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quinta-feira, 13 de maio de 2010

"Os piores" - pensamentos de uma pseudo-treinadora

Os piores não são os iniciantes à corrida, os principiantes, os que nada sabem da coisa, nunca foram corredores nem atletas, e se deslumbram com cada passada e com cada passo de evolução. Absorvem os ensinamentos como ninguém, levam-nos a sério e seguem à risca o que lhes dizemos. Idolatram-nos e treinam com afinco e responsabilidade, evoluindo gradual e solidamente, em segurança, não colocando em risco a sua saúde e/ou a vida.

Os piores são aqueles que já estiveram em forma e foram em tempos, qualquer coisa parecida com um atleta (de meia tigela mas ainda assim um atleta), depois estiveram meses ou anos a cultivarem o sedentarismo, a tornarem-se obesos, sem qualquer tipo de actividade física digna desse nome, e depois um dia, inchados que nem porcos, em risco de ataques cardíacos e veias entupidas com bolas de gordura em estado sólido, e decidem recomeçar, recuperar a forma de há anos atrás.

Esses... têm a mania que sabem muito de corrida (e até sabem mas teimam em não aplicar), e querem voltar à forma antiga, quando tinham outra idade e peso, em meia dúzia de treinos.

Esses, desiludem-se por não fazerem o que faziam, esforçam-se de língua de fora na esperança de fazer tempos e ritmos de outros tempos e não aceitam de forma alguma que apesar de já terem estado em forma, hoje, são como um absoluto principiante.

A sua única vantagem é que irão evoluir de uma forma mais rápida e voltar a atingir a forma mais rapidamente que aqueles que nunca estiveram em forma e sempre foram sedentários, mas mesmo assim, têm de ir devagar, e sabendo isso, teimam em não aceitar a sua realidade física actual.

Esses, teimosos que nem mulas, são os piores. Sem dúvida alguma os piores.

E ela, é um desses. Dos piores... Sem dúvida alguma, ela, é um dos piores...

9 comentários:

joaquim adelino disse...

Isso é tudo verdade mas só se aplica áqueles que não têm a noção da responsabilidade, aos outros apenas precisam um pouco de paciência e não Stressar, a Ana até sabe o que tem de fazer.
Um beijinho

Henriqueta Solipa disse...

Ana.... simplesmente adorei...

a ironia também!

Beijinho

Anónimo disse...

Querida Ana,

Tal como um maluco que se reconhece não é maluco, também "uma burra" que se olhe para si mesma e o reconheça não pode nunca ser uma burra. Pode-se sempre ser "iluminado pela razão", é só fazer um esforço, querermos e corrigir o estado menos bom em que nos encontramos.
Os piores são os que se julgam sãos e não burros e o são mesmo. O perigo está pois no não reconhecimento do seu estado e assim dificulta a passagem de "burro" para "cavalo".

Sê como és, realista e consciente.
Melhores dias virão...que tal um bom bife ao almoço regado com um bom vinho?

Beijinhos, anima-te!
Fernando Sousa

JOSÉ LOPES disse...

Só verdades.

Mas não há nada que com força de vontade, esforço e dedicação não se consiga.

Bjs
J.Lopes

José Xavier disse...

Olá Ana;

Por vezes existem teimosias, que até dão resultados. Ser persistente é dar alento a um objectivo a alcançar, e isso não é burrice.

Um abraço dos Xavier's

Henriqueta Solipa disse...

Achei a forma como escreveste o artigo com um humor formidável... mas é importante dizer algo mais, poìs é o meu lema também.

Nunca desistas daquilo que queres, mesmo que a vida ponha obstáculos e lembra-te, o caminho a gente faz caminhando....

horticasa disse...

Ana!... Ana!...
Mas tu até estás bem!...estás farta de perder peso!... que mais queres rapariga?
Ana!... querida! estás no bom caminho, a correr e a escrever, continua que eu cá estarei para te ler.
Acho que vou a Vendas Novas... acho, porque eu nunca tenho a certeza.
beios muitos nossos
eugenia

Mário Lima disse...

Ana


O problema do burro é não reconhecer que é burro.

Fala das coisas ao desbarato do alto da sua sapiência do passado e quando olha para si mesmo não o reconhece no presente.

A tua crítica mordaz e inteligente servirá de carapuça a alguém mas penso que esse alguém não se irá reconhecer nessa crítica, é um pouco como a "Alegoria da caverna" de Platão, nada mais existe do que a caverna feita por si. É sombra da sua própria sombra.

Tudo de bom!

Jorge Branco disse...

Bem eu era da “liga dos últimos” agora passei para a liga dos jumentos!
Não há problema o que me interessa é ir correndo, devagar mas durante o máximo tempo possível!
Eu até não tenho balança, desde que avariou nem comprei outra. Não vale a pena stressar!
E depois a Maria mesmo Sem Frio Nem Casa passa-me cada “recibo” nas provas!
E bem que podia ter ido à Meia Na Areia sempre era mais uma atleta que chegava à minha frente!