Esmiuçando, a quem interessar (a mim interessa), foi assim:
1º Km: 6:04
2º Km: 6:07
3º Km: 5:50
4º Km: 5:55
5º Km: 5:58
6º Km: 6:04
7º Km: 6:20
8º Km: 6:16
9º Km: 6:31
10º Km: 7:10
11º Km: 6:38
12º Km: 6:28
13º Km: 7:06
14º Km: 6:08
15º Km: 6:17
Acabei por ser a 1542ª classificada no geral entre 1711 chegados à meta e 69ª classificada no escalão (entre 100 mulheres do meu escalão)
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A Corrida da Rapariga
Voltar a correr e voltar a correr em provas é sempre animador. Começa presa por um fio e sai reforçada segura por corda grossa, daquelas que seguram os barcos ao cais. Pelo menos até à próxima tempestade no mar.
Há sempre amigos e o ambiente é de festa. Pouco aquece pois sabe que terá muito tempo e a sua condição não lhe permitirá correr muito mais do que os 15 km da prova. Entusiasma-se. Corre. Sai de Vila Franca e sobe a ponte. Acredita no que sente. Sente-se bem. Sabe racionalmente que vai rápido demais. Ainda assim, confiante em sensações, prossegue ao mesmo e acelerado ritmo. Até que a quebra se dá. Já está nas Lezírias e não há cavalos à solta e muito menos touros. Há pó e sol e não se avista água apesar de já terem feito 1/3 da prova. Corre sob o sol, esquece ritmos e quer apenas manter-se a correr. Já perto dos 7 km avista um abastecimento...vazio. Correm agora voluntários e trazem mais água. Que sorte. Pensa. Bebe. Segue. A custo. Lentamente. Pára de correr e caminha derreada. Passam-lhe companheiros desta corrida. Cumprimenta um ou outro. Avista o seu amigo João Lima, a caminhar. Incentiva-o a correr na esperança de se animar ela própria e recomeça a correr, e ele tenta, mas diante do ritmo imposto por ela (alucinante entenda-se), ele depressa retoma o passo da caminhada. Ela segue no seu novo passinho de corrida. Lenta. Quente. Surpreende-a um novo abastecimento perto do km 11. Boa! Mesmo a calhar. Consegue manter-se em passo de corrida. Sobe a ponte. Desce a ponte em regresso a Vila Franca. E o pai? Estará tudo bem com ele? Está. À entrada do Parque lá está ele, de pé, máquina em punho, como dantes. Ela sorri como pode. Por chegar e por o chegar a ver outra vez. Bem. Corta a Meta. Recebe o saco. Uma medalha, uma camisola e revistas. Não há água. Há quartos de laranja que ela devora sofregamente. Vai à casa de banho beber água. Sai do recinto. Procura o pai.
Ele está bem, ela está bem, logo, a Corrida correu bem.
E apesar da escassez da água nesta edição, a Corrida das Lezírias organizada pela C.M. Vila Franca de Xira, com apoio técnico da Xistarca, continua a recomendar-se! É daquelas, que sempre que possa, vou lá estar!
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| Praticamente à chegada a Vila Franca de Xira, com o meu pai - foto do Fábio |
| Tudo quase a postos para a Partida |
| E lá venho eu: partir de trás como convém a alguém no meu estado |
| E a poucos metros da Meta, eu num estado quase lastimoso, mas não lastimo nadinha! Só devia era levantar os pés do chão! |
| Fim |
Fotos da Corrida das Lezírias:
Da AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras
Do atleta João Lima, aqui
Do atleta Fábio Pio Dias, aqui
Do atleta Carlos Lopes, aqui
De Clickeite, Madalena Silva - aqui
Resultados no site da Xistarca









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