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segunda-feira, 21 de maio de 2012

"A 7ª Meia Maratona Douro Vinhateiro" ou "4 dias no Douro"

Alto Douro Vinhateiro - Património Mundial
Quem lá vai, percebe porquê
Monumento à Cereja

A casa e o Rio Douro lá em baixo
Momentos de lazer e descontracção

E no dia da prova, eu a minha amiga Ana Groznik:


Eu e meu pai
Na Régua, sempre com cerejas por perto, antes de apanharmos o comboio que nos levaria à Partida
A Partida - foto retirada do facebook do evento, em: http://www.facebook.com/mmdouro




 

E por hoje ficam só estas imagens e a minha prova registada pelo Garmin,  porque cheguei há pouco e estou cansada porque tenho muitos quilómetros... não nas pernas, mas nas rodas da viatura.

Centenas de fotos da 7ª Meia Maratona Douro Vinhateiro no site da AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras

Classificações no site oficial da prova 
E a minha "espectacular" Meia do Douro Vinhateiro, passo a passo pode ser vista aqui - Corri 21,140 Km em 2h03m35s, numa média perto do regular de
 5:51 / Km

Até amanhã querido diário, amanhã conto contar como foi, mas desde já adianto que foi   E S P E C T A C U L A R e agradeço a todos que de alguma forma me acompanharam nestas 12 semanas e ontem estiveram comigo na 7ª Meia Maratona do Douro! 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Resumo da semana, 15 anos e A Viagem

Porque muito provavelmente amanhã e nos próximos dias não terei acesso a vir aqui, faço já hoje o resumo semanal do que foi o meu "plano de treinos" de 12 semanas para a Meia Maratona do Douro. E num abrir e fechar de olhos, chego a esta que foi a última, a 12ª semana desde que meti isto na cabeça e comecei a trabalhar para alcançar o objectivo, que está desde já atingido, e que era "apenas" conseguir correr com um relativo conforto os 21 Km da Meia Maratona, coisa que já fiz há 2 semanas atrás em Setúbal. Recordo que há 12 semanas muito dificilmente conseguia correr continuamente 2 ou 3 km que fossem. Por isso, meus amigos e amigas, se alguém duvida, a Meia Maratona (e provas de outra envergadura!) está facilmente ao alcance de todos, mesmo daqueles e daquelas que hoje mal correm 1 Km seguido. Os requisitos são QUERER e trabalhar em prol do objectivo sabendo de antemão que vai levar algum tempo, semanas ou meses, e se o trabalho é basicamente treino, não se deve descurar certos "detalhes", como hábitos alimentares, descanso, e muita paciência e persistência. Afinal, correr e treinar com um objectivo destes ou outro, acaba por ser uma postura na vida.


peso: 67 Kg - Relação com o peso da última semana: + 0,5 Kg

Resumo dos Treinos da 12ª semana (das 12 de Treino para a Meia) - FIM do plano

Carga Semanal:  16 Km em 2 Treinos:


2ª feira 14.05.2012: 10 Km - 1h00m
4ª feira, 03.05.2012: 6 Km - 37m19s


E agora meus amigos, faltam 2 dias para esta pessoa estar a correr a 7ª Meia Maratona Douro Vinhateiro.

A viagem das 12 semanas chegou ao fim, não sem sobressaltos, mas muito gratificante e enriquecedora e agora dá-se início à viagem de cerca de 400 Km para chegar às margens do Rio Douro,  passear, correr e estar em família e com amigos naquilo que se espera seja um bom bocado de vida para todos. Mas se poucos vão comigo fisicamente, já muitos levo-os no coração bem guardados. E há bastantes probabilidades de tu seres um deles. Sim, tu!

Eu, filhota e Estrela, há uns anos atrás
E hoje o amor da minha vida faz 15 anos! Para ela, que alterou a minha vida e lhe deu um sentido maior desde o momento que tive consciência que a gerava no meu ventre e fui alimento, amor e abrigo durante 8 meses a partir do meu próprio corpo, e que me preencheu e agarrou à vida tantas vezes e dividiu comigo bons e maus momentos e me encheu de felicidade em tantos e tantos dias da minha vida nos últimos 15 anos: os meus Parabéns e muitos Anos de VIDA!

E agora, vamos rumar ao Norte! Vem daí mais alguém?

Até amanhã querido diário, ou até depois, ou depois, ou depois... de amanhã

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A perna

Olha para a perna inerte, sentada na sanita, pausa momentânea de calma procurada durante o dia de trabalho agitado e nada indica que há ali um problema sob a pele branca. A perna está normal, nada se vê ou detecta à vista.

No entanto, de cada vez que se levantou da cadeira ao longo do dia, (e ela levanta-se muitas vezes), ao sair da cadeira e dar o primeiro passo e ao pousar o pé esquerdo no chão e ainda com a perna meio flectida, a dor agudiza-se do meio da canela para cima, bem no centro da perna a sugerir osso, como se fosse possível o osso doer, e ela viu surgir na sua cabeça em cada um desses momentos e eles foram muitos durante o dia, a frase fatal e fatalista "...a perna está lixada! Estou lixada...". Depois ao caminhar, como não flecte a perna no mesmo ângulo que é obrigada a desenhar quando se levanta (ou sobe e desce escadas por exemplo) a dor dissipa-se quase por completo embora não completamente.

"Isso é psicológico" quer pensar, mas sabe que é mentira...

Até amanhã querido diário


quarta-feira, 16 de maio de 2012

O Sonho, A idade da inocência e O regresso do irmão

Invariavelmente, quando me deixo adormecer de barriga para cima, acordo sempre a meio de um pesadelo muito aflitivo, como se essa posição adormecida me deixasse exposta, desprotegida e vulnerável a coisas más que encontram a porta aberta da minha alma para me assaltarem e se apoderarem de mim sem qualquer escapatória possível. - Nada mau para uma descrente em tudo que cheire um pouquinho só a sobrenatural, heim? -  . E sempre, mas mesmo sempre que adormeço assim, acordo de cenários e situações que me parecem bem reais e que me deixam muitas vezes amedrontada durante o dia ou dias que se seguem.

Por isso, evito ao máximo adormecer assim e prefiro o Sonho. Adoro sonhar! Mas admito que às vezes sonho demais e sonho sozinha... e não sei se isso é assim tão bom...

Pensou no rapaz várias vezes ao dia. Aliás, se dissesse que ele não lhe saíra da cabeça um segundo durante todo o dia, não estaria muito longe da verdade. Não sabia definir o que sentia nem o que queria. Só sentia com clareza que precisava de o voltar a ver. Por escassos instantes que fosse! Com urgência. Uma vontade frenética e uma necessidade premente de lhe voltar a sorrir, de pousar os olhos dela no olhar maroto dele, de o ver passar a mão pela testa afastando o cabelo molhado de suor, de forma tão natural e inocente mas carregada de uma sensualidade gritante que a desarmava completamente.


Hoje ao chegar ao Parque, encontrei o meu irmão, e acabamos a correr juntos. Ele perdeu muito peso nos últimos meses e tem andado a treinar regularmente mas eu não fazia ideia dele andar a correr "tanto". Fizemos juntos 6 Km em 37m19s, numa média de 6:13 / Km em trilhos desnivelados e constantes mudanças de direcção, ritmo e inclinação do terreno. Não seria bem o tipo de treino que eu me aconselharia para hoje, com uma canela a doer e a escassos 4 dias da Meia Maratona, mas só pela companhia, a fazer recordar velhos e bons tempos da nossa existência de irmãos, valeu muito a pena! E o rapaz não está a correr nada mal!
Obrigada Dog! O treino foi bom, soube-me muito bem!
Por fim, já no final do sonho, o rapaz passou por ela, mas ao contrário dos sonhos anteriores, não estava transpirado nem limpou a testa de forma natural, mas da forma habitual sorriu-lhe e por momentos pousou o seu olhar maroto e inocente ao mesmo tempo, nos olhos dela, e invadiram-na doce e suavemente  com toda a permissão e deleite dela.

Até amanhã querido diário

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Às vezes

Às vezes temos tudo para estar bem e não estamos.
Às vezes temos tudo e vamos encontrar no olhar fugaz de um estranho o que nem sabíamos faltar-nos.
Às vezes os treinos correm bem.
Às vezes os treinos correm-nos menos bem.
Às vezes a vida corre-nos bem.
Às vezes a vida corre-nos menos bem.
Às vezes estamos bem.
E às vezes não.

Está quase tudo a postos para rumar a Norte, para as margens do Rio Douro. Há 12 semanas atrás embarcava nesta viagem e esta espécie de diário ajudou-me dia após dia, acompanhando-me e me auto motivando para manter alguma firmeza nos treinos, mesmo que frágil. E mesmo a treinar sem grande rigor, é claro que evoluí. Há 12 semanas atrás mal corria 3 Km seguidos. Hoje creio já correr com alguma facilidade os 21 Km. Lentamente, mas corro-os, sim!

Mas hoje, e desde a Meia de Setúbal, ainda me doem muito as pernas. As varizes (que tenho) e a onda de calor que abruptamente invadiu o país não se dão muito bem, e a juntar a isso a carga da semana passada, continuo a sentir as pernas extremamente doridas, cansadas e pesadas. Vamos considerar que às vezes é mesmo assim e que até domingo me vou sentir melhor para correr "muito bem" e com alguma ligeireza e muita energia a 7ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro. O Douro ajudará, que eu sei que sim, porque às vezes só nós não chegamos e é bom acreditar e às vezes as coisas correm mesmo bem.

Hoje corri 10 Km em 1h00m média de 6:00 / Km

sábado, 12 de maio de 2012

Resumo da última semana

peso: 66,5 Kg - Relação com o peso da última semana: - 0,7 Kg

Resumo dos Treinos da 11ª semana (das 12 de Treino para a Meia)

Carga Semanal: 46,34 Km em 4 Treinos:

Domingo 06.05.2012: 21,190 Km - 2h07m38s - Meia de Setúbal
3ª feira 08.05.2012: 7 Km - 42m
5ª feira, 10.05.2012: 10 Km - 1h00m
6ª feira, 11.05.2012:  8,120 Km - 50m

Não sei se  está certo ou errado, mas esta que foi a 11ª semana das 12 que defini como preparação para a minha Meia Maratona do Douro, esta foi a semana de maior carga: 46,340 Km. Não sei mesmo se não abusei ao ter corrido a Meia de Setúbal no domingo passado, pois para além de me sentir cansada nos treinos desta semana, anda-me a doer a perna esquerda do joelho para baixo, e se quiser tentar definir onde e o que me doí diria que é qualquer coisa como o segundo maior osso do meu esqueleto, mais concretamente a tíbia e áreas e tecidos envolventes... Esperemos que seja nada. Nada de grave, já que se doí, alguma coisa é!


E agora sim, todo o trabalho, bem ou mal, está feito! Nada mais há a acrescentar à preparação que tenho. Agora que falta só 1 semana para a 7ª Meia Maratona Douro Vinhateiro, é apenas tempo de fazer uns treinos leves sem forçar, e ir mas é preparando a mala, pois o Douro espera-me!

Bom fim de semana para todos vós

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Nariz de Cão

Depois da Meia de Setúbal, entrei na semana cansada.

Na 2ª feira não corri.
Na 3ª corri apenas 7 Km em 42min, média de 6:00 / Km.
Na 4ª não corri.
E hoje, 5ª feira, corri 10,020 km em 59m33s, média de 5:57 / Km

E em ambos os treinos, apesar de terem sido bem moderados, quer em distância quer em ritmo, senti-me incrivelmente cansada e pesada, tanto a nível muscular como respiratório. De tal forma, que se existia alguma segurança e confiança para fazer a minha Meia do Douro com mais prazer que sofrimento, elas foram severamente abaladas e se não fosse acreditar que este estado é ainda consequência dos 21 Km que corri no domingo e que até dia 20 ainda vou "recuperar", estaria neste momento bastante desanimada. Mas não é o caso!

Muitos rostos familiares no treino de hoje, e porque o tempo convidava, muitas famílias a caminhar com suas criancinhas a estorvar no meio do caminho, da mesma forma que eu as estorvo a elas calculo, mas apesar do azedume que me assaltou algumas vezes durante o treino, eu não deixei que se apoderasse de mim e a tolerância, bom senso e flexibilidade imperou. Afinal há espaço para todos.

Um dos problemas do bom tempo, é vermos invadidos os nossos espaços de corrida por todo o cão e gato. E outro mais grave são os odores que a malta exala. Principalmente a praticar exercício. E se não é a transpiração em si que cheira mal, mas sim a acumulação de bactérias na pele, nos pêlos e nos tecidos das roupas, que em fecunda germinação em ambiente quente e húmido se multiplicam e fedem que nem cadáveres ao sol! Pois é claro que ao fim de algum tempo a transpirar, é muito fácil cheirar mal. Mas se a pessoa estava lavada e se vestiu roupa lavada antes de correr (em vez de roupa já usada, portanto suada apesar de seca), o cheiro da transpiração não é daqueles que fazem desmaiar. Há tecidos que provocam mais mau cheiro e a maioria das t-shirts chamadas "técnicas" que são moda agora serem ofertadas nas provas, são um bom exemplo disso.

E hoje passei por todo o tipo de atleta:

- O que vai molhado como um cavalo mas cheira incrivelmente bem a lavadinho, a roupa lavada e a sabonete - adoro passar por esses;

- O que quer vá molhado ou seco tresanda a perfume como se tivesse saído para a noite e entornado o frasco do perfume pela cabeça abaixo, que quase intoxica quem passa - não gosto!;

- O que mesmo molhado de transpiração não emana nenhum cheiro suficientemente forte para ser detectado por quem passa por ele a menos de um palmo - admiro esse tipo de pessoa;

- E o que a 4 metros de distância fede que nem um porco e o cheiro a suor nos entra nas narinas e fere a garganta - desses fujo como posso, ou tenho de os ultrapassar e passar a ir à sua frente, ou simplesmente dar distância ou mesmo mudar de direcção.

Sei também que vários factores contribuem para o nosso cheirinho, como a própria alimentação do dia e da véspera, mas os cuidados de higiene são sem dúvida nenhuma absolutamente determinantes no cheiro que emanamos.

Até amanhã querido diário, e quem me manda a mim ter este nariz de cão?
A minha Molly

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A minha XXIII Meia Maratona de Setúbal

A primeira coisa que fiz depois de conduzir até Setúbal e estacionar a viatura, foi sair do carro, tomar a direcção do local de levantamento dos dorsais, e depois de apenas ter dado meia dúzias de passos, torcer o pé esquerdo numa aresta de passeio, cair, embater violentamente com o joelho no chão e fazê-lo sangrar e ficar deitada no chão de Setúbal a tentar perceber os estragos para ver se haveria de ir correr a Meia ou de voltar para casa a chorar.

Diz quem assistia que eu estava com umas trombas de morte. Danada! Mas não era isso, apenas estava chateada e queria avaliar os danos para me levantar e tomar uma decisão. Lentamente e ignorando um carro que aguardava que eu me levantasse para estacionar nesse exacto lugar (como se não houvesse outro!), lá me levantei e ainda quente, estava óptima! O joelho sangrava, mas era uma ferida superficial e o pé torcido...bem... desde que caminhasse com ele rigorosamente paralelo ao solo não havia dor. Se oscilasse um milímetro que fosse em qualquer ângulo possível, a dor impedia imediatamente o movimento. Por isso só tinha de caminhar direito, e dali a cerca de uma hora, só tinha de correr direito! E foi o que fiz. Corri muito direitinha os 21 Km da Meia de Setúbal. Com a companhia de um pequeno grupo dos Run 4 Fun, com quem tive o privilégio de partilhar os primeiros 20 km da prova e que muito me ajudaram mesmo sem o saber. E ao Km 20 o meu amigo Fernando, que já tinha acabado a sua prova, veio-me buscar e eu mal me despedi dos meus companheiros de 20 Km e corri para a meta com ele, a um ritmo um pouco mais rápido, a mostrar-me que estou razoavelmente preparada para correr uma Meia com um mínimo de condições para usufruir mais do que sofrer.

Terminei com 2h07m38s, bastante satisfeita e com bastante mais facilidade do que acabei os 20 km da Estafeta há poucas semanas. E mais que a marca, o que me importa realmente é a forma como me sinto a correr. Isso sim, é-me verdadeiramente importante. E senti-me muito bem a correr a distância da Meia. Creio que o mesmo possa voltar a acontecer daqui a 2 semanas no Douro Vinhateiro.

E agora sim, digo que o trabalho está feito. Não vou fazer mais treinos longos até ao Douro. Vou apenas tentar manter a forma, já que para melhoramentos em termos de velocidade, o tempo que tenho já é nitidamente insuficiente. Por isso a minha marca no Douro há-de situar-se algures entre 1h59m59s (sonho pouco secreto) e 2h10m (ai tanta coisa pode acontecer ao longo de 21 Km...), e não me digam que o tempo não interessa! A mim interessa-me! Sempre com satisfação, sempre em busca de prazer e satisfação, mas sempre também a tentar fazer o meu melhor! É num determinado limiar de esforço que alcanço na Corrida, que me encontro e me eleva a níveis superiores de satisfação e prazer. E é também nessa busca que retiro e alcanço prazer em correr.










Foi a minha XXIII Meia Maratona de Setúbal 

Fotos de AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras

Fotos de Mafalda / João Lima

Até amanhã querido diário, com mais conversa de Setúbal talvez...

domingo, 6 de maio de 2012

XXIII Meia Maratona de Setúbal



Realizou-se hoje pela 23ª vez a Meia Maratona Internacional de Setúbal e eu estive lá e correu-me muitíssimo bem. O que isso significará deixo ao critério e à imaginação de cada um, com a imaginação que cada um tem e suas limitações ou fertilidade, pelo menos até amanhã, dia em que creio ainda cá estar para vos contar tal e qual como aconteceu, aqui neste mesmo espaço.

Hoje, deixo-vos apenas o registo da minha prova, captado pelo Garmin:



Corri os 21.190 metros em 2h07m38s numa média de 6:01 / Km

Fotos no sítio da AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras, na Galeria de Fotos

Classificações no site da Xistarca, a cargo da qual esteve o apoio técnico da prova.

Site da Organização aqui

Até amanhã querido diário

sábado, 5 de maio de 2012

Resumo da semana


peso: 67,2 Kg - Relação com o peso da última semana: - 1,3 Kg

Resumo dos Treinos da 10ª semana (das 12 de Treino para a Meia)

Carga Semanal: 35,8 Km em 3 Treinos:

Domingo 29.04.2012: 10,100 Km - 1h00m - Corrida do Benfica
3ª feira 01.05.2012: 14,760 Km - 1h27m17s - Corrida 1º Maio
5ª feira, 03.05.2012: 11 Km - 1h04m55s

Não foi excelente, mas já considero bastante bom para a minha pessoa. E agora, é que FALTAM APENAS e SÓ 2 semanas para a 7ª Meia Maratona Douro Vinhateiro.

Dir-se-á que o trabalho está feito. Eu digo que está praticamente feito. Amanhã ainda vou fazer um treino longuinho, assim como quem não quer a coisa, na Meia Maratona de Setúbal, e na minha história desportiva ainda não me tinha acontecido ir correr uma Meia para me preparar para uma outra Meia! Tem destas coisas a vida. Nunca devemos dizer "desta água não beberei", porque quando damos por nós, estamos a fazer coisas que sempre acháramos altamente improváveis ou mesmo impossíveis de virmos a fazer. E cá está o exemplo do que não é exemplo para ninguém. Amanhã, a realizar-se tudo conforme previsto, a 15 dias da 7ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro, prova sonhada e impulsionadora desta vontade e deste regresso da Maria aos treinos quase regulares, estará, dizia eu, amanhã, a mesma Maria a correr a XXII Meia Maratona de Setúbal. Isto é normal? Ela faz bem? Ela faz mal? As respostas pouco lhe importam e conhece-as de cor, mas ela sabe que assim, tem a "garantia" de fazer mais um treino longo. E principalmente por essa razão (mas não só), ela vai! Pois a sua preparação para o Douro, tem apenas(?) como ambição e objectivo correr no dia 20 de Maio de 2012, nas margens do Rio Douro 21.097,5 metros, com o maior prazer possível, e para isso tem de ter muitos quilómetros nas pernas. E ainda está a tempo de metê-los! E mais uma boa carga será amanhã na terra da sardinha e do carapau, do choco frito e de um dos maiores estaleiros de construção e reparação naval, a nível mundial, que mesmo já tendo visto melhores dias, continua a laborar.

Bom fim de semana para todos, com bons treinos e boas Corridas

terça-feira, 1 de maio de 2012

31ª Corrida Internacional 1º de Maio

31ª Corrida Internacional do 1º de Maio

A minha Corrida e a Corrida de todos


Dizem que somos duas vezes crianças. Na nossa idade genuína de criança e depois quando chegamos a uma idade mais avançada. E o meu pai está bem, mas já entrou nessa idade a que chamamos "outra vez criança". E eu, compreendo e vivo agora com ele o velho ditado "Quem meus filhos beija, minha boca adoça". E hoje saí do 1º de Maio absolutamente adoçada, pela inversão de papéis Pai-Filha. Pelos inúmeros amigos e companheiros que o estimam e o demonstram carinhosa e efusivamente! Só por isso e por ele já valia a pena ir correr! Mas depois há também tudo o resto. Os amigos que reencontro, o ambiente e a Corrida em si e em mim!

E hoje, foi absolutamente espectacular! Não tanto pela minha prestação(*), embora melhor que os Sinos (1h30), e bem melhor que as Lezírias(1h37m), mas sim pela facilidade relativa com que corri, e a forma como me sinto depois da prova (muito bem, nada "partida" nem exausta ao ponto de vomitar esgotada e nauseada como me acontece com alguma frequência depois de provas em que o esforço é grande demais para a preparação que tenho). Não duvido que a agradabilíssima companhia da Eugénia, tão animada e faladora (adoro ouvi-la) e do "Run Ganfas Run", que em boa hora se veio apresentar (em plena corrida, prazer em conhecer Ganfas!), para nos acompanhar até à meta, contribuiu e muito para sentir e viver a prova de forma tão agradável! Mas claro que as pernas foram as minhas e os treinos que mesmo deficientemente tenho vindo a fazer, começam a produzir efeito, e correr 15 km já pode ser encarado com alguma naturalidade e ligeireza. Estou muito satisfeita comigo.

E correr na minha cidade é tão bonito. Presentados com uma chuva na Partida, para cedo cessar, saímos do estádio 1º de Maio e mergulhamos na cidade. De ruas limpas e lavadas para nós. Alvalade, Campo Grande, Saldanha, Marquês, Av. Liberdade, Restauradores, Rossio, Rua do Ouro, Rua do Comércio e começa-se a subir: Martim Moniz, Rua da Palma, Almirante Reis, Arroios, Alameda, Av. João XXI, Av. Roma, Alvalade e regresso ao estádio, onde a pista de tartan nos aguarda, para nela corrermos os últimos metros.

As músicas de intervenção do nosso 25 de Abril fazem-se ouvir aqui e ali, a tentar recordar-nos a história e o significado deste dia 1º de Maio. Enchem-me o peito e arrepiam-me. Recuo a 1974, e vejo-me sentada com 5 anos de idade na soleira da porta (pial da porta) do quintal de minha mãe, a ouvir "A Tourada" de Fernando Tordo, que passava na rádio e não sabíamos e muito menos compreendíamos o que se passava nas ruas.

Depressa volto ao presente, não tão diferente, e concentro-me na Corrida. No esforço controlado e vejo a minha cidade de prédios em ruínas também. De lojas chinesas e indianas, de lixo na rua, de sem abrigo e drogados de olhos suplicantes. É também esta a minha Lisboa. O Areeiro ao fundo aguarda-me e avançamos ao ritmo da voz da Eugénia. Mesmo em silêncio, quem teve parceiros do princípio ao fim de uma prova, sabe o que isso pode significar. Cumplicidade e entreajuda. Amizade. Vivi-as hoje na pele e agradeço à Eugénia e ao Ganfas pois tornaram a minha Corrida mais feliz.

A culminar, ter o meu pai bem e também feliz a esperar-me na meta. Por agora não preciso de mais nada, corto a meta, desligo o cronómetro e agradeço aos meus companheiros talvez não da forma mais clara, mas por timidez ou falta de jeito. Mais amigos se reencontram e estou pronta para seguir e continuar a minha viagem. Obrigada a todos.

 (*) - 14,760 Km em 1h27m17s, média de 5:55 / Km, e sendo o dorsal 1284, fui a 1283ª classificada entre os 1442 chegados à meta


A prova de todos (ou não será bem assim, mas quase)


A prova teve um custo de inscrição acessível (EUR 3,00) e viu nesta 31ª edição bater o seu record de participantes: 1442 chegados à meta dos 15 Km, para além de umas boas centenas de participantes na caminhada.

Com a habitual organização da U.S.L./CGTP-IN, a prova esteve quase perfeitamente bem, com uma excelente sinalização, não tão boa marcação de quilómetros, excelente segurança com o trânsito totalmente cortado, suficientes abastecimentos de água, prémios de presença satisfatórios (t-shirt e medalha), boa organização na partida e chegada em meta digna, controlo por chip, entrega de dorsais eficaz, inscrições fáceis, classificações disponibilizadas on-line com rapidez, e a nota menos positiva, é a inexactidão da distância anunciada, apesar  de anunciada como certificada (?) pela CNEC/FPA. Claramente a prova não tinha 15 km, tendo provavelmente contribuído para isso, as obras na Baixa e a não passagem pela Praça do Comércio.

Apesar deste senão, eu saí de lá muito satisfeita pela organização mas claro que ouvi reclamações de atletas porque não havia bebidas isotónicas, porque não havia massagens, porque a t-shirt era de algodão, porque a medalha era pequena, porque estava a chover e simplesmente porque sim. Para mim, por EUR 3,00 fizeram um EXCELENTE trabalho, e dou-lhes os meus sinceros parabéns, tendo já marcado mentalmente a minha agenda de 2013 no dia 1 de Maio. Porque será?

Ana Pereira


Agora, algumas imagens

A partida:



A chegada à Meta:







Os Amigos (só os que apanhei a jeito para os captar na foto):







Fotos da 31ª Corrida Internacional 1º de Maio na AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras

O Melro e o Gaspar, ao serviço da AMMA, que é o mesmo que dizer ao serviço dos Atletas!

Mais fotos de Carlos Lopes d'A Minha Corrida, aqui

E do João Lima, aqui

1º de Maio - Dia do Trabalhador


Chicago, 1 de Maio de 1886:

500.000 trabalhadores saíam às ruas, em manifestação reclamando a redução do horário de trabalho para 8 horas. A forças policiais intervieram com violência,  reprimindo e dispersando a manifestação, abrindo fogo e tendo como resposta também a violência, causando dezenas de feridos e mortes de ambos os lados.

5 de Maio de 1886:


Os operários não baixaram os braços e voltaram às ruas, mas o resultado foi idêntico ao anterior: detenções de líderes, execuções e condenações perpétuas.

No entanto, a luta não parou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento e a elaborar novo júri, em 1888. Os membros que constituíam o júri reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e ordenaram que soltassem os  presos.

Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. 

E em 1890, os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas.

E hoje, em 2012 o 1º de Maio mantém todo o seu significado e actualidade. 

Porque a luta continua e continua a ser precisa! E é preciso também que não se esqueça que para hoje usufruirmos de muitos direitos e regalias, houve gente que se mexeu, gente que lutou e gente que morreu!
E eu, numa luta só minha, daqui a umas horas, neste 1º de Maio de 2012, o celebro e vou participar na 31ª Corrida Internacional 1º de Maio