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terça-feira, 27 de março de 2012

"Diário de Terça" ou "Que se passa comigo II"

O banco de jardim onde por vezes te sentavas enquanto eu corria (poucas vezes pois sempre preferiste mexer-te, andar, procurar coelhos, caracóis, pássaros e insectos, e fotografá-los) estava vazio hoje.

Mas eu corri de novo, pai, e hoje estava cheia de força. Quando ao fim do 1º km o cronómetro me mostrou 6:02, pensei que deveria abrandar. Mas por cada quilómetro corrido, a marca rondava sempre os 6 min / km, e chegou mesmo aos 5:55, e eu sempre a pensar que devia abrandar, para correr mais tempo, mais quilómetros. Mas sentia-me tão bem! Leve, fresca, ligeira, veloz. E corri com o vento. E levei-te comigo pai. Estiveste sempre lá, comigo, apesar do banco de jardim estar vazio. E por isso corri assim...tão bem!


Treino: 12 Km em 1h12m, média de 6:00 / Km

8 comentários:

Pizza disse...

Foi uma óptima corrida a todos os níveis :)

Pedro Carvalho disse...

Estás no bom caminho. Força.

joaquim adelino disse...

Arrepia-me um pouco ao ler este tipo de crónica, não pela análise à prestação no treino e na corrida mas ao que se pode aduzir do que se diz nas entrelinhas, hoje não resisti e também desabafo!!!

Corre como uma menina disse...

É tão bom quando corremos assim, livres... Fossem todas as corridas assim e toda a gente corria! ;)
Gosto muito de ler a forma como escreves sobre o teu pai, fico logo com saudades do meu!

(E a Meia não é para já, calma! :p Até poderia tentar a que vai haver em Novembro, acho. Mas como, em princípio, vou estar fora todo o mês de Setembro, estragava os planos de treino todos. Depois dessa não sei se há mais até ao final do ano. Em todos os casos, do ano que vem não passa! Aconselhas a do Porto sobre a de Lisboa?)

Beijinhos

S* disse...

Mas que bom, deve ser fantástico sentir-se assim.

elis disse...

força, Ana!
sempre!
enche todos os espaços com tua força, com teu amor!

um abraço bem apertado!

Jorge Góis disse...

Ana, o sentimento de vazio torna-se enorme e esmagador, aqueles que sempre estiveram connosco por vezes não estão ali, naquele sitio onde sempre estiveram. Esse facto mexe connosco, deixa-nos inseguros, somos feitos de afectos e qualquer alteração torna-mos vulneráves e estranhamente reais. Continue a correr e não pare, continue pois quem amamos está dentro de nós, no nosso pensamento e no nosso coração, não gostariam que parassemos e não gostariam que deixassemos de sorrir.

Ps. perdi o meu pai há 6 meses

horticasa disse...

Muito bem Ana, eu não disse que passava?
beijinho