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quarta-feira, 24 de junho de 2009

18º Grande Prémio Museu Nacional Ferroviário

Crónica pessoal, que diz respeito à própria pessoa, portanto.


Dia 21 de Junho de 2009. Decorreu o 18º Grande Prémio do Ferroviário, no Entroncamento.

Terra de comboios e de fenómenos. Fenómenos…

Fenómeno é acontecer-nos o que julgáramos jamais nos vir a acontecer. Que se desiludam os que buscam desgraças alheias para sua própria satisfação, pois aqui hoje, as não vão encontrar.

Sem treinar e sem correr (e ai, sim, tenho saudades disso e em breve retomarei o trilho), lá fui com os amigos do Clube do Sargento da Armada até ao Entroncamento. Tínhamos uma corrida da 10 Km para correr.

Cedo um sol abrasador a ameaçar uma prova com sofrimento extra, a juntar ao natural que já se esperava dado as circunstâncias. As minhas entenda-se (absoluta inexistência de treinos).

Um boné emprestado (obrigada Carlos) que me assentava que nem uma luva, veio salvar-me de mais circunstâncias adversas causadas por esquecimentos: a falta de um elástico que prenderia um cabelo que solto ameaçava o rosto, uma transpiração excessiva que me inundaria os olhos até arderem sem os conseguir abrir, e do aquecimento excessivo da cabeça que já latejava com falta de cafeína aliada à falta de descanso.

Depois de uma incursão dispensável pela cidade, provocada por falsas (ou pouco explícitas) indicações de um elemento da organização, lá chegamos por fim ao local do levantamento de dorsais, onde estava instalado o secretariado e onde se poderia tomar banho após a prova assim como onde se fez a entrega de prémios.

Dorsais levantados e depois da obrigatória utilização da casa de banho (a única coisa para a qual houve tempo), lá nos dirigimos para a partida, onde aquecemos ligeiramente os músculos por actividade e não pela temperatura que já se fazia sentir.

Encontro o Francisco Torres, apenas conhecido, de longa data, mas que ainda assim gosto de rever por experiências partilhadas em provas passadas, e o Magro, que surpreendentemente nos deu o prazer da sua companhia, revelando-se um bom conversador, e lamento não ter tido fôlego quer para correr mais, quer para o acompanhar na conversa.

A prova fi-la na companhia dos amigos acima mencionados e da Ana Paula Pinto e do António Pereira.

Ao fim de escassos metros, a Adelaide, nosso apoio e companheira dos Sargentos, agora impossibilitada de correr, grita-me aflita pois a sua incumbência para fotografar momentos da prova, estava em vias de não se realizar: “a máquina não tira! Vê lá o que se passa aqui!”. Paro para tentar perceber porque a Adelaide não conseguia tirar fotos, e lá lhe consegui explicar que as pilhas se acabaram e ela teria de as substituir por outras que eu guardo na bolsa da máquina.

Após esta paragem, levanto os olhos e tenho a ambulância (que segue no fim do pelotão) a passar por mim, e vejo que os últimos atletas já vão a cerca de 50 metros! Corro até apanhar os meus companheiros que me acompanharão até final e a prova segue agradavelmente apesar de tudo o que se sabe.

Pelo caminho há abastecimentos de água e alguns “chuveiros” proporcionados quer pelos bombeiros quer por particulares.

Percurso bem sinalizado, sem trânsito e com uma agradável passagem pelo Jardim do Bonito, apesar de curta (cerca de 1 km, talvez entre o 8º e o 9º).

A chegada é feita num funil e pórtico, de forma regular e satisfatória.

Prémios de presença: t-shirt e medalhão. Água.

Entrega de prémios dentro do pavilhão, com pódio, pompa e circunstância, por classificação e atletas que de alguma forma se destacaram, como será sempre exemplo, o exemplo do mais idoso, e ainda alguns prémios por sorteio.

Depois, no mesmo parque por onde tínhamos passado a correr (Parque do Bonito), vamos almoçar, num piquenique debaixo do arvoredo e com os pés num pequeno riacho. Um dia bem passado.

Do Entroncamento, trago pois mais uma corrida corrida, e um fenómeno: o fenómeno da vida. Desta que tenho e que não troco por nenhuma. Amizade, companheirismo, partilha e alegria. Obrigada a todos que sabem quem são e que me proporcionaram este dia de vida. Até àquele atleta que não conheço, me ultrapassa e me pergunta se este mesmo blogue ainda está activo…

4 comentários:

joaquim adelino disse...

Olá amiga Ana.
O que vale é que mesmo sem treinos consegue encontrar motivação para participar nas provas, mesmo sem qualquer objectivo competitivo, mas calculo que não trocará o convívio com esses amigos só porque se tem distraído com os treinos.
Parabéns pelo convívio e pela corrida.
Um beijinho do Pára.

MPaiva disse...

Ana,

Parabéns pela prova e por mais um bonito relato!

bjs
MPaiva

tinta permanente disse...

Creio que, genericamente em tudo na Vida, mas bem espelhado no Desporto (e, mais particularmente, nestas especialidades do Atletismo), é tanto maior o Valor quanto maior o sacríficio para cumprir os objectivos propostos.
...
Primeiro, grato pela visita; depois, naturalmente, surpreso!...

abraços!
www.tintapermanente.com

Carlos disse...

Olá Ana,

Haverá sempre um boné ou um empurrão nas subidas para que possas disfrutar melhor a tua corrida e saborear aquilo que gostas tanto de fazer.
Um abraço
P.Coelho