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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O Pai e A continuação dos treinos


Levo-o para todo o lado. Assim possa eu e assim possa ele. E assim será até um de nós já não puder. Haja caminhada e ele alinha feliz como dantes alinhava nas partidas das corridas. Faz o que pode: caminha, tira fotos, conversa, ri e vive momentos felizes. Tem 73 anos hoje.

Com a aproximação dos 20 Km de Cascais , prova onde irei alinhar, a realizar dia 22 de Fevereiro, recordo de há 10 anos atrás, ter escrito:

"O exemplo do Melro

Domingo, 14 de Fevereiro de 1999. Ar cansado, mas feliz por ter concluído (1h 49m) os 20 km de Cascais. O Melro, 63 anos feitos, festejou o 1º ano da prática da corrida, pois a sua estreia aconteceu precisamente na "Rapidinha" do ano passado.

Nunca tinha corrido na vida. Amigo dos copos, columbófilo por herança, uma voltinha de bicicleta de longe em longe e nada mais!

O bichinho da corrida nasceu quando começou a acompanhar o genro e a filha nas provas de estrada. A acompanhar é como quem diz: a ir ver, a aplaudir e a admirar este ambiente muito especial.

O Melro, observador e irrequieto como a ave, reparou nos "velhotes" alguns com mais primaveras que ele, que corriam nessas provas e começou a deixar escapar frases como:
"eu se calhar também era capaz...ou não?"

A filha nunca acreditou que o Melro pudesse correr, com a sua barriguinha típica de bebedor, e só lhe respondia que para fazer aquilo era preciso muito treino e que lá por ele ver aqueles velhotes com mais de 70 anos a participar, não seria fácil para ele imitá-los. O genro dizia que tinha de começar devagar.

O Melro vem um dia dizer à filha que tinha estado a treinar no quintal (que nem 50 m tem de comprimento). Havia no Melro uma vontade de correr mas ao mesmo tempo uma timidez e uma indecisão de dizer: "Eu quero, sou capaz e vou começar". Precisava de um empurrão.


No Natal de 1997, o genro e a filha ofereceram-lhe uns sapatos de corrida. E logo começou o Melro, com um programa de treinos feito pelo genro, que ele cumpria à risca.

A exigência da ida ao médico foi o 1º obstáculo a vencer. O Melro achava que não era preciso.
Mas o "treinador" ameaçou que sem ida ao médico não havia mais treinos para ninguém. E lá foi o Melro ao médico. Felizmente a máquina estava boa.

O 2º obstáculo foi o aquecimento. Não foi fácil convencê-lo. Ele queria era calçar os ténis e sair para correr. Levou algum tempo a perceber a sua importância.

O treino de início, era, um minuto a correr, um minuto a andar. Depois, dois minutos a correr e um a andar, e assim progressivamente, lá estava o Melro todo nervoso mas entusiasmado na linha de partida da Rapidinha de Cascais, em Fevereiro de 1998.


Fez a prova toda acompanhado pela filha. Seguiu-se a Mini-Maratona da ponte, e desde então nunca mais parou. Já lá vão 27 provas num total de 260 km percorridos (fora os 2 a 3 treinos semanais), onze quilos perdidos, muitos copos por beber (não todos) e, o mais importante, um rejuvenescimento físico e mental que o fez encarar esta nova fase da vida (recém reformado) duma forma viva e entusiasmante.

Este relato não só demonstra que nunca é tarde para começar, como também a importância das Minis e Rapidinhas na iniciação de muitos corredores (também a filha do Melro se iniciou numa Mini da Ponte), contrariando a opinião de muitos atletas, que dizem que estas provas só servem para atrapalhar os que correm "a sério".

Ana Pereira, 1999"


António Melro Pereira, 14 de Fevereiro de 1999 nos 20 Km de Cascais

Dia 22 de Fevereiro de 2009, lá estaremos os dois! Eu a tentar fazer os 20 Km. Ele fará a Rapidinha, de preferência com muita calma.

E hoje, por mim mas também muito por ele, e porque quero continuar a levar este barco até ao inevitável dia da sua última viagem, eu hoje corri.

52 min de corrida contínua lenta.

Até amanhã querido diário

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Correr e escrever

Saiu do escritório e foi para casa a correr, e a correr apanhou a roupa e estendeu outra que não coubera no estendal quando estendera a primeira. Despiu-se, vestiu-se, calçou os ténis e preparou uma mochila com uma toalha usada, uma garrafa de água com sumo de limão que acabara de espremer e os documentos que lhe permitem conduzir legalmente.


Passam das 20:00Hrs e fazem 10ºC. Correu exactamente 51 minutos num ritmo calmo mas teve a sensação de se sentir um pouco de nada menos pesada do que nas últimas vezes que correu.


Passou pelo restaurante onde já fora feliz em tempos. Pensou nele. E sentiu saudades. Muitas saudades... E queria acabar o treino, tomar um duche, vestir uma roupa feminina que a tornaria elegante, perfumar-se e maquilhar-se levemente e sentar-se com ele de novo naquele restaurante a comer um bom arroz de tamboril e um melhor vinho branco fresco. E queria falar e rir e conversar. Corridas, planos, treinos, histórias engraçadas e outras sérias. O passado, o presente, o futuro, a misturarem-se à mesa atirando emoções de um para outro, como um feixe de luz que os faz sorrir, rir, e transbordar de alegria. A corrida, sempre a corrida a conduzir-lhes a vida, a acompanhá-los nas suas vidas. A ligá-los inicialmente para depois descobrirem que tinham muito mais coisas a partilhar. Com carinho, amizade, respeito, admiração, prazer também. Queria soltar gargalhadas e ver o brilho dos olhos dele. Queria despedir-se dele numa doce embriaguez de amizade e ternura, com um beijo demorado e carinhoso, ainda com os lábios frios do vinho a aquecerem-se na face dele macia, a roçarem os lábios dele involuntária, inocente e inconsequentemente, quando os seus rostos se afastam, e mandar outro para a esposa dele que só estava ausente pela circunstância da distância, e a quem ela muito admira e respeita, mais que ele próprio, mas isso é outra história.


Queria…

Mas acabou o treino, alongou a correr, e a correr foi buscar a filha ao clube. São perto de dez da noite quando mete a chave à porta. Manda a miúda para o banho, atira uns feijões verdes, umas batatas, dois ovos e uma posta de bacalhau para dentro de um tacho onde a água já ferve, e vai secar o cabelo à miúda que entretanto acabara o banho.


Tira a comida e comem juntas. Hora de lavar os dentes, e preparar as mochilas para o dia seguinte, já de rotina retomada, felizmente a miúda está bem melhor hoje.


É a vez dela tomar banho. Arruma a cozinha. E caminham os ponteiros para a meia noite quando se senta em frente ao computador a fazer uma coisa de que ela gosta verdadeiramente: alimentar o seu diário, com letras e palavras e estórias, atirando-as ao acaso, juntando-as depois, ordenando-as em tentativas tantas vezes inglórias, de as fazer fazer sentido, para que este se mantenha vivo, e através dele, viva ela também. Correr e escrever é também viver. E ela já não vive sem nenhum dos dois.

Até amanhã querido diário

Tua
Ana

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Selos e Correntes

Nos 2 últimos dias, recebi de:



Stéphanie Perrone - Stéphanie Perrone

Duarte Gregório - Vai DeGavarinho mas vai... e de

Ana - Voz do Avesso :

O Selo... "Que Blog Maneiro!"

De entre os blogues conhecidos de cada um, cada um deveria indicar 10, oferecendo este Selo, significando que os considera "Um blog Maneiro!"

Aos 3 agradeço a preferência e ter sido uma das 10 escolhidas por cada um deles.

Cada um dos "escolhidos" deveria depois indicar uns outros 10 blogues "maneiros!", aos quais ofereceria também o selo, seguindo umas determinadas regras e ir dessa forma propagando o Selo, ao mesmo tempo que se vão "premiando" e divulgando outros blogues.

Só por esta última parte, a ideia já valeria a pena. No entanto, se há coisas com que embirro solenemente são "Correntes", e rara é aquela qu eu não corto. (mania da contradição provavelmente).

Divulgar 10 blogues que considero "à maneira" não consigo, pois ao fazê-lo teria de indicar muitos mais, e para isso utilizo a coluna aí ao lado direito, onde tenho links para os meus "blogs maneiros!", à medida que os vou descobrindo.

Peço desculpa por não dar continuidade a uma corrente inofensiva e que me foi enviada certamente com a melhor das intenções e que eu muito agradeço, mas não vou seguir as regras e o Selo fica por aqui, pois se o oferecesse a 10 blogues, muitos outros seriam injustiçados, e os blogues são diferentes, gostamos mais de uns do que de outros, por razões diferentes, e os parâmetros são difíceis e subjectivos para dar uma pontuação minimamente justa, correcta e imparcial. Por isso não o faço. Aos três que me indicaram, Stéphanie, Duarte e Ana, para além de agradecer, peço as minhas desculpas.

Hoje voltou a não haver qualquer espécie de treino.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Segurança Social


Não é à toa que a Maria Sem Frio Nem Casa tem esse nome. Como a casa se tem mudado (ou a Maria é que se tem mudado?) com uma frequência invulgar nos últimos anos, não seria de admirar que a documentação cívica e legal se encontre “um pouco”(??) desactualizada. Mas se cada vez que ela muda de casa, mudasse TODA a documentação, não fazia ela outra coisa! Deixai-a assentar arraiais que daqui a uns meses (prevê-se) a situação muda (uma vez mais), e nessa altura ela actualizará tudo. Promessa convicta feita a si mesma, e já a alguns simpáticos agentes da autoridade.

Ora bem, pelo acima exposto, como é óbvio o cartão de beneficiário da Segurança Social, entidade para a qual é obrigada descontar todo o final de mês, certinho e direitinho sem falhar vai já para 21 anos, nada menos que EUR 11,00 em cada 100,00 que recebe (se calhar anda mas é a receber muito…), não está propriamente actualizado a nível de morada. De acordo com a morada da altura em que o emitiu, pertence a um determinado Centro de Saúde.

Para evitar confusões, ela pega (salvo seja) na filha doente e no carro e dirige-se ao dito Centro a que “pertence” (Corroios).

-Consulta de Urgência?! Mas aqui já não há Urgências… Não sabia?! – a expressão e tom de indignação da empregada do Centro de Saúde, quase que a fazem sentir culpada por não saber, e desculpa-se o melhor que pode:
- Não, não sabia… olhe é sinal que não tenho precisado ou tenho sido “obrigada” a recorrer a sistemas alternativos… porque posso…ou …podia.

Indicado o novo Centro onde se dão Consultas de Urgência, ela volta a pegar (salvo seja) na filha e no carro e dirige-se ao tal novo Centro (Moinho de Maré)

- Mas tem médico de família?
- Acho que não… tinha, mas morreu há uns anos, era o Dr.Moreira, não sei o que vocês fizeram com os doentes dele… Mas isso faz diferença? Eu preciso é de uma Consulta de Urgência para a miúda.
- Ai pois claro que faz diferença! Aqui só há consultas de Urgência para quem tem médico de família…

A empregada verifica no computador e confirma o veredicto ameaçado: a miúda não tem médico de família! É-lhe indicado um outro Centro de Saúde, neste caso na Amora (SAP), onde são atendidos os doentes sem médico de família.

Ela, porque pertence a uma classe que ainda se pode chamar de privilegiada nos dias que correm, volta a pegar (salvo seja) na miúda e no carro que ainda tem gasóleo, e dirige-se ao 3º Centro de Saúde da Segurança Social nesse dia, que dista uns 15 km do primeiro, a tal entidade para a qual ela desconta todos os meses 11 euros por cada 100 que o patrão lhe paga, e por fim, é atendida por um médico, que se estivesse a atender cavalos e vacas, ter-se-ia pena dos animais…

A miúda foi ouvida, despida, vista, espreitada e interrogada com questões curtas cuspidas com rispidez, observada, vestida e calada! Em princípio não é nada grave, saem de lá com a receita médica e como a miúda ainda não atingiu 12 anos, a consulta é gratuita. (aleluia, aleluia!) Necessidade a quanto obrigas… Mas pensando bem... quantos onze euros a mãe já entregou à dita entidade? Já para não falar no pai...

Dias em casa, ao contrário do que seria normal, assim ...com a miúda doente… não sabem mesmo nada bem.
Hoje não houve treino nenhum para a gente desta morada.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

(ainda) Eu e o Atlântico (X Grande Prémio) e O Prémio

Tinha consciência que uma semana parada, não poderia fazer muito melhor que em Grândola (mesma distância uma semana antes), mas sabia também que em Grândola não tinha dado o litro. Tinha-me aguentado até ao km 5, e depois senti que podia reduzir a lentidão um pouco, mas optei por acompanhar o meu colega de equipa, Fernando Oliveira, também sem preparação e lesionado. Chegámos juntos com o António Pereira, companheiro que se dispôs a acompanhar-nos a ambos, e acabámos com 1h01m45s. Isto em Grândola (para os distraídos).

Desta vez, na Caparica, queria fazer o que conseguisse fazer, mas com consciência que não seria grande coisa. No entanto queria acabar a sentir que tinha dado o meu melhor. Fosse lá o que isso fosse! Mental e secretamente ambicionava baixar da hora. Como se isso fosse uma grande coisa.

Depois de entregar o meu pai na Caminhada e deixá-lo partir, aqueci lentamente, cumprimentei tanta e tanta gente, a recordar-me o quanto a corrida nos pode dar. Quanta gente conheço… Conhecidos mas também Amigos. Amigos sim!

Partimos de novo juntos: eu, Fernando Oliveira e António Pereira, de novo disposto a andar devagar.

A Caparica abre-nos ruas e ruelas de vivendas e conduz-nos para a avenida agora em obras, para depressa desviarmo-nos para perto da praia, sem no entanto a vislumbrarmos, sempre separados por altas dunas.

Sorrisos e sorrisos. Olhares e acenos. Cumplicidade e esforço dividido. Sorrisos de novo. E mais sorrisos. Correr faz-me feliz! Por uma hora ou um minuto que seja!

Corri o que pude, deixara o Fernando cedo (km 2 sensivelmente) e segui. O António acompanha-me.

Km 6 e arrependo-me de ter aumentado a velocidade. Temo que o Fernando me volte a apanhar. Não tenho treino nem qualquer base para manter um ritmo inferior a 6min/Km por muito tempo…É o estado não da nação, mas o meu… O António incentiva-me que deveríamos apenas manter e faríamos menos que uma hora. Apenas manter… pois precisamente a dificuldade era essa, manter.

- Aninhas! Estás a vir ao de cima outra vez?! Boa! – companheiro de equipa, hoje guia de um atleta invisual, o Ginja, que me cumprimentara com uma palmadinha na face na semana passada “Bem vinda de novo Aninhas!”, fazendo-me sentir uma miúda que já não sou.

Há pessoas felizes por me verem! Tanto ou mais que eu! Sentimento recíproco sincero.

Acompanho-os um pouco mas eles vão mais lentos que eu, e eu estou a sofrer um pouco mas a aguentar, leia-se manter.

Aguento até à meta. Carlos Viana, Gaspar, Orlando e Leonor que nem vejo, mas que me “capturam ” na sua máquina, e … o meu pai! O meu pai! Cheguei! Feliz! 57m17s! Baixei da hora! Não parece grande coisa, mas garanto-vos que é!

Estou feliz! Muito feliz! O momento gravado no tempo! Impagável! Registado! Na memória, na carne e na alma. Gravado a ferro no dorso no animal! Um sorriso mais, natural, sincero, directo da alma para os lábios a rasgar na cara redonda!

Vir ao de cima outra vez! É isso mesmo! Estou a vir ao de cima outra vez!!!

É este O Prémio que levo para casa. É isto e mais que não consigo dizer, que a Corrida me dá.

Obrigada a todos que contribuem para isso e que bem sabem quem são!
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Antes da prova, com Fernando Oliveira e António Almeida:
A prova a decorrer:



A aproximar-me da meta:
Fotos de Carlos Viana Rodrigues, da AMMA, onde se encontram 2 albuns com milhares de fotos desta prova, e tambem de Isabel Almeida
A medalha para todos:

E do Atlântico, retenho a água, elemento onde muito bem me dou (desde que não haja ondas), e faço hoje

50 min de Natação,

como início da preparação para o XXVI 20 Km de Cascais a realizar dia 22 de Fevereiro de 2009.

Parece que não tem nada a ver, não parece? Pois parece...

Até amanhã querido diário

domingo, 8 de fevereiro de 2009

X GRANDE PRÉMIO DO ATLÂNTICO

Para dar continuidade a uma preparação física tendo em vista a saúde e a sua melhoria (bem estar físico, mental e social) optei por participar hoje no X Grande Prémio do Atlântico, prova organizada pelo Núcleo Sportinguista da Costa de Caparica com o apoio técnico da Xistarca, na distância anunciada de 10 Km.

Este ano com a introdução de uma caminhada com partida minutos antes da prova, com um percurso bonito junto à praia e que teve cerca de duas centenas de participantes, a prova principal atingiu cerca de 1145 atletas chegados à meta.

Talvez mesmo pelo facto da caminhada se realizar pela primeira vez e ser por isso louvável o espírito da organização, fomentando a actividade física, não deixou de ser notória uma verdadeira desorganização para a partida desta, com atraso e trânsito misturado entre os participantes.

Minutos depois, estava já o ambiente quase perfeito para a partida do X Grande Prémio do Atlântico e nada denunciava a situação ocorrida minutos antes.

Talvez por ser do tempo em que a prova saia do Monte e acabava praticamente dentro do areal da praia da Costa da Caparica, sinto que a mesma perdeu grande parte da sua beleza, carisma e originalidade. No entanto, num percurso maioritariamente urbano, adivinha-se a praia para lá das altas dunas e dos novos bares de madeira, mas do mar nem o cheiro sentimos, e é pena, apesar de sabermos que está lá.

Opções tomadas que não tiram qualidade à prova no que a outros parâmetros (mais palpáveis) diz respeito. De fácil inscrição e de valor razoável, percurso certificado, oficialmente medido, controlo por chip, abastecimentos, sinalização e marcação de quilómetros, segurança, bom ambiente quer à partida com levantamento de dorsais, quer à chegada, com apoio e condições, e ainda os prémios de presença perfeitamente satisfatórios, foi esta décima edição, certamente uma edição de sucesso.

Uma classificação disponibilizada rapidamente na Internet, já que no local, não me vou pronunciar, pois por motivos pessoais não tive oportunidade de presenciar.

Por proporcionar a quase 1500 indivíduos uma manhã desportiva nestas boas condições, está o Núcleo Sportinguista da Costa de Caparica merecedor dos mais sinceros parabéns.


Algumas imagens

Juntos, também antes desta partida, o meu pai e eu:
A partida da I Caminhada:
Parte do percurso da Caminhada, junto à praia:
Antes da prova, fase de aquecimento, com Fernando Oliveira: A poucos metros da meta, depois de quase 10 km corridos, com António Pereira:
A chegada absolutamente triunfante com 57m18s:
Feliz e contente (obrigada Gaspar):
Prova acabada com o pensamento já noutras - provas e "provas":
Fotos de:
António Melro (meu pai)
Orlando e Leonor Duarte
Carlos Viana e José Gaspar
Mais algumas fotos tiradas por António Melro, meu pai, no meu Album do Picasa

E milhares de fotos de José Gaspar e Carlos Viana Rodrigues, na galeria de fotos da AMMA, assim como relatos de alguns atletas
Resultados e notícias da prova no site da Xistarca

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Idade, metabolismo, perda de peso (ou a sua ausência, da perda, entenda-se!)

Esta semana não emagreci um grama!!!! Idade? Metabolismo mais lento? A idade?! O raio que o parta, é o que é!

Bem, é certo que tirando a corrida em Grândola no domingo passado, não me mexi o resto da semana… e agora … pois, agora diz que é da idade e do metabolismo…
O que nos faz velhos (e gordos) não é a idade, é antes, o que fazemos ou não fazemos... por ter ... idade...

Hoje: como amanhã é o X Grande Prémio do Atlântico, nada como me atirar para a água e nadar um bocado para me ambientar.
E... ai...como já mal me lembrava de como era bom, de como sabe tããããããão bem. E por coisas destas não há que fazer um esforço para arranjar tempo e vencer a inércia (e muitas outras coisas) para se conseguir obter tamanho deleite? Ah sim, há que me esforçar! A recompensa vale bem o esforço!
50 minutos Natação

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Vendedor de couves


Se vendemos material eléctrico e de repente damos por nós em muito animada cavaqueira com um cliente, a falar de couves, e se essa conversa nos sabe deliciosamente bem, é porque algo se passa:

1) Ou somos uns grandes palradores e qualquer assunto desviado do trabalho nos serve de mote para estar horas na conversa em vez de trabalhar, como se o cliente se tratasse de um amigo;

2) O cliente é deveras importante e o seu potencial ou estatuto obriga-nos a seguir a onda dele, dando alguma continuidade aos seus devaneios sobre temas do interesse deste, como futebol ou telenovela, e que nada têm a ver com o trabalho, mas que para lhe agradarmos, temos de lhe dar alguma corda;

3) Ou ainda a tensão e o stress acumulados, obrigam-nos a desanuviar seja lá de que forma for, e damos por nós ao fim do dia a apreciar sobremaneira um momento absolutamente extra-trabalho (mesmo que seja a falar de couves!), e o mesmo nos faz libertar umas profundas gargalhadas, arrancadas do mais fundo do nosso ser, para escassos segundos após, bastante mais libertos, estarmos frescos que nem uma alface (couve, neste caso) e retomarmos os deveres profissionais com renovado vigor.

O caso hoje, foi mesmo a terceira hipótese, e o jantar claro, teve de ser: couves! Ricas em nutrientes e fibras e de baixo valor calórico!

2ª,3ª e 4ª (hoje): não houve treinos para ninguém aqui desta moradia

Até amanhã querido diário

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

VII Grande Prémio Circuito José Afonso

Grândola, 1 de Fevereiro de 2009

Porque estou convicta que o nosso estado de alma, personalidade e postura perante a corrida, influencia sobremaneira a forma mais ou menos positiva de ver e sentir uma prova, com receio de ser injusta não vou deixar o coração interferir no que vou escrever, guardando apenas o último parágrafo para isso, pois se contra factos não há argumentos, também é verdade que o invisível, o que apenas se sente, conta. Conta e muito. Podendo até ser o mais importante para alguns.

Após uma véspera de temporal, Grândola acordou serena sob um céu claro embora cinzento.
Prova organizada pela Junta de Freguesia de Grândola, com o apoio técnico da Xistarca, a prova quase atingiu as sete centenas de atletas chegados à meta. Não apresentou irregularidades e estão por isso de parabéns todos os envolvidos e sem os quais a mesma não se realizaria de forma quase exemplar.

Desde a divulgação, inscrição, levantamento de dorsais, a partida, o decorrer e acompanhamento da prova, com um percurso bem sinalizado e seguro, chegada, prémios e sua entrega e classificações, tudo decorreu de forma regular.
Saliento os originais troféus até ao 10º classificado de cada escalão (troféu de madeira pintada representando um atleta em corrida) e a medalha, prémio de presença para todos, também em madeira. Um recurso certamente menos dispendioso e em minha opinião bem mais "valioso".
Várias entidades (hotéis e restaurantes) ofereceram ainda vários prémios sorteados entre os atletas chegados.

Os abastecimentos consistiam em água e bebida isotónica, o que mesmo não sendo necessário dado a distância da prova, são uma mais valia a acrescentar a tantos outros pontos que fazem desta uma prova meritória de parabéns.

O percurso em alcatrão, depois de umas voltas dentro de Grândola, sai para a estrada para depois entrar num caminho de terra batida, ladeado por sobreiros, o que embeleza sem dúvida a prova. É minha opinião a parte mais agradável.

Por tudo isto Grândola está de parabéns. Verdadeiramente de parabéns por ter levado a cabo com sucesso o VII Grande Prémio Circuito José Afonso.

E agora, tenho de o dizer, pois de outra forma não ficaria bem comigo. Há ali qualquer coisa que falta. Grândola, a vila morena, José Afonso… onde estão? O espirito, a alma da prova? Procurei e não encontrei. Defeito de observador e devorador de provas em busca de emoções, ávido de sensações que se resgatam aqui e ali, sorvidas avidamente como se de alimento se tratasse? Talvez… Mas como nem todos correm em busca do mesmo, talvez mesmo a maioria não tenha sentido falta de nada. Só eu, e eu… conto pouco.

Ana Pereira
03.02.2009

Resultados da prova no site da Xistarca

domingo, 1 de fevereiro de 2009

7º Grande Prémio Circuito José Afonso

Em imagens


A "medalha" feita de madeira e pintada à mão, original prémio de presença para todos:

Eu, de novo integrada no Clube do Sargento da Armada:

Com a Magui:
Em alongamentos depois de um breve aquecimento ainda antes da prova:


À espera do tiro de partida:

E o decorrer da prova:



Do princípio ao fim acompanhada de António Pereira e Fernando Oliveira:

Com a meta "já ali":


A "dois passos" da meta:



Depois do cronómetro desligado, que marcava 1h01m45s, o tempo que levámos para percorrer os 10 Km da prova:

Fotos de Leonor e Orlando Duarte, e de Maria Adelaide, amigos incansáveis e preciosos, sem os quais esta mensagem neste blogue jamais apareceria...
Mais fotos de autoria de Maria Adelaide no meu Album do Picasa
Palavras... tenho de as deixar para amanhã, pois ainda me andam a correr da cabeça para o coração e do coração para a cabeça...
Até amanhã