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terça-feira, 19 de junho de 2012

1ª Prova do Sal

O aquecimento com a animadora: ginástica ao ritmo da música, ao qual curiosamente só aderiram mulheres...

A entrega dos dorsais
Eu no meu aquecimento
O meu pai a aguardar que os atletas alinhassem para a Partida
A Partida

A extensão da prova
Lá ao fundo, a Ponte Vasco da Gama, a qual alcançamos passando por baixo dela pouco antes do retorno, e muito lá ao fundo, a Ponte 25 de Abril e o Cristo Rei, Lisboa e Almada

A minha chegada


A chegada do meu amigo Pinho
 
O estado dos ténis e das pernas, no fim da prova, cheios de areia e água do rio
Os alongamentos

A animadora sempre a dinamizar a manhã, pedindo opiniões a todos e mais alguns

Por fim, ainda fui fazer o outro gosto que tenho: fotografar!
O pódio, original, de baixíssimo custo e funcional, aqui com as meninas
O meu pai, com um elemento da Organização
Um dos prémios de participação: o Sal que dá o nome à Prova, para além da t-shirt
A Meta


1ª Prova do Sal

Quando infelizmente se extinguem provas alegadamente por falta de verbas, apoios e meios, nasce e surge a Prova do Sal. Inovadora, fresca e molhada, a 1ª Prova do Sal, sob a organização da Associação Alcochete Aktivo, com o apoio da Câmara Municipal de Alcochete, Junta de Freguesia de Alcochete, Junta de Freguesia do Samouco, Águas Vimeiro, Salinas do Samouco e Lebres do Sado, decorreu na manhã de 17 de Junho de 2012,em Alcochete, na margem esquerda do Rio Tejo, na linha da água do rio, bem junto a este, em piso de areia molhada e por vezes pedras e algas.

Com um blogue de apoio, toda a informação necessária foi divulgada com  dinamismo, onde se facilitava a inscrição (de custo EUR 8,00), e onde as classificações foram prontamente divulgadas após a prova.

A prova, com um número limite de 200 participantes, acabou por ter cerca de centena e meia de atletas chegados à meta, número que não se aconselha ultrapassar muito mais, pois o retorno pode-se tornar complicado com os primeiros atletas a cruzarem-se com os outros.

A distância da prova (cerca de 8,950 Km) ficou bastante aquém da anunciada (10 Km).

A entrega de dorsais foi perfeitamente regular, e a animação no local da Partida era patente. A Praia dos Moinhos foi o palco da partida (e também da Meta), que foi dada a horas por uma simples mas funcional fita. O piso era areia molhada, com muitas conchas mortas e vazias, e muitos caranguejos vivos e irrequietos. Algumas pedras mais à frente, zonas com muitas algas e piso bastante molhado, mas sempre a areia molhada e plana a permitir-nos avançar com ritmo, assim o tivéssemos. O retorno faz-se já depois de se passar por baixo da Ponte Vasco da Gama. Abastecimento de água, e uma muito original e feliz ideia: a fita de controlo que era um colar com uma conchinha enfiada, mas infelizmente e encantadoramente a muitos atletas foi dito que não valia a pena levarem e para seguirem, porque as fitas se embaraçaram umas nas outras de tal forma que não se conseguiam separar e retirar uma que fosse...Foi pena pois seria uma bela recordação que muitos atletas não tiveram.

Alguns membros da organização pelo percurso, alguns transeuntes e está-se de novo na Praia dos Moinhos, onde se corta a Meta, delineada por dois corta ventos enterrados na areia e grades. Somos gentilmente recebidos, e recebemos água e Sal, e temos à disposição laranja e banana, não esquecendo a t-shirt de algodão que já nos tinha sido entregue aquando da entrega do dorsal.

Há balneários à disposição e os prémios por classificação: Flor de Sal para os 3 primeiros de cada escalão, são entregues no local, com relativa rapidez e dinamismo.

A prova, que correu bem, mostra um empenho invulgar, meritório dos mais sinceros aplausos, sendo no entanto um evento a raiar o familiar, mas também talvez precisamente por isso, se detectar um carinho especial com que os atletas são tratados.

Uma prova nova, que se deseja tenha nascido para ficar.

Vencedores na classificação geral:

Masculinos: 1º lugar - Paulo Marques do Clube Praças da Armada com 00:32:30

Femininos: 1º lugar Verónica Correia - Individual, com 00:40:07


Ana Pereira

Fotos da 1ª prova do Sal na AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras


A minha prova

O Rio Tejo, a Margem Sul, Lisboa na outra margem, a água do rio a molhar-me os pés e os caranguejos a atravessarem-se à minha frente. Uma temperatura amena, um céu cinzento, com um sol a aparecer mais para o final. Os pés a enterrarem-se na areia molhada em cada passada, eu e a água, o rio, os amigos que correm comigo, os que ficam "em terra" e ainda assim estão comigo. Nunca tinha estado tão perto do Tejo, tão dentro do Tejo nem o Tejo tão dentro de mim. Perguntem aos meus ténis se não foi assim, seria esta uma oportunidade para me despedir deles...
Sinto-me bem de cabeça e alma, mas o corpo está desconfortável, experimenta a lembrança de correr depois de uma semana parada, e doí-me a perna. Tenho duas. Uma doí, a outra não. Aguento. Corro com a direita e apenas transporto a esquerda. Sorrio e finjo que vou bem também fisicamente mas é mentira. Eu, o Pinho, o Sousa e um companheiro de circunstância (que acabou por ficar comigo até à meta). O Pinho também não está bem. Mas aguenta, como eu. Seguimos juntos, grande parte do percurso em fila indiana. Um escolhe o melhor caminho (areia mais firme) e os outros seguem-no. Por mais que uma vez ia ficando com os ténis presos no areal a parecer lodo. Mas o cheiro a maresia é constante e dá-nos ânimo. No retorno, verifico logo que a prova não ia ter os 10 Km e parece que me sinto com mais força. Bebo água e avanço agora com mais energia. E lamento não ter tido o colar com a conchinha... pois estavam todos emaranhados e presos uns nos outros... Mas sorrio diante das palavras e dos gestos da rapariga a desculpar-se atrapalhada ... Acontece, penso. E logo sigo. Mas fico com alguma pena de não ter sido presenteada com o dito colar, assim fiquei "apenas" com a vivência e essa, é, no meu ponto de vista, o mais importante dos "prémios". Sigo. O Sousa acompanha-se com toda a facilidade e até puxa por mim, o nosso novo companheiro segue-nos de perto, mas o Pinho ficou para trás. Como na Vida, na Corrida também abandonámos e somos abandonados. Tal e qual como na Vida. E tal e qual como na Vida, é perfeitamente compreensível e acabámos por nos reencontrar no final num abraço fraterno depois de cada ter percorrido o seu caminho ao seu ritmo e é mesmo assim que tem de ser. Às vezes acompanhamos e somos acompanhados, outras vezes temos mesmo de seguir o nosso caminho sozinhos. Mas eu acabo por acusar o esforço do "arranque" e quebro. Ainda passo uma atleta, mas já vou em dificuldades. O Sousa continua para a frente e já só o vejo a muitas dezenas de metros de mim. E sigo junto com o companheiro de hoje. Acabámos juntos e agradecemos a companhia casual, sem por isso deixar de ter sido importante e fundamental para o desenrolar da prova. Tudo é importante e tudo faz a diferença. Por fim a Meta instalada na areia seca que custa a enfrentar nestes últimos passos. Mas corto a meta! A correr! Os meus fotógrafos, os rostos conhecidos de amigos, dão-me água e um saco de sal, tenho fruta à disposição e saio dali feliz e contente, por ter adicionado mais um pouco de sal à minha vida. Obrigada Prova do Sal. Para o ano quero de novo te provar!

Maria Sem Frio Nem Casa


domingo, 17 de junho de 2012

1ª Prova do Sal


1ª Prova do Sal 

Decorreu hoje em Alcochete e eu estive lá e adorei cada passada molhada!

Por hoje apenas isto e amanhã cá estarei com a minha opinião, contar a minha experiência, essas coisas sobre as quais eu gosto de escrever e alguns de vós gostam de ler.

O percurso e a minha prova ao detalhe:

Fotos da 1ª Prova do Sal no site da AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras

Mais fotos, classificações e mais dados no blogue da prova 

Até amanhã querido diário

quinta-feira, 14 de junho de 2012

XVIII Grande Prémio de S.Vicente de Fora, Coisas em que se reparam

Curiosamente, cerca de 12 horas depois da Corrida de Santo António, gigantesca máquina, polvo poderoso a chamar e a captar as massas para correr, decorreu na mesma cidade, capital de Portugal, no domingo dia 10 de Junho, quase em silêncio, o XVIII Grande Prémio de S.Vicente de Fora, a cargo da Junta de Freguesia com o mesmo nome. Curioso também é ser este santo, S.Vicente, ele o padroeiro de Lisboa, e não Santo António como a maioria dos portugueses julga (obrigada Mário Lima)  e ainda assim ele usufruir nem de um décimo da popularidade do primeiro, tal qual como a Corrida.

No entanto, ou precisamente por isso, não  deixa de ser o Grande Prémio de S.Vicente de Fora meritório dos mais rasgados elogios, pois realizou-se pela 18ª vez, com os escassos meios que facilmente se adivinham, em contraste com a titânica vontade das pessoas.

Assim tivemos de novo um caixote do lixo acompanhado das fitas plásticas a marcar a meta, o apoio inestimável, incansável e grandiosamente humano dos Bombeiros, uma Polícia que não aparece a horas e quando aparece não é em número suficiente, "obrigando" a encurtar a prova das Veteranas para uns rápidos e violentos 1.600 metros para evitar problemas com o trânsito que se manifestaram na prova maior, onde os atletas tiveram de ir a outras artérias da cidade, e onde apesar do voluntariado do pessoal da organização, não se conseguiu um controle adequado do trânsito. Houve suficientes abastecimentos de água, muitas taças para todos os escalões e para as equipas, tendo mesmo ficado taças por dar devido ao número insuficiente de participantes.Uma manhã de desporto e de convívio em que se promoveu a Corrida para todos. Numa época em que se ameaça extinguir muitas Freguesias do Portugal dos pequeninos, deseja-se a esta prova e a esta gente que tenha força e meios para a continuar a realizar, pois estão claramente de parabéns e promovem de facto a Corrida.


Tudo isto ali, vida que fervilha e sangue que pulsa, bem no coração de Lisboa, no Campo de Santa Clara, à volta do Panteão Nacional, onde jazem distintas figuras...mas mortas.












Corri a minha prova de 1,600 Km em 9m44s, com muita vontade, mas falta de pernas e fôlego nas subidas e completamente "a travar" nas descidas (nas descidas é quando me doí mais a perna), parte essa do percurso que percorremos 2 vezes e onde fui estupidamente ultrapassada, se não foi por todas as atletas que ainda seguiam atrás de mim nessa altura, foi quase.

terça-feira, 12 de junho de 2012

2ª Corrida de Santo António

Lisboa, 9 de Junho de 2012, sábado ao fim da tarde, Rossio (Praça D.Pedro IV)

Isto é Lisboa, capital de Portugal

Cidade de riqueza e miséria. De elitismos e de bairrismos onde o popular domina. Santo António é padroeiro da cidade e as festas populares estão aí. A juntar-se a elas neste mês dos santos populares e das festas e das sardinhas assadas, esteve na sua 2ª edição, a Corrida de Santo António. Com organização da HMS Sports Consulting, Lda. em parceria com a EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural e a Câmara Municipal de Lisboa, a Corrida de Santo António, a par da 1ª edição demonstrou uma engrenagem gigantesca e profissional que sabe o que faz e pôs cerca de 2500 pessoas a correr e a caminhar com a satisfação da maioria delas. Cumprindo os pontos básicos para uma corrida de sucesso, tendo certamente para isso todas as condições necessárias reunidas, pontos base esses como o são uma boa divulgação e promoção, um custo de EUR 8,00 (no prazo em que a inscrição é mais barata), facilidade de inscrição, trânsito plenamente cortado, uma cidade à disposição com percurso plano e agradável, perfeitamente delineado e assinalado, controlo por chip, prémios de agrado geral (t-shirt e manjerico - símbolo das festas populares da cidade), 2 pontos de abastecimento, para além da água e bebida isotónica no final, um diploma personalizado disponibilizado no site da organização, muita animação, boa e bem organizada entrega de dorsais, apoio médico da Cruz Vermelha e temos praticamente tudo para a prova ter sucesso. E teve! Apesar dos prémios por classificação (Troféus) serem apenas para os 3 primeiros homens e para as 3 primeiras mulheres, independentemente do escalão. Mas o atleta de pelotão, as massas que são chamadas para a Corrida que assim ganha novos adeptos, não é isso que procuram. Procuram o que a Corrida de Santo António dá. E por isso encheram o Rossio e as ruas de Lisboa. E certamente muitos voltarão para 2013, ano em que se deseja se realize a 3ª edição da Corrida de Santo António. A todos os que proporcionaram a troco de oito euros, neste fim de tarde de Sábado, uma Corrida muito agradável e com excelentes condições a 2500 participantes, os meus parabéns!

A minha Corrida de Santo António

Sinto-me uma privilegiada e uma palerma. Uma palerma que corre e insiste em continuar a correr, mesmo cansada ou gorda ou desanimada, devagar devagarinho, apenas pelo que a Corrida lhe dá secreta e espalhafatosamente, e escreve num blogue há mais de seis anos, sobre Corrida e sobre ela própria, indissociável uma da outra, com o desejo pouco secreto de ser útil a alguém, de que o seu escrever sirva para alguma coisa e para mais alguém para além dela própria.

E se há quem a leia há 6 anos, há quem tenha desistido pelo caminho, mas também surgem novos leitores que a fazem continuar. Que a fazem pensar que vale a pena continuar. A correr e a escrever. E a Inês e a Pizza são 2 exemplos. Hoje correu com elas e adorou. Uma nova geração a aderir à Corrida. A amar correr, a fazer da Corrida este meio de ganhar e melhorar a qualidade de vida, em busca de satisfação e de uma vida saudável. E ela, pateticamente sente-se a fazer a ponte entre os "velhos" companheiros de corrida, e uma nova geração que adere à Corrida. E acredita que tem uma ínfima influência. Mas mesmo ínfima que seja, ela sente que vale a pena! E por isso continua.

Corremos as 3 juntas a prova toda. Fizemos os 9,980 Km em 58m53s, numa média de 5:54 / Km. Conversámos. A Pizza (em crescente e espectacular evolução) a puxar para a frente, a Inês a baixar de ritmo de quando em quando e eu atenta no meio delas e a "mantê-las juntas". Os ritmos não seriam muito diferentes se fossemos cada uma por si, mas tenho a certeza que a prova teria sido muito diferente para cada uma de nós, se assim fosse. Assim, juntas...foi espectacular!

Se a minha perna doeu? Ai pois claro que doeu! E depois? Tudo na balança, dor e prazer, ganhou o prazer indiscutivelmente e por isso é continuar.

Aqui, a minha, e que foi "a nossa" prova, e algumas imagens:
Com o meu pai

Com os homens da AMMA, Carlos Viana Rodrigues e José Gaspar, seus criadores e mentores, e o meu pai à esquerda, fiel colaborador no que à Fotografia diz respeito - sem eles (e outros colaboradores) a Corrida estaria muito mais pobre e menos colorida

Com as meninas, Inês e Pizza, a nova geração recém chegada mas já claramente apaixonada pela Corrida, e por quem tive o prazer de ser acompanhada nestes 10 Km de prova, em conversas interessantes intercaladas com o silêncio, onde cada mundo se fechava por momentos, para logo de seguida se abrir e partilhar numa espectacular hora de convívio.




Na Praça do Comércio
Já no Rossio, a escassos metros da linha da Meta

E no fim, já meta cortada e já com o tradicional e popular manjerico na mão, a casualidade  juntou-me à velha geração, aqui com Henriqueta Solipa e José Lopes
Até amanhã querido diário, que esta rapariga no dia seguinte, 10 Junho, foi participar noutra prova - Corrida de S.Vicente de Fora, e tem outra história para contar.

domingo, 10 de junho de 2012

Duas seguidas

E com a perna a doer (ainda), corri ontem ao fim da tarde na 2ª edição da Corrida de Santo António - fotos na Amma - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras
antes da prova, com as amigas que me acompanhariam a prova toda: a Inês, estreante nos 10 km e a Pizza também muito recente apaixonada pela Corrida
E corri hoje de manhã na Corrida de S.Vicente de Fora - fotos também na AMMA

antes da prova...em comunicação com um "amigo"
Foram portanto duas seguidas, pouco mais de 12 horas de pausa entre elas, com dor, mas acima de tudo, com muito prazer.

Até amanhã querido diário, dia em que conto contar um pouco das duas Corridas

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Os dias

Os dias são curtos. As horas são curtas. A Vida é curta.

Mãe, filha, mulher, criança, ave rara de asa ferida, que voa e corre. É ela!

Treina um pouco. E depois da Meia do Douro, precisava de novo plano, de nova meta volante para continuar a caminhada no rumo certo e necessário. Continua a correr. Mas dói-lhe a perna um pouco. Um pouco menos ontem, um pouco mais hoje. Dói a correr, dói a andar. Dói. A correr depressa, a correr devagar, a correr muito tempo, a correr pouco tempo. Pára. Não pára. Dói. Não dói. Parece que passou... Não passou! Dói! Que se lixe, que a Vida é muita curta e parar é morrer!










Até amanhã querido diário, aqui ou aí, provavelmente a correr convosco