. Quem sabe, aceito...





VENDO CASA - URGENTE - VALOR NEGOCIÁVEL - OPORTUNIDADE


Apartamento com cerca de 10 anos

Localização: Quinta do Lírio, Seixal – a 5 minutos a pé da Baía do Seixal, próximo dos Bombeiros, Fórum Cultural, Centro de Saúde e Tribunal do Seixal. Pavilhão desportivo a 100 metros onde se praticam diversas modalidades.

Inserido em zona residencial, com algum comércio, escolas, espaços verdes e arejados, bons acessos a transportes públicos, quer comboio, barco ou camioneta. A 15 minutos de Lisboa por barco.



Características da casa:



1 Quarto com 1 varanda fechada e uma janela


1 Quarto com 2 varandas: 1 fechada outra aberta


Pavimento dos quartos: madeira envernizada, tábuas compridas





Pavimento das restantes divisões: cerâmica





1 Cozinha com móveis em mogno, com 1 grande varanda fechada e um excelente estendal no exterior. Forno eléctrico, placa, exaustor, esquentador inteligente, bancada de granito, gás canalizado com vistoria feita e instalação certificada. Espaço para 2 máquinas debaixo da bancada. Parede de azulejo





1 Despensa com prateleiras com acesso à cozinha





1 Copa grande e espaço muito agradável que dá para a cozinha, com lambrim simples. Tem uma varanda fechada independente.





1 Sala grande com 1 janela





1 Casa de banho completa, com janela, banheira normal, bidé, sanita, lavatório, espelho e armário





1 segunda Casa de banho apenas com lavatório, poliban, sanita e janela.





1 Hall de entrada muito espaçoso com roupeiro. Hall com lambrim. Porta de entrada com fechadura de alta segurança. Vídeo-porteiro.





O apartamento é um 1º andar de um prédio de 7 andares, 2 inquilinos por andar. Ambiente calmo e sossegado. Facilidade de estacionamento. Boa vizinhança. Prédio com 2 elevadores. Bem estimado. Porta do prédio com código de entrada





O apartamento tem instalação para cabovisão (TV, telefone e Internet). Casa com 3 frentes, áreas grandes e muita luz. O interior foi todo pintado há 3 anos. Assunto urgente. Vendo por EUR 89.900,00 – negociável, aceitam-se propostas.

Contacto: Ana Pereira, Telem: 964 937 456, mail: anamariasemfrionemcasa@gmail.com

Vende o Próprio



A CASA





A Sala:



O quarto com 2 varandas: 1 aberta, 1 fechada:

A porta para a varanda aberta:
A varanda fechada deste quarto:O Quarto com 1 janela e 1 varanda fechada:


O Hall de entrada
Porta:

O Hall onde se vê a porta da rua e o roupeiro:

O roupeiro, parte de cima:
parte de baixo:
Ainda a entrada:

Pormenor do lambrim:
A cozinha:








O esquentador inteligente, que não dispara sozinho, porque a instalação está BEM feita:
Placa e forno eléctrico:


A cozinha, vista da copa:

A varanda fechada da cozinha:

A despensa:

A copa vista da cozinha:

Ainda a copa:

Da copa, olhando a cozinha:

Ainda a copa, onde se vê a porta que dá para a varanda fechada independente: (com as cortinas amarelas)
A varanda fechada da copa:
O lambrim da copa, em azulejo, simples:A Casa de Banho completa:
A Casa de Banho secundária:

O que se vê das varandas da casa. Ali à volta:

Disponível para quaisquer esclarecimentos que entendam necessários. Obrigada.

Ana Pereira

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A Poupança e o Silêncio

É preciso poupar. Poupa-se. Poupa-se. Lá diz a minha mãe que temos de poupar é enquanto temos, pois quando não tivermos, seremos forçados a "poupar" pois não tendo não gastamos. Teoria valiosa mas que caiu por terra com os cartões de crédito e a facilidade de novos e novos e novos créditos que nos entram porta dentro, colocando dinheiro nas nossas mãos, e que se podiam também chamar todos juntos: "Corda para te enforcares".

Pois como tenho telemóvel (tenho 1 (um), que me foi oferecido) e como tenho de poupar, tenho poupado nas chamadas que faço. Se fazia poucas, de há uns largos meses para cá, tenho feito muito menos. Quase quase apenas chamadas de emergência próximas das que justificariam um 112 por exemplo. Que o digam os meus amigos. Chamadinhas do tipo "Tás bom? Como tens passado? É só para saber se tá tudo bem contigo", etc e tal, acabaram-se pura e simplesmente, que o desgraçado do meu patrão não tem culpa de eu ser uma tesa (ou também terá a sua quota parte?) e não posso usar o telefone do escritório para conversinhas que não sendo da treta, não são propriamente necessárias.

Ora tanto tenho eu poupado nas ditas chamadas que chega um dia em que preciso mesmo de fazer uma, e o gajo (telemóvel) diz-me naquela voz irritante da gravação: "O seu cartão atingiu a data limite de carregamento. Por favor carregue o seu cartão. Pode fazê-lo nas caixas Multibanco ou … blá blá blá" Como se eu não soubesse como carregá-lo! De facto há imenso tempo que não o faço. Mas o que quer esta mensagem dizer? Deixa-me lá ver o saldo. Marca o visor: EUR 9.90. EUR 9,90!!! E não posso fazer uma chamada?! Ai pois não! É que tenho a modalidade de pagamento que obriga a um carregamento mínimo de EUR 25,00 de 3 em 3 meses, o que satisfazia perfeitamente as minhas necessidades e tal situação nunca me tinha acontecido: atingir os 3 meses sem gastar os 25 euros e ser "obrigada" a novo carregamento mesmo com saldo!

Mas que raiva! Quase 10 euros de poupança e olhem no que deu: não posso sequer enviar uma mensagenzinha! Novo carregamento? Pois, hei-de fazer um dia destes…

Silêncio. Remeto-me ao silêncio e poupo. Dinheiro, não palavras, que dessas tenho um baú cheio que abro e uso sempre que preciso e quero.

domingo, 8 de junho de 2008

A "brincar, a brincar" também nos exercitamos

Com vista à Corrida das Festas Cidade do Porto, em 22 de Junho:

Hoje, que faltam 14 dias para a Corrida das Festas Cidade do Porto, ainda não foi hoje que corri. Mas mexi-me.

E quando resolvo vestir-me, e anuncio à minha filha que vou fazer ginástica e à sua pergunta de “onde”, a minha resposta é “aqui em casa”, sou agradavelmente surpreendida pela sua imediata e pronta decisão:

- Eu faço contigo! Posso fazer contigo, Mãe?

Ainda surpresa pela iniciativa, mas depressa me recomponho e a motivo, não vá a vontade escoar-se mais depressa do que veio.

- Claro que podes. Vai calçar os ténis. Escolhe um CD. Um mexido, ok?

- Ok. Pode ser o da “Orbital”? (colectânea e mistura da rádio com o mesmo nome)

E alteres no chão, colchões, espaço liberto e música no ar. Oriento uma aula de Aeróbica como sei. Com começo, meio e fim. E se me surpreendeu a vontade da pequena de querer fazer ginástica comigo, mais me surpreendeu que fizesse tudo o que eu fiz, evidentemente com menos repetições, sem no entanto parar, pois ia marchando ou fazendo exercícios mais lentos. Assim, aguentamos as duas 45 minutos de Aeróbica com ginástica localizada. Esforçamo-nos, suamos, rimos e mais qualquer coisa para a qual não tenho agora palavras aqui à mão. Talvez qualquer coisa como cumplicidade, companheirismo, orgulho (nela), amor e felicidade. Tudo junto ou aos bocados. Não importa.

E o Porto à minha espera. E 15 Km para correr. E 13 dias para passar. E amanhã é outro dia.

Até amanhã

No fim, bem transpiradas e cansadinhas (mais eu que ela... acho...):

sábado, 7 de junho de 2008

A Próxima


Corrida FESTAS CIDADE DO PORTO - carregue na imagem para aceder ao site oficial da prova

Dia 22 de Junho à beira Douro. 15 Km para correr, ou 5 km para correr ou caminhar.

Para aproveitar a inscrição ao preço mais baixo, deve inscrever-se até 10 Junho, o que pode ser feito on-line. Agora mesmo.

Por cada inscrição, 1 EUR reverte para o Projecto Raiz, intervenção sócio-comunitária que tem por destinatários as crianças, jovens e famílias carenciadas dos bairros de habitação social de Ramalde e das Campinas, na cidade do Porto.

Eu estarei lá. Para correr os 15 km evidentemente. Mas... se fiz os 10 de Alcochete relativamente bem até aos 8 quilómetros e qualquer coisa, valendo-me o ânimo que só faltavam pouco mais de 1 e tal para a meta, no Porto, quando chegar aos 8, ainda me faltarão 7 !

Convém correr qualquer coisa até lá. Ou pelo menos exercitar-me de alguma forma, para além das corridas para o autocarro, para o barco e as próprias corridas de carro, a correr para chegar para depressa voltar a partir a correr.

Contando com hoje, que o Sol ainda vai alto, tenho 15 dias para me preparar para conseguir correr 15 quilómetros na bonita cidade do Porto, da qual tenho tantas saudades e tantas belas recordações (também menos boas como a recordação da desistência ao km 30 na Maratona em Outubro, mesmo ali ao lado do Douro, mas mesmo isso, faz isso parte do livro da minha vida, e nem por isso a dispensava, pois significa também que estive lá e que tentei. E em Outubro deste ano será diferente garanto.).

O diário será actualizado diariamente para manter digno o seu nome "Diário" de "uma mulher que continua a pensar que ama a corrida"

Até logo

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Alcochete a Correr - 1ª edição - em palavras

Há corridas que nos cativam e outras que não. Essa cativação deriva de factores diversos, bem sólidos e fundamentados uns, ou por simples circunstâncias e coincidências outros, e eis que a nossa opinião e simpatia sobre determinada prova se sustem, por vezes de forma injusta e quase sempre parcial.

Pois quando ouvi falar que se ia realizar pela primeira vez Alcochete a Correr, ao entrar no site da prova, fui de imediato chamada. Percurso plano, distância que me seria possível realizar (10 Km), caminhada e festa para levar familiares, valor da inscrição acessível e gratuita para crianças e reformados (na caminhada), o facto de parte do valor das mesmas ir para instituições de solidariedade, e as imagens. As casas e o Tejo. O Tejo a beijar Alcochete e Lisboa. Estavam criadas condições para Alcochete me cativar. Fui chamada e respondi.

E não me arrependi. Não sei quando nasceu a ideia, mas a prova que ontem viu a luz do dia pela primeira vez, numa data coincidente com outras provas, mesmo ali do outro lado do rio, mostra uma garra que admiro e que me faz apostar que o futuro é promissor. Aliás, a data para a 2ª edição é já anunciada: 7 de Junho de 2009.

Alcochete a Correr nesta 1ª edição esgotou as 1500 inscrições e juntou perto de três centenas de atletas que cortaram a meta dos 10 Km e cerca de 1000 participantes a caminhar.

A entrega de dorsais apenas até à véspera da prova (e não no dia da prova, apesar de ter havido uma dose de tolerância) habitua e prepara desde já os participantes para uma corrida de maiores proporções que por todas as razões acredito esta venha a ser.

O ambiente no dia da prova é bastante animado. Em pleno espaço do centro comercial, a céu aberto, música e animadores ajudam e promovem o aquecimento de todos. A partida foi dada com algum atraso face ao anunciado (9:30hrs). Atletas à frente, caminheiros atrás. Divisão eficaz.

Trânsito cortado, suficientes abastecimentos, percurso bem sinalizado e acompanhado com vários membros da organização em vários pontos de passagem. Pulseira de controlo. Quilometragem marcada quilometro a quilometro.

Prémios de presença satisfatórios e por escalão um mimo especial até ao terceiro classificado: uma escultura em casca de ostra, do artesão de Alcochete: António Saraiva Cruz, o flamingo de asas abertas, que me encantou especialmente. Para além disso vales de compras nas várias lojas do Freeport aderentes à iniciativa. Para além das viagens a Pequim para os primeiros classificados feminino e masculino.

Classificações rapidamente disponibilizadas no site da prova e uma rápida actualização do mesmo, com vista já à próxima edição.

Por tudo isto digo com convicção que Alcochete a Correr é meritória dos mais sinceros parabéns e de toda a admiração, e que não duvido que esta prova depressa se transforme numa referência importante no calendário dos atletas de pelotão e não só.

Alcochete a Correr cativou-me, e não foram apenas circunstâncias ou coincidências as responsáveis. Nem apenas o Tejo a beijar Lisboa e Alcochete nem o meu coração a mergulhar no Tejo e a emergir pleno avistando as pontes e construindo outras. Foram sim os factos e argumentos sólidos em que sustento este texto, e que de forma imparcial me permitem dizer que a organização está de parabéns, que fez um excelente trabalho e que esta é prova que recomendo sem qualquer sombra de dúvida.

Parabéns Alcochete a Correr! E que venha a 2ª edição!

Ana Pereira
1 de Junho de 2008

domingo, 1 de junho de 2008

Alcochete a Correr - 1ª edição - Imagens

Sim, estou gorda. Sim, estou pesada e os 65 quilos não me são fáceis de transportar. No entanto, depois de estar sem correr ou fazer qualquer outra espécie de exercício físico desde os Trilhos de Mogadouro em final de Março 2008 - Vá lá, pelo menos ainda foi este ano! - e mesmo com cada coxa parecendo um presunto e o conjunto das duas com as nádegas parecer o corpo de uma foca envolto em banha, ainda corri.

Corri os 10 Km desta 1ª edição de Alcochete a Correr, em 58m47s, que me valeram um 3º lugar no escalão, a que correspondia um bonito flamingo de asas abertas, peça em casca de ostra, criação do artesão alcochetano António Saraiva Cruz, artesão afamado e premiado no país inteiro, e ainda um vale de compras no Freeport no valor de EUR 50,00, para além das 2 t-shirts e da medalha que eram prémio de presença.

Corri com prazer e penso voltar. É prova que se recomenda. Amanhã depositarei aqui palavras. Outras. Hoje, deixo apenas estas e algumas imagens que se seguem.

O aquecimento antes da partida:
Os animadores que convidavam ao movimento:
O meu pai, que completou 72 anos há 3 dias, primeiro a medo antes de vencer a timidez e o medo do ridículo, depois lá se misturou com as pessoas que se movimentavam ao som da música e da voz dos animadores:
Os AFIS - OVAR disseram presente!:

Um bocadinho antes da partida:
A chegada de alguns:




A minha chegada. Apoteótica claro! Para o meu pai e para a minha filha que me esperava com um malmequer na mão colhido durante a caminhada, propositadamente para me ser ofertado:

Já com a medalha, a t-shirt e a água:
A descansar no ombro da minha menina:
Entregue ao solo:
Mais um golinho de água antes do regresso a casa ( a uma casa qualquer, não a minha, visto eu ser a Maria Sem Frio Nem Casa):

A medalha de presença para todos que acabaram a prova de 10 km:
Frente:

E verso:

Classificações, notícias e algumas imagens no site da prova, em http://www.alcocheteacorrer.com.pt/index.htm
E nós por aqui, amanhã há mais. Palavras, pois claro, que Alcochete a Correr merece! Merece e bem!

sábado, 31 de maio de 2008

Alcochete a Correr


Porque tenho saudades e porque quero e ainda porque posso, amanhã estarei lá. Em Alcochete a Correr. Onde os AFIS - Ovar estarão representados, quer na Corrida de 10 Km, quer na Caminhada de 5 Km.
Prova que se estreia amanhã (1ª edição), 1 de Junho de 2008 e que promete festa e boas condições para correr.
Com a particularidade de ter inscrições gratuitas para a Caminhada, para crianças e jovens até aos 16 anos e para reformados, sendo de Eur 2,00 para restantes participantes dos 5 Km em Festa, e de EUR 4,00 para a prova principal de 10 Km.
Tendo em conta que parte das verbas angariadas nas inscrições reverterá para instituições de solidariedade social do concelho de Alcochete, nomeadamente a Santa Casa da Misericórdia de Alcochete e o Centro Social de S. Brás de Samouco, opino desde já que em relação ao valor das inscrições, a prova merece nota alta, faltando ainda obviamente a prova em si para cimentar (ou não) esta opinião.
A entrega dos dorsais fez-se de forma simples mas rápida e expedida, mesmo para quem já tinha perdido a prática destas coisas: eu! Alguma trapalhada por mim causada, depressa e bem e com muito bons modos e simpatia foi resolvida. Uma nota alta também é atribuída a esta organização no que a inscrições e entrega de dorsais diz respeito.
Agora a Corrida e o mundo sem ser da corrida, vivem de facto de costas um para o outro. Naquele enorme espaço comercial, o Freeport Outlet de Alcochete, não havia uma única indicação de onde se levantavam os dorsais. Nada. Transeuntes de sacos de comprinhas nas mãos, passeando de um lado para o outro e mais nada. Lá escondido num beco sem saída, lá se encontrava o espaço bonito e bem arranjado onde os dorsais eram entregues e onde a simpatia reinava.
Mesmo descontando a minha desorientação natural, acho que deveria haver uns quaisquer cartazes alusivos à prova espalhados pelo Centro comercial, mais ainda se tivermos em conta que esse espaço comercial é patrocinador da mesma.
A prova aparentemente foi organizada com bastante garra pelo IFH – Instituto de Formação para o Desenvolvimento Humano, em conjunto com a Playconsulting e Manz Produções, e com o apoio de diversas entidades, que se descriminam no regulamento . Houve alguma divulgação e a mim chegou-me via mail para a empresa onde trabalho, divulgação essa suficiente para obter 1500 inscrições.
Amanhã lá estarei, com muito gosto para palmilhar as ruas de Alcochete.
10 quilometros à partida para correr. 65 quilos para transportar. Mas eu tenho força!

Record

Acho que acabei de bater dois records! Pelo menos são resultados que já não alcançava fazia décadas (já tenho algumas).

Não contente com atingir 2 meses sem fazer a ponta de um corno (no que a exercício físico diz respeito), ou precisamente por isso, atingi também um peso que há bastante tempo não tinha: 65 quilos.

Sem exercício, sem cuidados alimentares – o único cuidado tem sido comer o que me aparece à frente para evitar a fome, sem me pesar, e chego hoje a este ponto. 65 quilos na balança e quase outros tantos dias (concretamente 63) sem praticar exercício físico. Estamos sempre a chegar a pontos. Mesmo sem darmos ou fazermos por isso. Ponto a ponto corre a nossa vida. Hoje, estou neste ponto.

Nestes últimos dois meses (após Trilhos do Mogadouro), eu de facto, tenho sentido que cada vez mais o meu corpo se sente mais apertado sob as roupas que visto. Mas também cada vez mais a relevância desse facto se minimiza. Parece-me estranho esta desvalorização do peso e do tamanho e volume do corpo. Do meu corpo. Talvez me esteja a aproximar das pessoas normais, a parecer-me com elas, o que não me agrada assim lá muito…

Amanhã começa Junho. Dia 1. Os dias 1 são sempre bons pontos de partida. Partida. Mas partida para onde ?

- Sei lá! Escolhe tu o caminho.

domingo, 25 de maio de 2008

Grande Vaca!

Se vem à procura de corridas e resultados do fim-de-semana, pode e deve sair de imediato. Ainda e outra vez, neste fim-de-semana não corri.

Vaca é uma palavra que pode ter vários significados e outras tantas interpretações.

Palavra que pode significar o simples e belo animal, como ter um significado bastante depreciativo e ofensivo. Já boi tem um significado bem diferente, muito para além do sexo do animal.

Bem, mas de veterinária e de semântica tenho conhecimentos nulos, e o que quero transmitir é que eu hoje (assim como em tantas situações na minha vida) tive uma grande vaca! O que neste caso, significa beneficiar de uma sorte tremenda, passo a clarificar para o caso de não conhecerem a expressão.

Pela segunda vez num mês oferecem-me bilhetes para o Teatro (ganhos por um amigo em passatempos de rádio; já isso é uma sorte, ele ganha e não os usa - alguns - e dá-mos). E se desta vez tinha 2 bilhetes oferecidos e nós éramos 3, não é que na bilheteira, à minha demanda da compra de um, questionando o preço ansiosa como se disso dependesse a sua compra, o jovem “fecha os olhos” e um terceiro bilhete-convite me é ofertado ali na bilheteira? Fantástico não é?

Pois fantástico é o La Féria que nos traz O Principezinho numa representação brilhante!
La Féria convida-nos dirigindo-se às crianças:
“Caro Amigo:
Li "O Principezinho" quando tinha a tua idade e nunca mais esqueci. Ele ensinou-me a ver com os olhos do coração. Sempre desejei convidar-te para vires ao meu Teatro, ao meu planeta, para te apresentar o meu Principezinho. Tenho a certeza que nunca o irás esquecer e que ele te irá acompanhar durante toda a viagem maravilhosa da tua vida."
Filipe La Féria

E em cima do palco da vida estão os Homens e os seus mundinhos, e cá fora na bilheteira ainda há um principezinho que viu com os olhos do coração e no meu olhar percebeu a falta que o dinheiro me faria, ou que a sua cobrança muito provavelmente me faria ficar nas escadas da entrada aguardando o final enquanto as crianças assistiam à peça. Agradeci quase comovida.

Obrigada Principezinho de olhos bonitos e de coração atento.


“Deixa-te de lérias! O que tu tiveste foi uma grande vaca!”
Pois... talvez, mas assim é mais bonito. Deixa-me acreditar que ainda há quem veja com os olhos do coração. Porque há. Eu sei que há...

sábado, 24 de maio de 2008

Sopa de Feijão

Apetecia-me uma costeleta de vitela ou uma posta de salmão grelhada no carvão. Ou corvina cozida com bróculos, e azeite com fartura para temperar. Ou ainda bacalhau do bom, do que se desfaz em suculentas lascas onde o azeite escorre de forma divinal… Apetecia-me…
O feijão é um alimento relativamente barato e se tivermos em conta o seu valor nutritivo e o seu custo, depressa concluímos que o feijão é daqueles alimentos que com pouco dinheiro conseguimos alimentarmo-nos bem, quer nutricionalmente falando, quer em termos de saciedade. O feijão é uma boa fonte de proteínas, hidratos de carbono, fibras e micronutrientes.

Por isso, uma panela de feijão cozido passado, cebola, couve lombarda e um fio de azeite tem sido o meu cardápio repetido nos últimos dias. Enche, alimenta e sacia de forma eficaz.

O seu consumo de forma regular está mesmo associado a uma diminuição no desenvolvimento de doenças como o diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares.
Não me chateio mesmo nada comer sempre o mesmo durante um período. Os únicos inconvenientes mesmo são… as flatulências causadas pelo dito… e o terror de que o mito do homem que comia abundantemente feijão e que vivia num quarto pequeno e pouco arejado morreu intoxicado pela sua própria flatulência, seja verdade…

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Amor


Faz já muito tempo que não se encontrava com ela. Desde os Trilhos de Mogadouro, no dia 29 de Março precisamente.

E hoje voltaram a encontrar-se. Sentaram-se frente a frente proporcionando intencionalmente um contacto visual, só evitado com um propositado virar de pescoço que não aconteceu. Olharam-se. Tanto para dizer e o silêncio não se quebrava.

Por fim, ela acusou:

- Porque me excluíste da tua vida? Já não me queres? Já não me amas?

- Olha, não vejas as coisas assim. Eu continuo a gostar de ti.

- Gostar!? Gostar não é amar! Perguntei-te se ainda me amavas? Ainda me amas? Desejas estar comigo? Dentro de mim? Queres-me contigo para partilhar comigo tantas emoções, alegrias e até dores?

- Olha, eu gosto de ti, mas amar, amar… receio que o amor findou, querida.

Os olhos dela primeiro encheram-se de lágrimas para logo de seguida, rolaram pelo rosto abaixo em grossos fios de água. Sem se dar por vencida, replicou:

- Mas eu já te fiz feliz! Sabes que te poderei ainda dar muita felicidade. Deixa-me ficar contigo! Deixa-me amar-te! Eu posso amar-te e tenho tanto para te dar. Por favor, não me excluas da tua vida. Eu sou a tua vida. Eu era a tua vida, recordas-te? Dos momentos felizes que vivemos em conjunto? Ao sol, à chuva, uma partilha e cumplicidade que dificilmente outro alguém te poderá dar. Uma entrega total e única! Não me abandones! Não me tires da tua vida… por favor – suplicou ela entre soluços e mais lágrimas.

Passou-lhe a mão pelo rosto, limpando-lhe as lágrimas. Custava-lhe ter de dizer o que se seguiu:

- Querida… Parte-se-me o coração dizer-te o que sinto, mas sinto, sabes? E eu vivo com base no que sinto. E hoje, admito que já não és o meu amor, já não te amo, já não és a minha vida, não me preenches nem completas, percebes? Há mais estímulos, outros amores que me chamam, que me dão também alegrias, maiores alegrias e com quem partilho pedaços da minha vida. É errado dedicarmo-nos a um único amor… Tens de compreender.

Ela baixou os olhos, tremeu o queixo e gemeu baixinho, deixando cair mais lágrimas a fio.

Oh dor!

- Pára com isso. Eu não te abandono, mas as coisas já não são como antes. As alegrias que vivemos em conjunto, as dores suportadas, as metas atingidas, já não me trazem o extâse de antes, compreendes ? Os orgasmos atingidos já não são o que eram, nem para mim nem para ti. São vulgares, vazios, não sentes isso? Há um vazio, como se já não me chegasses nem me satisfizesses. Já não te proporciono o que antes te proporcionei também…

- Mas eu amo-te! Pelo menos fica comigo, assim, nem que seja só de vez em quando. Deixa-me fazer parte da tua vida. – os olhos dela tinham já parado de brotar lágrimas mas mostravam uma tristeza sem fim, quase desesperada. – Eu já fui a tua vida, lembras-te? A tua amiga, única, íntima, a única em quem podias confiar… Para quem te despias e tinhas a coragem de ser tu? Que fiz eu?

- Não, não fizeste nada – as palavras estavam a custar a sair-lhe mas teriam de ser ditas. Nada pior que uma mentira, uma mentira doce. É sempre preferível uma verdade que doa que uma doce mentira que engana. – Olha, tu hoje já não és a minha vida! O amor acabou, percebes? Continuo a gostar de ti, mas já não há amor… Olha o título deste blog aí em cima, mudou! Tudo muda!

Ela volta a chorar baixinho de olhos baixos fixando o tampo da mesa. E volta a suplicar desesperada:

- Deixa-me ser tua amante. Nada te exijo. Deixa-me só estar contigo nem que seja apenas uns momentos da tua vida. Prometo que nada te exijo, não te roubarei tempo junto dos que amas. Já não exijo ser a tua vida, mas não me excluas dela completamente. Eu sei e tu também sabes que ainda te posso fazer feliz, por momentos que seja, tu precisas de mim, eu amo-te, estou aqui para ti, sempre, aguardando-te … Por favor amor… - novos soluços.

Pegou-lhe no rosto molhado com ambas as mãos e levantou-o o suficiente para lhe fixar os olhos de novo:

- Escuta: Não te abandonarei por completo, mas já não sei se preciso de ti, sabes? O mundo é tão vasto, e eu tenho estado fechada no teu mundinho. E há um mundo para descobrir! Tu já não és a minha vida, estás apenas numa parcela dela, compreendes? Chega assim?

- Sim, obrigada! E vais ver que ainda te vou fazer voltar a amares-me, como dantes, lembras-te? Obrigada por mais esta oportunidade que me dás. – Os olhos dela voltam a sorrir, cheios de esperança.

Ainda com o rosto dela entre as mãos fortes, deu-lhe um intenso, longo e doce beijo na boca, e amou-a uma vez mais. Depois, já de pé, por trás dela, acariciou-lhe sem malícia, o ventre, os peitos e o rosto que rodou suavemente para lhe beijar mais uma vez os lábios carnudos. Depois, soltou-a devagar, sem certezas do que lhe tinha acabado de dizer. Amor… quem o sabe definir? Quem tem sempre certezas?

- Agora tenho de ir, querida. Ainda não é hoje que vou contigo…

Afastou-se e olhando para trás, viu-a triste, ansiosa, aguardando no entanto, à sua espera, e enquanto se ia afastanto, desaparecendo com o vento, fez a promessa para si mesma que não a ia abandonar por completo. Já tinha esboçado uns planos para fazerem em conjunto, como dantes. Seriam suficientes para fazer renascer o Amor ? O Amor, esse, que opera milagres todos os dias…

sábado, 17 de maio de 2008

Relações

Chovia torrencialmente em Almada. No Hospital Garcia de Orta, dormem as mães e os recém-nascidos, e de uma ou outra sala mais longe chega o choro de um bebé que acusa desconforto.

Por trás das vidraças, olho Almada e depois o meu bebé adormecido na caminha ao lado da minha. Há um sossego imenso e uma paz de um conforto raro. Não sei ainda que o hospital vai ser a nossa casa por cinco longos dias, e estou feliz, como o estive os exactos oito meses que durou a gravidez. Volto para a cama dorida, cansada e ferida e olho-a. Linda, como o são certamente todos os bebés para as suas mães. Choraminga. Pego nela e chego-lhe o peito que açambarca sofregamente. Tinha acabado de nascer a relação mais duradoura, gratificante, intensa e genuína da minha vida. Como só as relações mãe-filho podem ser.

Faz hoje precisamente onze anos.

......./.......


Passa-me ao lado. Disfarçada e distante. Fria. Como se eu a tivesse magoado e ela se sentisse agora orgulhosa demais para me voltar a dar a mão. Perto ou longe de casa, de inscrição cara ou gratuita, de distância curta ou longa, na estrada ou na montanha, ela passa por mim sem me dizer nada. Há uma mágoa. De parte a parte. Altiva, ignora-me e passa. Como passam os dias, e com eles nós e a vida. Sem me dizer nada...

Para onde vais Corrida? Assim apressada sem tempo para um cumprimento?

terça-feira, 13 de maio de 2008

Por onde andas Maria ?


Em resposta a um simples mail, sou presenteada com estas palavras:


"Olá Ana


Continuas com uma escrita como se estivéssemos os dois sentados numa esplanada qualquer à beira do Tejo a falar das nossas vidas como dois bons amigos, ou desconhecidos que a causalidade e a urgência da palavra uniu por instantes.


Oiço-te como se estivesses a poucos metros de distância e adivinho-te as expressões e gestos nos quais quase denuncias as emoções que sempre receias revelar por pavor da ruína das convicções que te protegem. É com esta introdução quase “literária” que enalteço a tua alma de escritora que julgo devias continuar a estimular e a desenvolver. Sugiro-te que não desistas daquilo que melhor te faz entender aquilo que és: a escrita!"


do meu amigo ZEN



Levo à boca o último trago de café, repouso a chávena na mesa e recosto-me na cadeira olhando o rio e a outra margem. Apreciei especialmente este café. Quente, negro e forte. Reconforta-me. Fazia já bastante tempo que não passava assim, minutos que fossem, parecendo horas, olhando o rio, as gaivotas, as pessoas e o outro lado. Lisboa ou Almada, que importa? A minha casa é uma jangada e o rio o meu quintal que entra pelo mar e me leva até onde eu quiser.

Amigos que se chegam e querem saber dela, se está de boa saúde, se já faleceu e não avisou, se tem corrido, se vai correr, se quer correr. Um sem número de questões provocadas pela ausência dela, ou por simples circunstâncias. Mas ela tem estado sempre ali, a olhar o Tejo a correr.

Pois, desiludam-se os que a acham maçuda, de estilo nauseabundo, se pensaram que este blog se ficaria naquela meta volante e mais obscenidades não teriam oportunidade de ser lidas, que cada vez que por engano carregarem no link (só poderá ser por engano) ali ela continuará! A correr. A deixar sair palavras dela, escorregando-lhe pelas mãos e na ponta dos dedos formando frases. Repetidamente. Até ao infinito. Reinventando cada passo como se fosse novo, pois de facto é. Com as pernas, com os olhos ou tão só com o coração, ela continuará a correr. Aqui... e ali.

Até muito breve

nota: obrigada ZEN por enriqueceres este espaço

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Esperança, Objectivos, Corrida e Sonhos

Esperança

Continuo teimosamente a regar a terra dos meus canteiros. Com o calor teimo em que a terra não seque, na esperança que nasça vida naqueles rectângulos de terra. Interrogar-se-ão os vizinhos: que rego eu?

Apesar das diversas sementes atiradas sobre a terra e com esta cobertas, não tem nascido grande coisa. Espaços vazios, castanho escuro, permanecem aparentemente áridos, mas noutros espaços, estranhas e diversas plantas têm rebentado aqui e ali dispersas. Daninhas certamente algumas mas tenho a certeza que pelo menos duas delas são fruto das minhas sementes, e todas certamente, fruto da minha persistência nas regas agora quase diárias.

Um dia nascerão flores, fruto do cultivo, tenho a certeza disso. Apesar do verde da vida a despontar num pedaço de terra negra e uma minúscula flor amarela silvestre me alegrem igualmente. E continuarei a regar.



Objectivos, sonhos e corridas

Quando acordar pela manhã e saber que há leite, manteiga, pão e queijo sobre a mesa para oferecer à minha filha, é um objectivo que se alcançou com bastante dificuldade, mais difícil é pensar noutros, menos terrenos e básicos e pobres, como este.

Quando o objectivo da sobrevivência é alcançado com tripas e coração, e apenas possível com ajuda de terceiros, ficando a nossa independência comprometida, ficamos menos disponíveis, motivados e fortes para pretender alcançar outros, que elevem a alma, de magnitude imensurável e alvo de aplausos, ovação e admiração.

Quando a própria subsistência está em jogo, ficamos sem vontade de marcar outras metas para alcançar, como se para provar que nos podemos esforçar e conseguir, que podemos subsistir, temos capacidade de sofrer para alcançar a meta, conseguimos superar-nos, e um sem fim de condições que fariam de nós heróis, aplaudidos, admirados e elogiados.

Eu sou e estou assim. As forças para atingir objectivos estão direccionadas para esses, os mais básicos e pobres, mas que sem os quais, não consigo (nem física, mental ou materialmente)passar para outros.

A corrida e as metas que quero alcançar com ela, mostrando-me a mim própria que sou capaz, é uma brincadeira de crianças.

Este blog onde escrevo, e que persiste como se de uma luta (embora muito prazenteira) se tratasse, (enquanto a Cabovisão não me cortar o fornecimento de serviço), é outra brincadeira de crianças.

O peso do meu corpo que quero provar a mim mesma que sou capaz de fazer descer, é outra: bincadeirinha de menina mimada que não tem mais com que se preocupar.


O grande, o essencial objectivo neste momento é apenas: subsistir com um sorriso (mesmo que seja daqueles tristes, pois como dizem, sempre é melhor tê-lo triste, do que perder a capacidade de o ter) e manter o sorriso (feliz) da minha filha.

Mas como o Homem mesmo sem pão sonha (sonha principalmente com banquetes, pratos de carne a fumegar e travessas de fruta fresca exalando aromas divinos), esta mulher tem ainda um sonho – fútil evidentemente:

Antes de chegar ao seu quadragésimo aniversário, quer tirar a desforra da Maratona, onde em Outubro passado se viu forçada a desistir ao quilómetro 30, à beira do Douro, belo e cintilante, olhando para ela, espelhando as suas lágrimas e o seu sorriso triste, e sussurrando-lhe segredos. Só dela e só para ela, que os guarda e quer ir de novo falar deles à beira desse rio, do qual morre de saudades.

E por ora, não há mais sonhos.