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domingo, 12 de maio de 2024

10º Trilho das Lampas

 10º Trilho das Lampas. Continuo presente. Desde a 1ª edição, ora na versão do Trail Longo, Trail Curto ou apenas Caminhada. E o "apenas Caminhada" permitiu-me uma vez mais usufruir do Trilho, da Natureza, da Alegria e especialmente da Amizade. S.João das Lampas está-me no coração. E o Trilho das Lampas, foi onde me estreei nos Trilhos, em 2013. (https://mariasemfrionemcasa.blogspot.com/.../1-trilho-das...), a medo primeiro para depois me apaixonar e voltar em todas as edições seguintes. Nas suas variantes ao longo das edições, tem-se sempre revelado um Trail "fácil", muito corrível e bom para "iniciantes", sem por isso deixar de ter o seu grau de dificuldade e a dar luta aos desafios de cada um, sejam eles ganhar a prova ou o escalão ou simplesmente vencer batalhas muito íntimas e pessoais e conseguir alcançar a meta. Ou então tão só usufruir do Trilho e apreciar o Pôr-do-Sol (quando as nuvens não o cobrem) e os bonitos cenários ao longo da prova. S.João das Lampas recebe-nos como poucos. Não fosse ter o Fernando Andrade como timoneiro desta embarcação desde sempre.

Teve esta edição 268 classificados chegados à meta do Trilho e outros tantos participantes na Caminhada.
Sempre que consigo, levo algum amigo para "experimentar" ou repetir e tal é por vezes o meu entusiasmo que só quero levá-los todos para todos por lá serem felizes como eu sempre tenho sido!
Entristece-me não estar a conseguir Correr. E se é verdade que há limitações e obstáculos físicos embora não impeditivos de Correr, mas muito limitativos, também é verdade que me tenho deixado cair, o que inevitavelmente exponencia as dificuldades existentes. São fases da vida e agora estou nesta, a mudar ou não, que estou farta de promessas mas que gostaria muito de voltar a palmilhar os trilhos em passitos curtos de Corrida, ai isso gostaria. A ver vamos.
Tenho-me mantido fiel ao Trilho o que me vale o "título" de Totalista e ser reconhecida como tal, apesar de "só" Caminhar, tocou-me profundamente. Há palavras que nos tocam, há silêncios que nos tocam ainda mais num simples abraço e num olhar e "só" a Caminhar, fui uma vez mais muito feliz em S.João das Lampas. Muitos Parabéns à Organização e venha de lá a 11ª edição....quem sabe em versão diurna? Deixar morrer o Trilho é que não!
Resultados em:
Organização, fotos e mais informação: https://www.facebook.com/daslampas





















sábado, 30 de março de 2024

25 de Abril sempre! Fascismo nunca mais!


"José Afonso e as gerações de Abril", Coliseu de Lisboa, 29 de Março de 2024

29 de Março de 1974, há precisamente 50 anos atrás, viveu o Coliseu de Lisboa, um momento singular e marcante: José Afonso (02/08/1929-23/02/1987) cantava "Grândola Vila Morena", das suas, a única canção autorizada assim como "Milho Verde", num espectáculo organizado pela Casa da Imprensa e os prémios da música portuguesa foram atribuídos. Sem saber, "ensaiava-se" assim a revolução dos cravos, e mesmo debaixo do nariz da Pide, o Coliseu cantou em peso e sem medo a canção que semanas depois foi escolhida como a 2ª senha passada nas rádios na noite de 24 de Abril de 1974, a dar sinal que a revolução estava em marcha, os militares do MFA saíam dos quartéis e o fascismo cairia por terra por fim! Canções proibidas, palavras proibidas, o controlo do pensamento e da palavra e da vida, a guerra colonial, a fome, o isolamento social, económico e cultural do resto do mundo... Era o Fascismo de Salazar.

Hoje, 29 de Março de 2024, passados exactamente 50 anos, por outras vozes, algumas que fizeram parte da vida de José Afonso (Vitorino Salomé, Manuel Freire e Francisco Fanhais) e que com ele privaram e partilharam palcos, ideias e lutas, e outras, novas e frescas das gerações seguintes (Gisélia, António Salomé, Ricardo Silva, Mário Delgado, João Afonso e a Banda Filarmónica da Sociedade Fraternidade Operária Grandolense), nesta mesma sala, fez-se ouvir de novo a mesma "Grândola Vila Morena", com uma sala de pé a cantar a canção de corpo e alma inteira e a arrepiar até ao tutano.

Porque a História não pode ser esquecida, para que não seja repetida! Porque os direitos conquistados não podem sequer ser beliscados. Mas há que ter cuidado e é preciso lembrar os "esquecidos" que isto aconteceu aqui e não pode ser repetido!

Foi uma noite inteira, arrepiante e emocionante. Muito bonito de ver, ouvir, sentir, viver! Em Liberdade!

A apresentar o espectáculo de quase 4 horas, esteve e muito bem, José Fanha, a presentear-nos também com a sua poesia.

Espectáculo gravado pela RTP...um dia destes poderão assistir na vossa sala de estar, confortavelmente sentados no vosso sofá, não terão as dores no corpo de alguém que como eu assistiu a tudo de pé, mas também não sentirão a emoção transmitida por todos aqueles homens e mulheres em cima do palco e na assistência, nem a emoção das palavras trocadas com alguém ao nosso lado, que esteve ali mesmo há 50 anos atrás e viveu o momento como hoje e fez história, ou alguém que nessa altrura, estava no Ultramar, no mato, na guerra e as palavras e as canções de ontem o tocaram como não conseguimos imaginar. 

Sai de lá de coração cheio e mais rica, feliz por me ter sido permitido fazer parte deste espectáculo, 50 anos depois, a lembrar Abril, a homenagear José Afonso, os militares de Abril e todos os que lutaram, também com a palavra e a canção e nos permitem hoje viver em Liberdade.

25 de Abril sempre! Fascismo nunca mais!