Pesquisar neste blogue

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Continuação das Férias

Finalmente, depois de muito ouvir dizer que muito valia a pena ir visitar, fui! E sim, vale muito a pena, a Quinta da Regaleira, em Sintra, cheia de verde, cantos e recantos carregados de misticismo e romantismo, num encanto permanente! Mágica. Mítica. Deslumbrante! Passámos lá perto de 4 horas, a subir e descer escadarias, a percorrer e admirar túneis, torres, grutas, labirintos, capelas, lagos, fontes, estátuas, o próprio palácio e demais encantos. Umas horas frescas neste Verão escaldante.

Como a conhecemos hoje, a quinta e todos os seus edifícios datam do início do Séc. XX, tendo sido mandados construir pelo seu proprietário na altura: António Augusto Carvalho Monteiro, conhecido pelo Monteiro dos Milhões, um brasileiro filho de portugueses, que classifico como um excêntrico de bom gosto ao edificar o que é hoje considerado património nacional de grande valor e interesse histórico-cultural.

Várias símbolos com conotações  Maçónicas, Templárias e Rosa-cruz são visíveis por todo o lado, e muitos mais invisíveis aos olhos do visitante desatento ou desconhecedor, onde eu me incluo junto da maioria.

Mas o pouco que me é dado a conhecer, fascina-me e encanta-me. E gostaria de saber mais, de descobrir. Aguça-me a vontade de aprender.






Destaco o Poço Iniciático, nome dado por se crer que nele se praticavam rituais de iniciação à Maçonaria. Espécie de torre invertida, afundada 25 metros no interior do solo, com acesso pelo seu interior através de túneis e também por uma escada em espiral, disposta em 9 círculos, a lembrar a Divina Comédia, de Dante. Todo o poço está repleto de conotações alquímicas, simbolizando a relação entre o Céu e a Terra, o Sagrado e o Profano, a Vida e a Morte.

A Quinta da Regaleira é sem dúvida um lugar mágico, a visitar e a marcar o visitante. Eu adorei. E as vistas que se alcançam, sobre Sintra, Palácio da Pena, Castelo dos Mouros... magníficas também.

A história da Quinta da Regaleira, na Wikipédia, também vale muito a pena ler

E assim, (e de outras maneiras também que vocês não podem ficar a saber tudo) se vão passando os meus dias de férias... sem correr ainda. E o pior(?) é que não me sinto muito mal por isso. Será grave?

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Impressões de Férias sem correr (ainda)





Oceanário de Lisboa - fresco, belo, caro e com demasiada gente em visita, demasiada para o meu gosto, claro, ou então sou eu que estou a ficar cada vez mais bicho do mato. Fotos de minha autoria, todas SEM flash como era recomendado, mas o povo como ama muito os bichinhos e a Natureza, está-se nas tintas para as recomendações e era ver flashs por todo o lado...

As Férias continuam pois, sem correr (ainda).  E a 36ª Meia Maratona de S. João das Lampas à vista, e eu sem saber se tenho perna que doa ou não. O certo é que sem correr não dói e verdade verdadinha, é que não me tem apetecido correr.

Mas quem não pára de correr é o tempo e nesta data faltam 7 semanas e uns dias para a grande prova onde eu gostaria imenso de participar.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Impressões de férias

Apraz-me ter o meu frigorífico novo cheio de comida! É uma satisfação grande, não tanto pela situação em si, mas pelo que ela representa.

Chateia-me ter-se-me avariado o aspirador e também a máquina do café...

domingo, 15 de julho de 2012

Férias ou A diferença que as pessoas fazem

Severamente doente e fortemente perturbada (mesmo a precisar de Férias), foi como se classificou, quando há dois dias atrás, a poucas horas de entrar de férias (está certo que são férias de só um dos seus dois empregos), se sentiu tão pouco animada que bem lá no seu íntimo, até lhe assaltou a sensação de "Não me apetece ir de férias..."

Claro que poderíamos procurar motivos, vários ou únicos, profundos ou superficiais, para esse estado se manifestar e numa análise barata se tirar conclusões sobre o que não se sabe, coisa que o ser humano faz com uma facilidade e rapidez impressionante. Mas não, deixemos as análises psicológicas, familiares, económicas e sociais, e fiquemo-nos apenas com umas férias em "part-time" de um indivíduo, cidadão nacional a viver em Portugal continental, com as expectativas e perspectivas possíveis, e que horas depois de entrar de férias já se questiona como pôde sequer ter pensado em "não lhe apetecer ir de férias"! Ridículo! Doente, só podia estar doente, de facto! Mas felizmente que o surto, assim como veio, depressa lhe passou!



Obrigada a todas as pessoas que tornaram este início de férias, bem melhor. Porque as pessoas fazem a diferença. E as pessoas somos nós e as pessoas são vocês.

Boas férias para quem for o caso e até amanhã querido diário

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Fascínio e Tristeza

Há coisas que nos atraem e fascinam tal encantamento que nos chama e leva a caminhar até elas de forma quase involuntária, como sonâmbulo possuído levado por demónios até à beira do abismo.

Talvez o som constante e regular das suas hélices a cortar o ar, zumbido assustador a sobrepor-se a qualquer outro som da Natureza circundante, a sua imponência magnífica, a fragilidade do ser humano perante a sua  magnificência fria, metálica e mecânica, a imaginária iminência do perigo que correríamos se uma delas por qualquer acidente nos apanhasse e o vento que nos faz esvoaçar os cabelos, que normalmente as acompanha, estrategicamente posicionadas, estas que visito a permitir-nos vistas magníficas, especialmente sobre o meu Rio Tejo, são tudo boas razões para me levar até elas, uma e outra vez, em caminhadas vigorosas, em terreno ascendente até as alcançar.

Por isso caminho. São elas razão e motivo inventado para caminhar e me mexer. Especialmente agora que não estou a correr na tentativa de me pôr boa da perna, as razões para me continuar a mexer revestem-se de especial importância. E se elas forem as Eólicas, que sejam! E se forem outras quaisquer, que sejam! Importante mesmo é mexer-me!

E por isso esta semana já conto com umas 3 boas caminhadas, 2 delas às eólicas, cada uma num percurso entre 8 e 10 km.

E esta é a minha serra. Bela e fascinante mas também a deixar-me triste pelos despojos humanos, desde entulho resto de obras, carros velhos, electrodomésticos, a roupas e preservativos usados a denunciar que a bonita serra é usada para muito mais que passeios saudáveis ao ar livre. A deixar-me triste pelos espaços apropriados clandestinamente por sucateiros e famílias de costumes duvidosos, em que meia dúzia de tijolos e outras tantas ripas de madeiras fazem uma "casa" com o respectivo lixo à porta e as fezes de humanos misturadas com as de seus cães presos por correntes a ladrarem-nos à nossa passagem com uma agressividade sanguinária  (e o que eu agradeci que assim fosse: que estivessem presos!).

Há eólicas de acesso livre e fácil e podemos tocá-las, se considerarmos fácil subir 5 ou 6 km de serra (é fácil!) e se considerarmos fácil chegarmos lá ilesos depois de passarmos pelos isolados aglomerados de ferro velho e gente que vive com o cavalo a pastar à porta preso por uma corda atada a um frigorífico velho deitado no chão. E há outras eólicas instaladas em propriedade privada, essa, zona vedada e bem protegida por vedações. Tive pena de não poder continuar aquela estrada das eólicas e ir pela serra fora explorando-a e descobrindo-a mais e mais, mas fui obrigada a voltar para trás.



Por aqui, já abracei a nr. 5 e a nr. 6. Hoje foi a vez da nr. 4




O caminho por onde não fui: propriedade privada e bem vedada

A "casa de família", decorada com originalidade, com um espectacular Ford Anglia no telhado

A serra, o Tejo, a Vasco da Gama e a Margem Sul

E num recanto da serra, a poucos metros da "casa de família" onde à entrada jogavam à bola crianças descalças de ranho no nariz e cabelos sujos, deparei-me com isto. Ossadas de um animal espalhadas pelo terreno. Cão? Raposa? Ovelha ou cabra? Não faço ideia, mas teria curiosidade em saber se alguém me souber dizer. Animal morto abandonado, ao ar livre em decomposição, até ficar assim... Assusta-me e entristece-me. Ou talvez a minha imaginação seja fértil demais e "apenas" tenham matado um borrego, roído a sua carne até aos ossos, lambido as beiças e cuspido os ossos assim para o "quintal"...






Entulho e lixo
Por tudo isto, a Serra e as Eólicas são fascinantes sim, e adorei ter lá ido, mas confesso que fiquei com algum receio não pelos percursos ermos, mas precisamente pelo contrário: pelas companhias que lá habitam e que amiúde por lá se  encontram.

Mas que o fascínio se mantém, lá isso mantém-se e cresceu até, e com as costas bem guardadas, acho que gostaria muito de lá voltar e explorar muito mais, esta serra que é minha, também.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Eólico







Eólico: Produzido pela força do vento.

Eólica, não corre mas caminha.

Mas caminha energicamente com a força dela mas pensa que é a do Vento, que forte e agressivo, a empurra. O caminho está lá e é dela! O Vento leva-a, empurra e ajuda. Ajuda até quando sopra contrário e a obriga a lutar pelo que ela quer. Avança. Enche o peito de vento e é ela que forte, passo a passo, avança, agora.

Não corre, não lhe doí nada, caminha! É bom. Mas... não é a mesma coisa.

Até amanhã querido diário

domingo, 1 de julho de 2012

Maria...

Sem...

Sem Frio,

Sem Casa,

Sem Fogueiras,



Sem Corrida:


Com...


Amor e um Caminho a percorrer...

Boa semana para todos