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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

e a semana quase passada...

Isto não tem piada se o diário não for diário. Gosto de escrever. O que vivo, o que sinto, inventando se me apetecer, o que sinto ou queria sentir. Gosto. Mesmo que condicionada, o que contraria em absoluto a filosofia com que o Blogue foi criado: sem freios!

Condicionada porque...? Porque...? Porque e porquê?

Pois, não devia. Não devia sentir-me condicionada, não senhor. Arrisco a que o meu blogue desça em pontos na escala da satisfação pessoal (e não só), uma escadaria sem fim. Aliás, era cá um trambolhão se decidisse escrever apenas o "politicamente correcto" e aquilo que os outros acharão bem, ainda assim correndo sempre o risco de o não fazer, mesmo pensando que o estava a fazer.

Assim,na 2ª feira, 23 de Agosto de 2010, o cavalo despiu de novo os arreios, desembaraçou-se da sela e do freio, e livre, foi correr. E correu:


7 Km em 40m51s média de 5:49 / Km

E depois de correr, foi escrever.


Beijinhos e até amanhã querido diário do meu coração, que me ouves e escutas, também com o coração, que eu sei!

Se a minha cadela mingou? Não! Esta é a Estrela, da família também e que corre como um galgo em miniatura!

Nos bastidores, quem lá está para me apoiar sempre e me dizer das mais diversas formas que esta corrida vale a pena?

domingo, 22 de agosto de 2010

Fim de Semana - Início de nova Semana





O Fim de Semana passou e ela... treinou?

Pelos vistos, continua a aproveitar o sol e o mar...



O descanso merecido, que isto de pai (e filha) não é só para trabalhar:

Sabem como Portugal é bonito? E que tem tantos sítios lindos para arejarmos a cabeça e o corpo?
Rio Lizandro, com nascente na freguesia de Almargem do Bispo, concelho de Sintra e Foz junto à Carvoeira, concelho de Mafra, na praia a que deu nome: Foz do Lizandro, concelho de Mafra, depois de percorrer (e correr) cerca de 30 Km que é o seu comprimento. Na Foz, uma língua de areia teima em separar o rio do mar, mas meios mecânicos dão uma ajuda e com maré cheia, o rio é invadido e refrescado pelo mar vigoroso, mar esse ideal para a prática do surf, permitindo ainda uns belos mergulhos.


O Fim de Semana passou e ela... treinou?

Treinou sim senhora! Pelo menos ainda mexe! Então foi assim:

Sábado, 21 de Agosto de 2010:
7 Km em 42m26s média de 6:02 / Km: depois do treino, (e durante o treino!) cansada como um cavalo, apesar de ter corrido como um burro (em esforço e desconfortavelmente - a maior parte do tempo... mas isto não melhora?!) Domingo, 22 de Agosto de 2010:
6 Km em 37m14s média de 6:11 / Km

Mas isto não melhora? Cansaço permanente! Para fazer tempos e distâncias de... de caca!

Com a companhia da Molly, por alguns momentos:Com alguém à espera (Amor, Amor, Amor, sempre presente, necessário a tudo o que fazemos):
Um fim-de-semana muito agradável, intensamente aprazível mesmo! Ocupado, corrido, onde propositadamente preenchi os dias, o tempo, o espaço, para nem sequer lhe dar hipótese, a esse carrasco implacável, de entrar, de preencher ele o espaço, ele, o Vazio, constante presença à espreita, à espera de uma brecha para entrar, ocupar e reinar, vencendo-me. À espera de uma distracção, de um momento descuidado, descansado... meu. Não foi neste fim-de-semana. Não deixei espaço para ele.

Amanhã, uma nova semana. Ocupada. De trabalho. E outras coisas mais.

Boa semana para todos que aqui passaram.

Até depois querido diário

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Semana passada...

De sábado a sábado...Uma semana passada...

Trabalho, praia, refeições tornadas especiais simplesmente porque assim as queremos, e ... e... Treinos! Sim, leram bem! Treinos! Treinos! A Mulher treinou!

Então foi assim:

Sábado, 14 de Agosto de 2010: TREINO! Treino misto! Corrida mista! Início de corrida muito lenta (3 Km), mais 1 Km bem mais rápido (abaixo de 5/Km), mais 2 Km muito lentos, mais 1 Km bem mais rápido (abaixo de 5/Km), totalizando 7 Km em 47m44s, e para acabar mais 7 km ora corre ora anda, anda anda ora corre. Total de exercício: 14 Km em 2h05m09s, que significam... tão só e apenas muitas calorias gastas e um belo passeio pelas Lezírias do Tejo, com direito a cavalos, touros, cegonhas, aves de que não sei o nome, lontras (sim! Lontras!), muitas libelinhas e sol e muito amor à Corrida a voltar. Bom? Mais que bom! Excelente!

2ª feira, 16 de Agosto de 2010: 6 Km em 39m27s, média de 6:34/Km

O resto dos dias: trabalho e outras coisas mais. Mas treinos... não... não houve mais...

A praia:
As Lezírias de Vila Franca de Xira, quilómetros a perder de vista junto ao Tejo, em caminhos de terra batida, planos, local muito bom e agradável para treinar, onde no passado fiz vários dos meus treinos longos, quando eu era uma atleta que me preparava para a Maratona. Outros tempos:
Não há corridas sem paparocas. Boas de preferência! Simples, mas soberbo. Desta vez bacalhau assado na brasa (no carvão), fazendo-se acompanhar de batata e feijão verde cozido, salada de tomate, azeitonas, azeite quente e alho, e bom pão e melhor vinho!
Gosto de comer, de correr, de escrever, de ir à praia, de passear, de fotografar e ser fotografada, e ainda de partilhar estas banalidades (para não lhes chamar outra coisa) com quem me quiser ler. Gosto e pronto!

Até amanhã ou depois querido diário, e bom fim de semana para quem aqui passou.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Onde a Corrida nos leva...

Quinta da Flamenga

Foi onde o meu avô morreu. Há cerca de 30 anos atrás. Lembro-me. De entrar no átrio e as narinas serem invadidas pelo intenso cheiro que identificava como sendo éter. O cheiro a Hospital, a desinfectantes e a medicamentos, misturado com o cheiro a doença, que inalava quando caminhava pelo corredor e entrava por fim no quarto.

Levavamos-lhe bolachas de água e sal, as únicas que ele podia comer e que eu provava junto com ele, e corava quando a minha mãe anunciava orgulhosamente que eu já sabia cozinhar. Época em que ela se orgulhava de mim e em que eu corava, incerta do meu saber. Menina pequena que eu era.

Lembro-me dos jardins, onde esperávamos a hora de visita ou que visitávamos depois. Bonitos. Verdes. Empedrados. Lembro-me. Lembro-me também da casa mortuária onde o visitei quando os seus olhos já não se abriam e as mulheres e homens velhos me beijavam chorosos sem eu os conhecer. Não compreendia aquele sentimento geral. Juro que não o compreendia. Apenas sabia que a minha mãe tinha perdido o pai.

Lembro-me da capela de azulejos onde foi dada missa e das palavras vazias e decoradas proferias de cor. Lembro-me da revolta, sempre a revolta contra um representante da hipocrisia perante a morte. Compreendia a morte. Ou julgava que a compreendia. O último adeus sentido e vivido num lenço branco que lhe tapa o rosto, se levanta com uma leve brisa e que é recolocado de novo por mãos rugosas, sobre o rosto do meu avó, que jamais me beijará num hálito fétido de velhice e de doença.


Foi aqui neste Hospital. Há trinta anos atrás. Hoje, a Corrida levou-me lá. Hoje, depois de fechado e muito vandalizado, ergue-se a adivinhar as ruínas que há-de ser. Dói-me o peito ao ali passar. Revejo o que lá vivi, de novo. A entrada no quarto, o mandarem-me sair porque estavam a fazer o penso a uma ferida que nunca sarou, e a recordação da imagem da minha mãe a ampará-lo para ele aliviar a bexiga, ali mesmo no quarto, para um bacio alto, que deve ter nome próprio mas que eu nunca soube.

É assim a Corrida. Leva-nos a lugares incertos sem darmos conta, nem percebermos porquê. É assim a Corrida. Levou-me ali hoje,
2ª feira, 09 de Agosto de 2010, dia em que corri 6 Km em 38m03s média de 6:20 / Km. Que importância tem isso? Tanta ou nenhuma como a morte do meu avô há 30 anos atrás num edifício que está hoje a cair de podre, literalmente a cair de pobre, e que é sem dúvida alguma parte do nosso Património, da nossa história, do nosso ser, da nossa vida.

E hoje é assim:
Apenas uma história recordada, de uma quinta construída no século XVII, inicialmente casa de recreio e agrícola dos Duques de Loulé, salientando-se a capela forrada a azulejos com cenas da vida de Santo António. Possuía uma zona de lazer com lagos e jardins, parte dela destruída já e ocupada por uma urbanização que lhe roubou muito mais que o nome: Quinta da Flamenga. Funcionou como Sanatório e Hospital, até ser fechado e abandonado às vontades dos vândalos.


No passado teve ainda um aqueduto que vindo da Serra, onde tantas vezes treino, trazia água para um tanque, embelezado por um marco Fontanário, situado defronte do Palácio


Hoje é isto: ruínas e história. A morrer, a fugir da gente e até das memórias.


Garanto que voltarei lá, para buscar mais memórias, minhas e de outros mais antigos que eu sou só uma menininha. Porque história é também Vida. Aprendemos com ela. Até a perceber quem somos.


Depois, no resto da semana, não consegui sair para correr. E amanhã é já outro fim-de-semana. Bom Fim-de-semana para todos. Com ou sem Corridas




domingo, 8 de agosto de 2010

Cozinhar é fácil, Arroz de Tamboril e Treinos? e Treinos?

Cozinhar é fácil. Agora que sei que gosto, e que tenho dado asas ao gosto, tenho a mania que sei, empenho-me e com muito amor à mistura (é fundamental) as coisas até nem me saem muito mal (modéstia...). A Cozinha é um local onde gosto de estar. Sim, a Cozinha, esse local para onde me chegaram a mandar quando corria eu a Meia Maratona de Setúbal, há quase 15 anos atrás. Ah publicozinho como evoluíste! Tu e eu!
Arroz de Tamboril

Pega-se num tacho com água e sal, leva-se ao lume, acrescenta-se-lhe uma malagueta (ou mais, depende dos gostos, e aqui em casa aprecia-se sobremaneira o picante) e quando ferver atira-se para lá tamboril (já arranjado, cortado aos cubos) e umas gambas.Num tacho de barro, leva-se ao lume cebola, alho e pimento vermelho, tudo picado, azeite, tomate maduro, 1 folha de louro, pimenta preta moída e malagueta (mais ainda!),


e deixa-se cozinhar mexendo sempre. Quando os ingredientes tiverem ar de cozidos acrescenta-se 1 chávena de arroz e mexe-se. Assim que todo o polme esteja bem entranhado no arroz (pouco mais de 1 minuto), retira-se 2 chávenas de água (ou um bocadinho mais) da cozedura do peixe e acrescenta-se ao arroz para este cozer. Vai-se mexendo e quando este estiver praticamente cozido, atira-se (suave e delicadamente como convém) o peixe e as gambas para cima, deixa-se acamar (fazer uma cama) sobre o arroz, e apaga-se o lume. Coentros frescos picados devem ser espalhados por cima e eis: mesa com eles, que este prato não pode esperar!
Pão de Mafra, Vinho tinto do Alentejo e água (sempre) e temos um magnífico jantar para desfrutar.e Treinos? e Treinos?

Sábado 07.08.2010 43m48s 7 Km média de 6:15 / Km - Errado, foram 6 Km em corrida contínua, em 36m16s (o que dá uma média de 6:03) e um último Km ora corre ora anda, ora anda ora corre.... Calor, cansaço, resfriado... desculpas, nada mais que burrice na gestão do esforço!

Domingo 08.08.2010 44m28s 7 Km média de 6:21 / Km - ligeiramente mais lento que ontem, mas o suficiente para me permitir correr os 7 Km de forma contínua sem grandes oscilações e/ou quebras.


E assim, um fim de semana se passou, vivido e corrido. Dias a juntar à Vida. Bons estes. Amanhã logo se verá.

Até amanhã querido diário.... e faltam 33 dias para a 34ª Meia Maratona de S.João das Lampas. Para a Meia e para a Mini, entenda-se e fique claro.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Eu e a Corrida

Ai como eu queria dizer que tenho corrido.
Ai como eu queria dizer que tenho treinado e que sou por isso um exemplo... de qualquer coisa.

Mas hoje, agora, só posso dizer que tenho corrido assim:Sem nada nos pés ou na cabeça, sem equipamento próprio, sem cronómetro ou GPS, sem plano ou método, sem aspiração ou projecto, sem tempos ou ritmos definidos, sem prova à vista e sem objectivo palpável e visível aos olhos.

Simplesmente tenho corrido, assim, descontraidamente como quem vive, descontraidamente como fazendo parte da vida, verdadeiramente livre, deixando os projectos, os planos e os objectivos para outras áreas da vida. É claro que não gostaria de ter de dizer que esta Liberdade me tem privado de uma evolução e de uma forma que gostaria de ter, mas tenho de o admitir. Afinal nunca somos verdadeiramente livres. Há sempre limitações, quer optemos por umas coisas ou por outras.

Não quer isto dizer que me tenha divorciado da Corrida, nos moldes a que nos habituamos a vivê-la. Mas antes busco um novo sentido para ela. Para ela e para mim. Se é que existe. Como num casamento saturado, onde ambos cansados incapazes de reinventar o Amor, assim estávamos nós, eu e ela, e por isso resolvi dar um tempo (quando dizem isso querem sempre dizer que acabou, só que não há coragem de o assumir, mas nós não!). Um tempo a olharmo-nos de novo como se nos conhecêssemos agora e nos deslumbrássemos com o que vamos conhecendo. Uma lufada de ar fresco preciso nesta relação. Deixai-o entrar, correr as salas e soprar. O vento. Que novas trará? Como a onda incansável que rebenta nas rochas e volta rendida, para depois voltar renovada, uma e outra vez, sempre, até ao infinito, vezes sem conta, enquanto o mundo for mundo. Cansada sim, mas invencível.

domingo, 25 de julho de 2010

Continuação das férias... aos fins de semana

E por aqui se continua a gozar férias (aos fins-de-semana, claro!), a não correr porque não apetece e a viver mais feliz junto com o meu pai e com amigos e familiares. Mas o meu pai merece o destaque! Desta vez companheiro de uma bela caminhada pela beira mar, em hora de maré vazia, e de praias também vazias. Belíssimo! Sem Corridas! Ouviram falar por aqui de Maratona, de Meias, etc e tal? Não me recordo...

Um boa semana para todos que aqui passaram. De férias, ou de outra coisa qualquer.
O único senão destas férias das corridas, férias descaradas e assumidas, é vir aí a 34ª Meia Maratona de São João das Lampas e eu, a continuar neste ritmo, estar praticamente a assegurar que vou lá chegar à rasca até para conseguir correr a Mini...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O último treino

É impressionante a quantidade de últimos que acumulamos, sem darmos conta, para logo depois os substituirmos por outros novos últimos, sempre, a cada inspiração e expiração que damos, enquanto respirarmos, sem darmos conta.

Nestes meus últimos dias, foram as minhas últimas férias, fiz o meu último treino, e hoje já tomei a minha última refeição e estou a beber a minha última cerveja.

Há muito tempo que corri a minha última corrida e o último beijo e último abraço foi há demasiado tempo.

O último dia de praia vai longe e hoje já foi o meu último dia de trabalho.

Hoje já disse a última palavra. Esta é a última vez que escrevo aqui e hoje é o meu último dia.

Inequivocamente, hoje é o meu último dia.

Até amanhã querido diário... Até Sempre.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

15ª Corrida da Lagoa de SANTO ANDRÉ

15ª Corrida da Lagoa de Santo André - 10 de Julho de 2010 - Um testemunho

Onde era para virar para a direita (entrando na estrada de terra), e nada estava indicado nem para virar nem para impedir que fossemos pelo caminho errado (em frente), viramos! E onde era para virar para a esquerda e igualmente nada estava indicado, nem para virar nem para impedir que fossemos pelo caminho errado (em frente), não viramos! Baralhados? Também eu quando chegada a uma placa a anunciar o Km 7 e o meu Garmin marcava o Km 8! E se inicialmente pensava ser engano da placa, comecei a desconfiar que não, quando aos meus 9 Km, a placa da organização marcava 8. Pior ainda quando aos meus 10, nem a meta se avistava sequer!

Tem destas coisas o ser humano. Fazer sobressair o negativo, o censurável, o mal feito. E começar o testemunho de participação numa prova bonita e recomendável, pelo erro crasso da péssima sinalização, que levou a que apenas 19 atletas tivessem feito o percurso anunciado de 10 Km, tendo os restantes completado nada mais nada menos que 11 Km, é próprio do ser humano que sou! E os restantes foram cerca de 500 (sim, quinhentos! não cinco ou dez distraídos que se perdem sempre e culpam as organizações, e a quem descaradamente ninguém liga apenas porque o seu número não é significativo).

Não fosse este pequeno(?) senão, e a 15ª Corrida da Lagoa de Santo André teria um parecer muito favorável da minha parte. Com isto, pode-se dizer que a nível competitivo, a prova realizou-se e disputou-se entre 19 atletas apenas. Um número muito triste e pobre. À parte isso, a corrida foi uma festa para os restantes 500, que tanto se lhes dá correr 10, 11 ou 12 Km ou mesmo 15! Será mesmo assim? Para mim não é! Distância anunciada, é para cumprir, sendo da responsabilidade da organização garantir que esse percurso seja feito. E não foi feito. Nem o percurso nem os esforços necessários para que o mesmo fosse cumprido.

Ainda assim, a prova mantém o seu carácter de prova de verão, relativamente bem organizada para o atleta que quer correr um bocado em companhia de muitos outros, ao fim de uma tarde quente de sábado, onde não faltaram os abastecimentos de água, a segurança pelo fecho total ao trânsito, o retorno bem marcado, os prémios de presença - t-shirt e magnífico medalhão pintado à mão, com uma ave da região. Desta vez foi a águia de asa redonda (em cada edição uma ave diferente é representada).
A prova foi organizada pela Junta de Freguesia de Santo André e teve o apoio técnico da Xistarca, que rapidamente tornou públicos os resultados.

Pontualidade na partida, sob um pórtico insuflável, onde se viria também a cortar a meta. Controlo por chip.

Disponibilizado banho quente no Parque de Campismo.

A par da corrida, decorreu também uma Caminhada, com partida mais cedo, evitando atropelos.

Teve ainda a prova um convívio para todos no final, com sardinhas, carne, pão, bebidas e fruta, que sob o meu ponto de vista, começa a ser algo masoquista para aqueles que optam por ficar, pelo crescente número de participantes. Pessoalmente sou da opinião (pelo que tenho vivenciado) que estes convívios só funcionam satisfatoriamente bem quando o número de participantes não é demasiado elevado. De qualquer forma, há quem conviva muito bem com filas intermináveis à mercê dos ataques de melgas, para depois iniciar uma luta por um espaço num assador e depois por fim comer com as duas mãos ocupadas para segurar pratos e copos e pão.

Dou os Parabens à Junta de Freguesia de Santo André por nos proporcionar um fim de tarde bonito e agradável, a correr entre pinhais, numa zona balnear tão bonita como é a Costa Alentejana.

Cerca de 100 fotos, da autoria de meu pai, António Melro, no site da AMMA




Eu e a XV Corrida da Lagoa de Santo André

Continuo a ir. Penso continuar a ir. Há um cansaço que ultrapasso em cada prova. Ânimo e desânimo. Amigos, caras e beijos. Ânimo e desânimo. Há um cansaço... ânimo e desânimo... Está tudo dentro de mim, eu sei... nada e demasiada coisa, a correr dentro de mim...

11 Km em 1h05m57s média de 5:59 / Km

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Burra!

Ainda de férias e o treino vai-se fazendo:

5,980 Km em 34m:35s, média de 5:47 / Km

Burra! Não aprendi ainda que não posso baixar dos 6 minutos (ou 6 e qualquer coisa) o quilómetro se quero fazer mais de 5 ou 6 quilómetros num treino! Burra!

Podia dizer que foi por me animar e distrair ao ter encontrado de novo o Daniel, a partir do meu 2º Km de treino, mas não! Fui a dar-lhe, sempre abaixo de 6, com excepção do 1º Km, para depois, quando o Daniel termina o seu treino, e quando eu ainda queria fazer mais 2 ou 3 quilómetros, e nada! Quebrei substancialmente e agora sozinha, com o calor a acentuar-se (perto das 11 da manhã) e acabo o treino logo ali, ainda nem tinha chegado aos 6 Kms...

Melhor que nada. Amanhã há prova de 10 Km, não interessava fazer muito mais hoje, ainda mais sob um calor acentuado.

Desculpas... A verdade é que devia ter ido mais lento e ter feito o treino durar até aos 8 ou 10 km. Tudo errado. Assim Maratona... não vamos lá não! Quem me obriga a correr devagar para aguentar uma maior quilometragem?

Até amanhã ou depois, querido diário, depois da 15ª Corrida da Lagoa de Santo André

No início do treino:
Com o Daniel:
No final, a brincar aos exercícios, o meu Pai que ainda faz elevações:
Eu? Elevações? Vai lá vai! Era bom era! Mas não consegui elevar o corpo nem um milímetro que fosse:
Adoro estas férias e este Parque para correr. Estou-me a habituar a ele:

Acabou a energia! Isto parece que não custa, mas custa!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O que faz a diferença


Dormi mal mas levantei-me relativamente cedo, pois mesmo de férias mantenho um part-time que isto a vida está dura ou então sou eu, que não sei fazer o dinheiro render. É capaz de ser a 2ª hipótese, ouçamos quem manda e até outros que não mandam nada mas que para a vida dos outros têm sempre soluções e críticas mordazes. Nada de novo portanto.

Depois da obrigação cumprida, tinha marcado com meu pai irmos correr (eu correr, ele caminhar), e não fosse isso - a combinação - e acho que voltava para casa para dormir. Foi o primeiro factor a fazer a diferença e me impulsionar a IR.

O dia acordou cinzento e uma brisa fresca faz-me questionar se acordei no mesmo sítio do planeta em que estive ontem e os anteriores dias da semana. Sim, estava.

Equipo-me, apanho o meu pai e vamos para o Parque. Está fresco, bom. Muito bom para correr. Ainda assim o cansaço está lá, nem sei bem se é físico ou consequência de qualquer disposição mental inexplicável. Mesmo cansada, corro. Devagar.

Avanço passo a passo, quilómetro a quilómetro, em esforço. Depois do 6º quilómetro, esforço-me bestialmente para pelo menos chegar aos 7. E eis que avisto o Daniel, companheiro recente das corridas, que vindo em sentido contrário ao meu, me motiva a ir com ele, que ia devagarinho, dizia ele. Como sei que o devagarinho dele não é o meu (fez 39min aos 10 Km da Corrida da Misericórdia no domingo passado!), deixei claro que o meu devagarinho estava a rondar os 6 min / Km e se fosse aceitável para ele, então sim, iria com ele. Inversão de marcha e seguimos juntos.

É logo outra coisa! Conversa-se um pouco, e o corpo se continuava cansado e em esforço foi enganado por uma mente que se concentrou noutros assuntos, e dessa forma aliviou o corpo. Conversa amena e acabei por correr com relativa facilidade:

9,570 Km em 58:09 média de 6:05 / Km

Obrigada Pai e obrigada Daniel. Fizeram a diferença hoje!

Até amanhã querido diário

terça-feira, 6 de julho de 2010

Aplica-se, aplica-se sim!

"Não importa o quanto devagar tu vais, desde que não pares."

Confúcio ( 551 a.C. - 479 a.C), de seu nome chinês, Kung-Fu-Tse, mestre, filósofo e teórico político, que com a sua doutrina, denominada de Confucionismo, teve grande influência não só na China como em toda a Ásia.

Digo eu: "Não importa o quão devagar tu vais, desde que VÁS." E eu hoje FUI.


Vialonga, 6 de Julho de 2010
Não sei se por influência do Confúcio ou não, mas hoje, 6 de Julho de 2010, nesta terra bem distante daquela da sua origem, esta máxima teve influência também hoje e aqui. Sob ela (a influência do Confucionismo e a de muitos mais), eu corri

6,100 Km em 40m15m, média de 6:35 / Km, média que pouco ou nada diz, como todos os números não passam de números e este chama-se Média, pois subi a Serra e desci a Serra, sob um Sol já impiedoso das 9 da manhã, e os ritmos variaram de 6:02 / Km a 7:06 / Km, consequência directa do desnível.


"Não importa o quanto devagar tu vais, desde que não pares."

- Não era isso que o Mestre queria dizer! A frase é muito mais abrangente que a uma simples e estúpida corrida!!
- E daí?! Aplica-se também!
- Não!
- Sim! Aplica-se sim! Pois a Corrida, a que tu chamas simples e estúpida corrida, é muito mais abrangente que a própria corrida em si!! Não percebes?! O não parar de correr, o não parar de avançar, por mais vagarosos que vamos... o importante é IRMOS! Não percebes?! A Corrida é o caminho, é o percurso das nossas vidas.

Encolheu os ombros, abanou a cabeça e virou-lhe costas, deixando-a sem resposta.

- Estúpido! - gritou-lhe ela numa voz muda, que ela suspeita não lhe ter atravessado os lábios sequer.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Só isto...

Para correr é preciso gosto, vontade, incentivo, motivação, etc, etc., factores que fundamentalmente vêm de dentro de nós, e que dependem de nós se não a 100%, muito perto disso. São também necessárias condições de logística que o permitam, como por exemplo, disponibilidade de tempo e locais, assim como outros que não conseguimos controlar, e estou "só" a lembrar-me da saúde. Um conjunto de factores, que nos podem fazer sair de casa e ir correr, ou pelo contrário, nos prender a uma rotina sedentária onde o exercício físico não passa de fazer limpeza à casa e passar a ferro.

Estou de férias, e se para uma boa parte dos atletas é tempo de dar uma folga nos treinos (pois eles treinam de facto o ano inteiro) , já para mim que só brinco aos treinos e às corridas durante todo o ano, tenho agora uns dias com mais tempo. Para continuar a brincar aos treinos e às corridas, e com isso, exercitar-me mais um pouco e tentar não esquecer que daqui a 18 semanas temos a Maratona do Porto.

Então hoje, 1º dia de férias, lá reuni uma serie de factores acima descritos, retirados uns de dentro de mim e outros de fora, e foi assim... tão só... isto:

5 Km em 30m31s, numa média de: 6:06 / Km

Nem bom nem mau, valha-me a franca regularidade mantida ao longo do treino, e valer-me-ia o intenso calor das 11 da manhã, hora a que acabei o treino, para me desculpar, caso houvesse necessidade, quer interna, quer externa. Mas não há!
É mesmo o que parece: os pés mal se mexem, e cada perna pesa-me que nem pedras, custando bastante a levantar do chão. Não sabem o que é isso, os meus queridos leitores? Sorte a vossa.
Agora é hidratar, hidratar, hidratar, hidratar... e ainda, hidratar!

Até amanhã e amanhã há mais com certeza.