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terça-feira, 13 de maio de 2008

Por onde andas Maria ?


Em resposta a um simples mail, sou presenteada com estas palavras:


"Olá Ana


Continuas com uma escrita como se estivéssemos os dois sentados numa esplanada qualquer à beira do Tejo a falar das nossas vidas como dois bons amigos, ou desconhecidos que a causalidade e a urgência da palavra uniu por instantes.


Oiço-te como se estivesses a poucos metros de distância e adivinho-te as expressões e gestos nos quais quase denuncias as emoções que sempre receias revelar por pavor da ruína das convicções que te protegem. É com esta introdução quase “literária” que enalteço a tua alma de escritora que julgo devias continuar a estimular e a desenvolver. Sugiro-te que não desistas daquilo que melhor te faz entender aquilo que és: a escrita!"


do meu amigo ZEN



Levo à boca o último trago de café, repouso a chávena na mesa e recosto-me na cadeira olhando o rio e a outra margem. Apreciei especialmente este café. Quente, negro e forte. Reconforta-me. Fazia já bastante tempo que não passava assim, minutos que fossem, parecendo horas, olhando o rio, as gaivotas, as pessoas e o outro lado. Lisboa ou Almada, que importa? A minha casa é uma jangada e o rio o meu quintal que entra pelo mar e me leva até onde eu quiser.

Amigos que se chegam e querem saber dela, se está de boa saúde, se já faleceu e não avisou, se tem corrido, se vai correr, se quer correr. Um sem número de questões provocadas pela ausência dela, ou por simples circunstâncias. Mas ela tem estado sempre ali, a olhar o Tejo a correr.

Pois, desiludam-se os que a acham maçuda, de estilo nauseabundo, se pensaram que este blog se ficaria naquela meta volante e mais obscenidades não teriam oportunidade de ser lidas, que cada vez que por engano carregarem no link (só poderá ser por engano) ali ela continuará! A correr. A deixar sair palavras dela, escorregando-lhe pelas mãos e na ponta dos dedos formando frases. Repetidamente. Até ao infinito. Reinventando cada passo como se fosse novo, pois de facto é. Com as pernas, com os olhos ou tão só com o coração, ela continuará a correr. Aqui... e ali.

Até muito breve

nota: obrigada ZEN por enriqueceres este espaço

4 comentários:

Zen disse...

Ana

Continuaremos então sentados à beira rio a ver a corrente levar-nos as palavras até ao infinito.

Saúde e afectos o resto são "pequenos nadas" com que "decoramos" ( as vezes com mau gosto) os dias.

Fica bem.

menina sem nome disse...

hallo maria!


por onde corres tu?

Edna Martins disse...

Olá Ana, seja bem vinda! Muito obrigada pela mesagem. Aproveita então a minha motivação e vamos correr... cada corrida é única... resgata a auto-estima... Venha comigo! Beijinho.

Maria Sem Frio Nem Casa disse...

menina sem nome... por onde andas tu?

Perdi-te o rasto, porque tu assim o entendeste. Gostava de te ler.

Queres contar-me o que tens feito? Não tenho outra forma de te contactar. Usa o meu mail:

anamariasemfrionemcasa@gmail.com

Eu continuo por aí, por aqui...

E tu? Viva? Bem? Um beijinho para ti!

Ana Pereira