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domingo, 24 de novembro de 2013

VIII Grande Prémio da Arrábida

Voltei lá mais uma vez, corri e adorei! Foi o VIII Grande Prémio da Arrábida.

12,710 km - Corridos em 1h14m41s

Esta prova é "daquelas". Que vou sempre que possa. Que recomendo. Que gosto. Onde me sinto muito bem. Onde a Organização é 5 estrelas e nos faz querer voltar. E eu volto. Sendo esta a 8ª edição, não sei a quantas fui, desorganizada como sou, mas sei que é prova de top nas minhas preferências.

A noite tinha sido fria. Tinha pago EUR 13,50 para participar e a tentação de ficar no quentinho da cama quando o despertador tocou pelas 7 da manhã não foi suficientemente forte. Não tanto pelo valor pago, que verdade seja dita me custou a dar (não que a prova não mereça, até porque uma percentagem do valor reverte a favor da “Causa Solidária Mário Piteira”, cujo
objectivo é a aquisição de uma cadeira de rodas para o Desporto Adaptado, mas pelas circunstâncias da vida neste momento) mas sim pela experiência que iria perder e essa depois de perdida, nada a recupera como bem sabemos porque a Vida está sempre a passar, sempre a contar, sem dó nem piedade nem tempo para ensaios ou "espera aí que eu já lá vou".

Por isso, lá me meti a caminho e pelas 9 da manhã lá estava em Setúbal, no Jardim de Vanicelos, local da Partida e da Chegada.

Entrega de dorsais rápida e eficiente. Animaçâo antes da Partida. Bom espaço para aquecer. Bom número de participantes.

Esta prova tem a particularidade de se tentar correr em pelotão até ao Km 1, sendo a prova encabeçada até ao 1ºkm por duas Lebres, membros da Organização, Lebres do Sado, que mantêm um ritmo mais suave mas que para atletas(?) como eu nem se nota, pois depressa ficamos para a cauda do pelotão, mas isso não tem importância nenhuma.

O percurso está devidamente assinalado, seguro (sem trânsito), tem 2 postos de abastecimento de água, decorre em alcatrão e terra batida e sentimos que somos acompanhados a prova toda.

A ideia é sair de Setúbal, subir até Palmela (e que subida! Estrada de terra que serpenteia e que eu este ano consegui fazer todinha em passo de Corrida - lenta, claro, mas Corrida! - e estou tão feliz também por isso!! As coisas que nos dão Felicidade são fantásticas não são?!), alcançar Palmela, conquistar Palmela, gosto destes termos e depois apanhar de novo o alcatrão em ligeira descida para depois enveredar de novo por terra batida numa descida acentuada onde sempre perco posições pois continuo a ser uma medricas nas descidas e esta até nem é nada de especial, confesso, e assim que se termina para de novo apanhar terreno plano temos o ponto alto desta prova: um autêntico banquete de biscoitos e Moscatel da terra, que dispenso em prova, mas não mais tarde, delicioso néctar do qual nos oferecem uma garrafa no final, e é nessa parte do percurso que tenho mais um momento de alegria!

As Lebres são Amigos que conheço! Fazem-me literalmente uma festa! Puxaram-me para eles, puseram-me o copo na mão e tiramos uma foto. Insistiram nos biscoitos que eu delicadamente rejeitei assim como o Moscatel - peguei no copo mas foi mesmo só para a foto! E senti-me bem! Feliz! Obrigada Lebres, também por este momento.

Por esta altura, um atleta apanha-me (não foi difícil na descida face ao meu passinho atrofiado) e perante "a festa" pergunta-me: "também fazes parte da Organização, das Lebres? Ou és só conhecida?"

Ao que respondo "Eu? Não...sou "só" conhecida!" e transbordo sorrisos para quem souber captar e continuamos juntos a correr até à Meta. Agora, sem dificuldades de maior, aperto o que posso e vou bem! E a dois vai-se melhor. Entreajuda, em passos similares, ora puxa um ora puxa o outro.  Ganhámos algumas posições e aproximamo-nos da Meta.

O meu pai. Lá está ele! Feliz, feliz, feliz, é assim que me sinto nesse momento! E a Vida é feita de momentos!

Cortámos a meta e despedimo-nos até uma próxima, agradecendo mutuamente a ajuda que naturalmente déramos um ao outro.

Na Meta, temos água, a tal garrafa de Moscatel e t-shirt técnica.

Temos espaço para alongar, repousar e descansar. O tempo ajudou, a relva também e para o ano quero lá voltar!

Obrigada por tudo LEBRES DO SADO, e muitos Parabéns por mais um Grande Prémio realizado com sucesso! Porque sucesso é as pessoas serem felizes e eu (e mais uns tantos) fomos muitos felizes nesta manhã que nos proporcionaram!

Até para o ano, por certo!






















Fotos, pelo meu pai, António Melro, na AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras, aqui

Fotos, pela Organização, num excelente trabalho de Mário Coelho, aqui

7 comentários:

Jorge Branco disse...

Cá está uma das poucas provas que eu ainda sonho em correr!

amarante running team disse...

Mais uma ANA , É FANTASTICA A FORMA SEMPRE RIGOROSA E EFICIENTE COMO ABORDA AS COISAS QUE ACONTECEM DURANTE A CORRIDA.Tudo de bom .BJ aqui do Norte.

Anónimo disse...

Olá Ana,

Poisé Ana, quando for grande quero ser como tu...mas como sou pequenino e acho que não vou crescer mais nunca chegarei aos "teus calcanhares". Não gosto nada nem do frio nem da chuva por isso nesta época do ano costumo hibernar. Mas tu és mesmo assim Ana, uma mulher cheia de força e não existe frio que te derrube...boa!
Bjs.
Fernando Sousa

Isa disse...

Boa disposição para dar e vender é o que percebi pelas tuas palavras e pelas fotos :)
E assim é quando correr sabe melhor.
Beijinho e continuação de boas corridas.

Corre como uma menina disse...

"Diz" o ditado que não se deve voltar aonde se foi feliz, pois eu acho que onde se é feliz é de voltar sempre! Nem que seja em passo de corrida (e melhor ainda :)).
Beijinhos

S* disse...

O orgulho do papá, está bom de ver!!

Algures no Oeste disse...

Deve ter sido uma boa prova, e bela disposição a tua. As fotos estão muito giras.
Beijinhos.