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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O Raid Melides - Tróia 2008

2ª feira, 1º dia da 2ª Semana – faltam 76 dias para a Maratona do Porto

Hoje já me sinto melhor da infecção no pé. Apesar de ainda chegar ao fim do dia inchado e com uma composição de tonalidades nunca vista em mim, variando entre o vermelho e o roxo escuro, passando por cor-de-rosa e manchas brancas, o gajo (pé) não me dói e sinto apenas uma ligeira tumefacção ao andar e ao tocar.

Apesar as significativas melhoras, por precaução e cautela e também porque os medicamentos dão-me volta ao estômago e causam-me naúseas constantes de ligeiras a fortes, propositadamente hoje, o treino foi… dia de Descanso. Isto com tanto descanso… não sei onde irá parar, mas enfim, não desesperemos que os dramas na vida não são isto.




O Raid Melides - Tróia 2008, onde não estive:

Ao receber o correio no escritório hoje, vinha um pacote para mim. Um envelope almofadado, e no seu interior um outro também almofadado (objecto muito bem acondicionado), e… já sei! O meu amigo António Miranda não estava a brincar quando me escreveu “Apanhei em Melides uma grande concha que transportei por 40 kms para essa amiga, mas não sei a morada... Mande-ma…”

Pois este ano não consegui estar no Melides – Tróia, a fotografar e a admirar já quem parte, como o fiz em 2006 e 2007 com um prazer descomunal como só o coração é capaz de entender, e que muito gosto de recordar em http://www.pbase.com/mariasemfrionemcasa/ , mas pelos vistos estive lá sim! Não só porque muito pensei nalguns amigos que lá estavam a participar, mas porque alguns desses amigos me levaram com eles, por minutos ou segundos que fossem, lembraram-se de mim e corri com eles. Um bocadinho. Obrigada António Miranda.

A concha repousa agora “…na frescura da minha casa, … ao lado da tartaruga de madeira…” e de “preciosidades da vida contidas em forma de pedras” – pedras parideiras, trazidas do Memorial Sálvio Nora, Julho 2006.

É este o valor das pedras e das conchas… é este. Mais palavras para quê? Conseguem sentir? O cheiro a mar e o suor das mãos num objecto precioso liberto da força dos dedos ao alcançar a meta?

4 comentários:

Fernando Andrade. disse...

Foi uma boa lembrança do amigo Miranda, com quem eu "ando sempre a meter-me" no tópico do Raide, porque sei que não me leva a mal.
E se eu vi conchas pelo caminho...!
Mas a vida é assim, ele é que se lembrou, ele é que oferece a concha, ele é que "leva a taça" !
Para o ano, se calhar, a Ana vai ter um saco cheio delas, eheheh.
O pé está quase bom, Ana ?
Espero que sim . Beijinho

FA

Fabiana disse...

Oi,Ana tudo bom?
Obrigada pela visita e vc viu o sufoco com os ratos...rs
Falta pouco pra sua maratona hein...bons treinos.
Beijos
Fabiana =D

António Almeida disse...

Olá Ana

espero que tenha melhorado do pé.
Gesto bonito o do seu amigo António Miranda.
Boa recuperação.
Bjs.

Fernando Andrade. disse...

Vejo uma concha, em fundo azul de pano,
Trazida de Melides p’lo Miranda;
Vejo um lindo troféu alentejano
(Uma feliz lembrança da demanda);
Mas não vejo a Maria, só o dano
Que em má hora lhe pôs o “pé à banda”.
E cadê as notícias neste espaço
Que um dia exalta o treino, outro o cansaço?