10ª Maratona do Porto
O antes
Há um ano atrás, precisamente na Feira da 9º Maratona do Porto, resolvi inscrever-me na edição de 2013, a que seria a 10ª edição. Não especialmente porque o valor da inscrição nessa altura era de "apenas" EUR 17,50, mas principalmente porque me decidira que seria 2013 o ano da desforra. Tinha 4 Maratonas corridas e a que seria a 5ª andava-me atravessada ou não tivesse eu tentado em 2007 (também no Porto) e ter-me visto obrigada a desistir ao km 30. Daí para cá nunca mais tentara. Nunca mais me atrevera sequer a tentar. Dizia que sim, que agora é que era em animadas conversas entre amigos, mas os meses passavam e os anos também e a intenção não passava de palavras a roçar a fanfarronice.
Então, em Novembro de 2012, para além das palavras e das boas intenções, havia um papel assinado e carimbado, um valor pago, uma intenção séria de concretizar o sonho e apagar a nódoa, matar e enterrar o fantasma de uma vez por todas.
O ano avançou porque o tempo não pára e eu deixei-o correr. Sempre com a mesma irregularidade nos treinos, desequilíbrios alimentares, oscilações de peso assim como de ânimo e motivação.
Assim chego ao Verão 2013 e a história parecia vir-se a repetir. Comia, bebia, corria (de vez em quando) e de regularidade e disciplina nos treinos...nada!
Mas a decisão é tomada! Inicio o Verão com um bom plano de treinos. Eu queria correr esta Maratona! O plano era bom porque era meu. Feito à minha medida, ajustado à minha pessoa e às minhas circunstâncias de vida, incluindo horários, tarefas e afazeres e também aos gostos e própria personalidade.
Comecei bem para me espalhar depressa. O plano estava nas urtigas e muitas foram as vezes que pensei mandar tudo para aquele sítio. Alturas em que pensava que não valia a pena, que afinal correr a minha 5ª Maratona não tinha significado nenhum. Que não valia o esforço, afinal seria só uma Corrida e em nada alteraria a minha vida quer eu a corresse, quer não a corresse. Puro engano de quem tenta justificar comodismo e inércia. Justificar passividade e inactividade. Justificar a desistência das coisas de que gosta, que o fazem sentir bem, que o fazem sentir vivo. Justificar o injustificável: a desistência de si próprio...
Várias vezes peguei e larguei. A preparação foi muito irregular, por vezes bastante sofrida mas chegada ao fim, vejo que o caminho que percorri, apesar de não ser uma linha contínua nem recta e uniforme como se desejaria, acabou por me dar a confiança suficiente para me fazer acreditar que seria possível. Assim, chego à véspera da Maratona dia 2 de Novembro de 2013 e estou tão feliz quanto assustada, pois se por um lado me sentia satisfeita por apesar de tudo não ter desistido no caminho (da preparação) e ter chegado aqui com a capacidade física que julgava minimamente necessária para terminar os 42,195 metros, por outro lado os medos ainda eram muitos, e a lembrança fresca do treino mais longo que fizera nesta preparação (31 Km) em que acabei quase a morrer e do qual levei dias a recuperar, não me deixava descansar o espírito.
Fosse como fosse, sabia que as minhas possibilidades físicas de acabar a Maratona com mais prazer que dor (e só assim considero que valha a pena) ou ter de desistir durante a prova eram de 50% para cada lado. Teria de me valer da mente portanto. E essa foi bastante treinada e estava em boa forma para enfrentar o desafio.
Sábado, 2 de Novembro de 2013 - a véspera:
Para ajudar ao doce nervoso miudinho que antecede a Maratona, eu coordeno e organizo a ida e volta de atletas à Maratona do Porto, a partir de Lisboa, em autocarros disponibilizados pela RUNPORTO.
Este ano movimentamos 154 pessoas entre Lisboa e Porto (3 autocarros) pela módica quantia de EUR 10,00 por pessoa (valor estipulado pela organização) e dessas 154 pessoas, precisamente 100 eram Maratonistas (inscritos na Maratona), sendo os restantes participantes na Family Race, na Caminhada e apenas acompanhantes. É uma actividade que me dá trabalho e algumas dores de cabeça, mas que me dá também um imenso prazer. Porque o director da prova, Jorge Teixeira, de quem sou amiga, assim como a Runporto e a Maratona do Porto me merecem isso e muito mais e também porque os atletas merecem. Faço-o por amizade e consideração e também uma boa dose de amor à Corrida e especialmente à Maratona do Porto.
Saímos de Lisboa de manhã cedo e a viagem fez-se dentro do previsto. É engraçado ouvir as conversas nestes autocarros. As histórias, os sonhos, as expectativas, os medos. Gosto de pessoas. Ouvi-las. E também por organizar esta excursão, por vezes me são confidenciadas algumas intimidades, que cada vez mais me fazem pensar: quando vemos estes amigos a correr....nem imaginamos o mundo de cada um, o que os move, as barreiras que vencem para estar ali, tão só a correr. E é tão fácil fazer julgamentos fúteis...Já quase os deixei de fazer. Cada vez mais me calo porque nós não sabemos nada...
Chegámos ao Porto, Edifício da Alfândega, onde estava instalada a Feira da Maratona. E parar 3 autocarros naquela via e descarregar 154 pessoas e voltar a apanhá-as 2 horas e meia depois, é uma aventura e uma prova de fogo aos nervos dos mais corajosos. Prova essa que uma vez mais superei.
Foram levantados dorsais e o kit de participante, comeu-se a massa, recebi o livro "Porto a Correr - 20 anos depois" de Luís Lopes, directamente das mãos do Jorge Teixeira e por este autografado, principal responsável pelo que a Corrida é hoje no Porto e em Portugal e já era tempo de retomar os autocarros e levar toda a gente para a Rotunda da Boavista.
Chovia copiosamente quando lá chegamos. Deixar sair as pessoas. Verificar que nada fica esquecido nos autocarros (ainda assim ficou...fiquei a saber mais tarde, (precisamente um dorsal para a Maratona) e outros objectos de menor importância e tudo teve de se resolver. Senti-me na história do Peter Pan e os Meninos perdidos, tendo em conta o número de chamadas que recebi neste fim-de-semana: de alguém que precisava de saber algo, que pedia algo, que informava algo... Escusado será dizer que o Peter Pan era eu...e tinha 153 meninos perdidos nesta história... Mas o Peter Pan é feliz assim, a fazer pelos outros o que gosta que façam por ele, por isso, também por isso, o Peter Pan foi muito feliz neste fim-de-semana.
Já no hotel, decidiu aproveitar a piscina e esteve lá uma hora a nadar, devagarinho mas a nadar, e depois foi fazer uns minutinhos de sauna. Tudo o que ela não está habituada e portanto está-se mesmo a ver que ela fez tudo o que seria mais recomendado para a véspera da Maratona! Ao jantar, mais massa e foi dormir a sonhar que corria a sua 5ª Maratona.
O dia da Maratona, 3 de Novembro de 2013:
6:00hrs - toca o despertador.
Acordar a minha malta. O pequeno almoço é a partir das 6:30hrs. Estou nervosa, ansiosa e muito feliz. Hoje vou corrê-la! Desta vez, vou corrê-la! "Só" por isso, por me ter preparado o mínimo dos mínimos para me atrever a alinhar na Partida da prova rainha, só por isso, por ter chegado aqui, já me sinto feliz! E nervosa! E ansiosa! E nervosa! E ansiosa! Como o meu habitual pão integral, requeijão e fiambre, café com leite e fruta.
Levo no bolso duas embalagens de gel energético, pois poderá ser preciso, mas acabei por só ingerir uma, pois os abastecimentos estavam perfeitamente bem: água, bebida isotónica em copo, passas, laranja e banana e ainda cubos de marmelada.
Vamos de autocarro até à Partida, onde camiões funcionam como guarda-roupa para nos levarem a nossa roupa para a chegada. Há café e chá à discrição para todos. O tempo está excelente, nada a ver com a chuvada da véspera. Encontro-me entre amigos. Muitos. Bons. Fora os que só estão comigo em pensamento. Tantos! Tantos!
Distribuem-se beijos e abraços e sorrisos. Encontros e reencontros. Estou tão feliz! Eu hoje estou aqui, deste lado. Eu hoje vou Corrê-la! Ninguém imagina o que sinto, ou talvez o transborde e seja visível aos outros. A alegria misturada com o nervosismo.
Depressa estamos alinhados na Partida. Amigos insistiram para que entrasse na zona da Partida Vip. Facilmente tive acesso. Não que goste muito nem que me seja muito vantajoso. Não gosto de estorvar. Não gosto de involuntariamente começar num ritmo mais forte que o meu porque insconscientemente seguimos o andamento e o andamento por ali é rápido, muito rápido. Não gosto de ser ultrapassada por milhares de pessoas. É mau a nível psicológico! Não gosto! A vantagem de ter partido dali foi estar entre amigos que por ali estavam e as casas de banho: sem fila e certamente menos sujas. Ah, e também apareci na televisão, num flash, quando a SIC por ali andou a captar imagens. Se é que isso possa ser considerado vantagem (que não o é).
Estamos agora alinhados, juntos, à espera do tiro de partida. Nervosa. Ao meu lado o João que com menos treinos que eu, me prometia levar à meta, nem que fosse ao colo. Mas eu nestas coisas, se ter companhia pode ser muito bom, eu gosto sempre de fazer o que posso. Compromissos nas Corridas pouquíssimas vezes os tive (e honrei-os) mas numa Maratona então, nem pensar! A prova é muito longa, muita coisa pode acontecer e cada um deve respeitar o seu corpo, ouvir-se, estar atento a si e ir no andamento de outro, tanto pode prejudicar-se a si próprio como ao outro muitas vezes. Um abranda, o outro dá mais para não atrasar o outro e acaba por rebentar, por isso, compromissos desses não gosto. Aprecio companhia nas provas, mas desde que, e só se, o andamento for naturalmente o mesmo. De outra forma, amigos amigos, Corridas à parte. Porque afinal estamos numa Corrida, não numa questão de vida ou de morte e deixar um amigo para trás não tem nada a ver com falta de companheirismo ou entreajuda. Para isso tenho a vida inteira e o dia a dia. Ali, estou para correr. Porque se o meu principal objectivo fosse principalmente conviver, ia para a cervejaria comer um prato de caracóis e beber cerveja com os amigos.
Ao lado do João está o Fernando e ao lado do Fernando está o Mário. A música torna o momento ainda mais solene. Passa-me a vida inteira pela cabeça. Apertamos as mãos entre nós num desejo de boa prova. Arrepio-me. As emoções vêm já a cavalgar dentro de mim e formam um nó na garganta que se desfaz de seguida. Estou pronta. O tiro é dado e a alegria explode em forma de passos de Corrida. O coração bate e começamos a subir. O meu pai está quase no cimo da subida e vê-me. Bom, sabê-lo ali. Estão comigo dezenas de amigos. Levo-os no coração. Os que me desejam bem. Os que me estimam, me consideram, os que posso chamar de amigos. E são muitos.
O Fernando e o Mário desaparecem. O andamento deles é de outro campeonato. Fico com o João. Estamos já na Rotunda da Boavista. O ritmo é lento mas não para mim. Aviso o João, que estamos mais rápidos do que eu deveria pelo menos. Tranquiliza-me que iremos estabilizar. Estádio do Bessa, a magnífica Pantera Negra a mirar-nos. Abrandamos mas pouco. Vou sempre a travar, não quero ir a 5:30 como este último quilómetro! Sim, é a descer, eu sei, mas é muito rápido. Mas estou bem, é verdade. Mas também já sei o que é irmos "bem"(?) a um ritmo mais forte que o que sabemos adequado a nós e à distância e depois rebentar lá para o km 20 e muitos ou 30... e penar até à meta. O João é uma excelente companhia. Seguimos juntos. O seu amigo Bráulio corre a Maratona de máquina fotográfica em punho e surpreende-nos várias vezes, ora em cima de um muro, ora agarrado a um poste. Magnífica disposição e magnífica forma para correr assim 42 Km. O resultado está aqui:
Castelo do Queijo. Virámos para Matosinhos. Os meus amigos comigo. A minha família comigo. A minha vida inteira comigo. Sigo com o João. Feliz e segura. Também cautelosa mas firme. Retorno e de novo Castelo do Queijo. Agora a Foz. Lindo o mar, lindo o dia, lindo o Porto, lindo o céu, linda a vida. De novo, emoções a fervilhar, a levantarem-se das entranhas e a aflorarem à pele. Arrepios sob o sol quente. Emoção. Coração nas mãos. Corro, com o João. Vamos bem.
Agora descemos para a Ribeira. Os meus joelhos queixam-se mas eu adorei especialmente esta parte. Os vendedores, as tascas, o Douro ali tão perto, a vendedeira que corre eufórica para bater mão com mão no João que corre já em tronco nu e faz furor à sua passagem (o adesivo protector dos mamilos descolara-se e continuar a correr com a camisola vestida faria sangrar).
A ponte D.Luís sob os nossos pés agora. Gaia. O Douro agora a oferecer-nos a margem esquerda. De Gaia à Afurada. Os pescadores sisudos. A roupa a secar ao vento, os barcos típicos do Douro, o sol, a vida. Corro.
O retorno. Vamos bem. O João quebra. Sinto-me aliviada. Soube-me bem abrandar também. É tudo mecânico, mas agora corro eu ligeiramente à frente dele, embora lado a lado. Vamos bem. Já temos mais de Meia feita. Ele refere que a partir de agora (km 22) já está a correr mais que no seu treino mais longo desta preparação. Vamos devagar, vamos bem. Começamos a ser passados. Não importa. Ele manda-me para a frente. Sinto nitidamente que estou melhor que ele, mas tenho medo. É cedo, respondo. Tenho medo. E ele manda-me para a frente. E eu respondo é cedo, tenho medo. E vamos nisto sensivelmente até ao km 27...ou 28 (uma conversa interessante como se vê). Mas o João vai com alguma dificuldade, ouço-o respirar em desconforto, e eu sinto-me bem e ele impele-me mais uma vez para eu ir para a frente. E eu vou. Perco o medo, mas não todo e sigo por minha conta. O João vai bem, só tem de ir ao seu ritmo. Sigo confiante mas cautelosa. Os abastecimentos são bons. Já tomei o meu gel, e em todos os postos tomo água, bebida isotónica e mordo laranja. E sigo. Cada passo dado, um a menos que falta. Um passo vencido, cada vez mais próxima da meta. Sigo sozinha. Penso nos que me desejam bem. Nos que não podem aqui estar e torcem por mim: Marcelo, Pinho, Jorge (a quem dediquei o último km sempre a correr)...
Sinto-me uma sortuda por ali estar. Um prémio merecido. Uma conquista para a qual trabalhei. Uma viagem para desfrutar. Um passeio pelo Porto em passo de Corrida. De novo a ponte a ligar as margens. Vamos para a direita agora. O Douro sempre por companhia. As placas a marcar os quilómetros não batem nada certo com o meu GPS... mas isso é um pormenor. Eu só tenho de chegar à Meta. Retorno e lá à frente o túnel. O GPS perde o sinal e retoma-o o que me baralha ainda mais. As placas estão "atrasadas" em relação ao meu GPS... houve já em mim uma quebra de ritmo. Não um muro, não uma marreta, mas uma exaustão que se foi instalando devagarinho, continuamente e eu a dar por isso. Caminho. Retomo o passo de Corrida. Já estamos no Km 36...37...caminho e corro. É possível! Acredito já sem grandes dúvidas. Estou bem. Passam-me. Sou passada. Uma moça que estava a assistir, ao ver-me enche-se de alegria e ouço-a: "Ai...olha....é a Ana, eu à Ana tenho de tirar!" Fotografa-me e dirige-se a mim. Estou suada e ela abraça-me e dá-me um beijo. Não a reconheço logo... mas retribuo extremamente emocionada. É a Elisabete, só pode ser a Elisabete, de Amarante! Penso já depois de a deixar no meu passinho lento e arrastado de Corrida. Como me soube bem aquele momento. Sigo alternando Corrida e caminhada. Até que chego outra vez ao Castelo do Queijo e é altura de virar à direita para começar a subir a Av. Boavista em direcção à Meta. Nesse ponto, há animadores que puxam por nós, nos incentivam, nos chamam pelo nome (temos o nome no dorsal) e nos empurram para cima, para a recta final de quase 2 Km! E a Ana, ali ganhou forças. Mentaliza-se que falta pouco, agora falta pouco e pensa no pai e nas meninas que estarão à sua espera. Sobe devagarinho. Pensa no Jorge neste último Km, pensa no João que lá virá atrás, pensa em tudo e em todos. A subida parece que suaviza e eis já os portais que antecedem a Meta. Público, fotos, palmas. Vai fora de si. Busca com o olhar o pai e as meninas. Vai-se aproximando da Meta e de repente aterroriza-a a ideia de ter acontecido alguma coisa ao pai ou às meninas. Não os vê. Dentro dela, um misto efervescente de emoções, absolutamente impossível de transmitir por palavras. Mais uns passos em frente, o coração a bater e eis que os avista. Alívio! Nova avalanche de emoções. A garganta aperta-se-lhe e parece que lhe custa a respirar. Lágrimas ameaçam brotar dos olhos mas são contidas. Alegria! Muita alegria. Bate com a mão na mão da filha, sorri, sorri muito e segue para a Meta. Levanta os braços. Olha o céu. Parece que nasceu de novo. Parece que se descobriu de novo. Desliga o cronómetro: 4h42m38s!!! A sua pior marca de sempre. A sua melhor Maratona sem dúvida! E assim que corta a Meta, o Tiago felicita-a, aperta-lhe as mãos juntas e ela desfaz-se num sorriso. Grata. Grata pela Vida e grata pelos amigos! Logo de seguida a Ligia....abre-lhe os braços e abraça-a. E ela suada, babada, ranhosa... e abraça a Ligia e quase chora, de alegria. Parece que eles sabem o que ela sente e o que representa para ela esta Maratona. E sabem! E ela sente-se tão, mas tão elevada. Num patamar qualquer de felicidade desconhecido até hoje. Não pelo que acabou de correr (marcou o seu Garmin 42.770 m) mas pelos amigos que tem. Pelas pessoas que a rodeiam, que lhe querem bem, a estimam e a fizeram sentir-se tão bem neste dia. Sente-se feliz não tanto pela Maratona que correu mas pela vivência que isso lhe proporcionou. Pelas pessoas que se mostraram. Pela amizade que redescobriu e reafirmou. Proporcionou-lhe esta Maratona uma das experiências mais ricas e enriquecedoras que alguma vez teve. Pelas emoções vividas. Pelas pessoas! Pela emoção ao rubro pronta a explodir! Porque nós sozinhos somos nada!
E as pazes com a Maratona estão feitas! E o Amor continua. Cresceu e solidificou. Esta foi a sua 5ª Maratona! Pode dizer agora que tem uma "mão-cheia" de Maratonas. E deseja-se já muito que venha a próxima! E a 11ª edição da Maratona do Porto, dia 2 de Novembro de 2014 essa não lhe escapará por certo!
Ana Pereira
A Maratona sem emoção:
- Prémios de presença (kit), entregue com o dorsal: Camisola de algodão, revistas;
- Prémios à chegada: medalhão, camisola técnica, com modelo de corte feminino para as mulheres e garrafa de Vinho do Porto com logotipo da Maratona;
- Bons abastecimentos: água, bebida isotónica, fruta, passas e marmelada;
- Marcação de km (suspeito de erro) que se reflectiu na distância total: mais que os 42.195 metros de distância oficial da Maratona...
- Excelente organização quer na partida quer na chegada;
- Alguma animação musical ao longo do percurso (bandas a tocar);
- Uma Feira magnífica, com Pasta Party e vários stands;
- Constante presença da Cruz Vermelha e outros meios de socorro ao longo do percurso;
- Percurso bonito e agradável, a pecar pelo piso nalgumas zonas (calçada esburacada e desalinhada);
- Facilidade de transporte de atletas e acompanhantes, por valor baixo (eur 10,00) a partir de uma cidade a 300 km de distância (Lisboa);
- Facilidade de transporte (gratuito) no dia da prova entre a Meta e a Rot. Boavista depois da prova , e de vários pontos da cidade para a Partida, antes da prova;
- Percurso em total segurança em relação ao trânsito, perfeitamente marcado e com algum público;
- A par da Maratona decorreu a Family Race e uma Caminhada;
- Número total de participantes nos 3 eventos: cerca de 10.000 pessoas
- Número de chegados à Meta da Maratona: 2775 atletas cortaram a Meta, estabelecendo assim um novo record de número de atletas chegados à Meta da Maratona em Portugal;
- Massagens à chegada, água e cerveja preta à discrição;
- Esta rapariga já aceita que fazer a Maratona em (muito mais que ) 4 horas tem todo o valor e vale a pena sim! Foi 2463ª classificada entre 2775 chegados à Meta
Recados:
MARCELO!!!! Marca na tua agenda, 2 de Novembro de 2014: 11ª Maratona do Porto!!!
ANTÓNIO PINHO: Quero-o cá para o ano!!!
JOÃO HÉBIL: para o ano...abaixo de 4!!!!
Algumas imagens:
À mesa do pequeno almoço no dia da Maratona:
Já no local da partida, com o pai e muitos amigos:
A Partida:
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| Foto da Elisabete Ribeiro...uma surpresa e um encontro emocionante |
| Mas ela chega...ou não chega?! |











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