A Meta é já domingo, na Corrida da Água e o Aqueduto das Água Livres lá no alto.
Mudou o tema dos dias, mudou a água das rosas e mudou as próprias rosas.
A Sereia atirou-se à água e nadou 50 minutos, em ritmo calmo mas contínuo.
É impressionante! Depois de um dia inteiro com dores de cabeça, ao primeiro contacto com a água azul e sob as carícias desta pelo seu corpo inteiro (não, ninguém a cortara às postas para cozer ou ao meio sequer, o corpo estava mesmo inteiro), de imediato a dor se dissipa e o azul claro domina, fazendo-a sentir assim...tão bem.
Até amanhã querido diário
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
Os dias sem ele
A jarra na mesa de entrada exalava já um cheiro fétido da água onde apodreciam as pétalas, as folhas e o caule das rosas agora mortas e murchas que ali jaziam desde que ele saíra. Silenciosas e inertes, vazias de vida, apenas se deixaram estar ali a morrer um pouco em cada dia que passavam sem ele.
Assim ela se deixou estar, silenciosa e inerte, vazia de vida, apenas se deixou estar ali a morrer um pouco em cada dia que passava sem ele...
.../...
Mas que raio?! Num domingo à noite quando todos vêm falar de provas e treinos longos, e convívios e patuscadas com os amigos, e se procuram classificações e bitates deste e daquele sobre esta e aquela Corrida, vem esta gaja regurgitar esta porcaria?
Ah pois! E ainda por cima, com o descaramento de assumir que é apenas porque sim, porque lhe apetece! São assim os espaços pessoais, mesmo os daqueles que dizem não o ser.
Bem...descansem os meus pequeninos, que amanhã o tema deste espaço volta ser "Hoje corri, hoje nadei, hoje corri, hoje nadei...". Bastante original e interessante como podem adivinhar.
Até porque no próximo domingo, a rapariga tem 10 Km para correr. Aí mesmo: em cima do Aqueduto das Águas Livres. É para o que lhe deu! É a Corrida da Água e ela vai lá estar! Por isso, tem mesmo de mudar o tema dos dias.
Até amanhã querido diário!
sábado, 24 de setembro de 2011
Bom domingo!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
XXIV edição dos 15 Km de Benavente
Fui correr a XXIV edição dos 15 Km de Benavente.
1h22m13s foi o tempo que levei da Partida à Chegada, numa média de 5:27 / Km, juntamente com o António. Começáramos os três, eu, o António Pereira e o Adelino, mas o Adelino ficou para trás nos primeiros quilómetros.
Correu bem. A Corrida e eu também.



Depois da meta cortada com o meu amigo António Pereira e colegas de equipa do Clube do Sargento da Armada:
Com o Joaquim Adelino, o Pára que não pára:
Mas o melhor de tudo é poder correr e ter o meu pai de volta.
Depois também há os amigos, o apoio e o carinho de tantos que nos são importantes e que nos tornam os dias diferentes. Quase tudo o resto é paisagem, e eu hoje não me apetece muito escrever. Nem sobre o que nos enche o coração nem sobre a paisagem. Sou capaz de voltar ao tema amanhã ou depois e palrear sobre a XXIV edição dos 15 Km de Benavente. Não hoje, não agora.

Até amanhã querido diário.
Classificações dos 15 Km de Benavente 2011
Fotos dos 15 Km Benavente na AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras
e no Album Picasa do CCD Alvitejo
1h22m13s foi o tempo que levei da Partida à Chegada, numa média de 5:27 / Km, juntamente com o António. Começáramos os três, eu, o António Pereira e o Adelino, mas o Adelino ficou para trás nos primeiros quilómetros.
Correu bem. A Corrida e eu também.
Classificações dos 15 Km de Benavente 2011
Fotos dos 15 Km Benavente na AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras
e no Album Picasa do CCD Alvitejo
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Boa Vida!
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
35ª Meia Maratona de S.João das Lampas
Escrever sobre a Meia Maratona de S.João das Lampas, é uma honra e um prazer.Saber que esta Meia Maratona nasceu era eu uma menina de 8 anos e dava precisamente nesse ano de 1977 os primeiros passos na Corrida, ao mesmo tempo que a Corrida para todos em Portugal dava também esses mesmos passos, inspira-me um respeito e uma admiração como se só esse facto por si fosse revelador da riqueza e valor desta prova.
Só a conheci tardiamente, ia ela já na sua 29ª edição, decorria o ano de 2005. Depois de durante anos me meterem muito medo, pela fama alcançada, e exagerada na minha modesta opinião, de ser esta a Meia Maratona das Rampas, muito difícil e dura pelo seu percurso de constantes subidas e descidas, lá me atrevi a corrê-la.
Corri e de tal forma a senti e vivi, dura sim, mas prova mágica, de carisma excepcional, fruto do trabalho de uma equipa dedicada e orientada por um Homem de uma simplicidade e humildade invulgar, trabalhador e empreendedor, resistente e persistente como Maratonista que é, de seu nome Fernando Andrade, que nunca mais deixei de lá ir e é sempre prova obrigatória, a que não vou nunca querer faltar. Tem sido assim desde então, e não foi diferente este ano.
A prova tem site próprio, inscrições on-line e boa divulgação e informação. Realiza-se ininterruptamente desde 1977, quando a 6 de Setembro apresentou a 1ª edição. Nos últimos anos tem visto aumentar o seu número de participantes, e este ano com 421 atletas a chegar à meta teve um aumento de participações de 10% em relação ao ano passado, provavelmente sendo esta edição a 3ª mais participada (a 10ª e 11ª edições tiveram cerca de 600 e 500 e tal respectivamente, estabilizando-se depois para 200 a 300 atletas).
A entrega de dorsais realizou-se de forma regular. O ambiente era festivo e animado.
A Prova teve uma grande e excelente reportagem fotográfica, a cargo da AMMA - Atletimo Magazine Modalidades Amadoras, disponibilizando ainda um Diploma aos atletas com a sua chegada à meta.
A partida foi dada a horas, com os participantes da Mini/Caminhada a partirem em simultâneo na cauda dos atletas.
O percurso estava bem assinalado, com quilómetros marcados, suficientes abastecimentos de água oferecidos zelosamente por jovens e empenhados voluntários, satisfatório condicionamento do trânsito mediante o esforçado trabalho da GNR (esta é uma melhoria notável em relação a edições mais antigas), excelente apoio de voluntários e da população em geral. Controlo por chip, resultados disponibilizados rapidamente e entrega de prémios em palco digno e altaneiro como as serras.
A Organização esteve a cargo de Meia Maratona de S. João das Lampas - Grupo de Dinamização Desportiva, com o apoio de Câmara Municipal de Sintra e da Junta de Freguesia de S. João das LampasA partida foi dada a horas, com os participantes da Mini/Caminhada a partirem em simultâneo na cauda dos atletas.
O percurso estava bem assinalado, com quilómetros marcados, suficientes abastecimentos de água oferecidos zelosamente por jovens e empenhados voluntários, satisfatório condicionamento do trânsito mediante o esforçado trabalho da GNR (esta é uma melhoria notável em relação a edições mais antigas), excelente apoio de voluntários e da população em geral. Controlo por chip, resultados disponibilizados rapidamente e entrega de prémios em palco digno e altaneiro como as serras.
Prémios de participação para todos: t-shirt, livro, mochila, batatas fritas e bolos regionais.
Prémios monetários por classificação, geral e por escalão.
Mas o que é que esta Meia tem de especial? A meu ver, a prova transpira em cada passo, a postura singular do seu mais antigo e principal autor e promotor: Fernando Andrade, postura essa acima descrita. O ambiente das aldeias por onde se passa a correr, as serras altaneiras e o seu ar puro, os moinhos, as gentes à porta dos cafés e das casas a despedirem-se com um "até para o ano", o cheiro a terra e a estrume dos animais, as inúmeras e constantes subidas e descidas a proporcionarem-nos uma visão dos atletas entre as serras, o tanque de água onde nos refrescamos pelo caminho, o carinho e a animação em S.João das Lampas, quer na passagem a meio da prova, quer na meta, onde nos espera um tapete verde e o pórtico mais original, bonito e mimoso que conheço, que atravessamos quando desligamos o cronómetro e damos esta etapa por vencida, com um sorriso nos lábios, um nó na garganta ou lágrimas nos olhos, enquanto intimamente dizemos "Até para o ano Meia Maratona de S.João das Lampas".
Saíram assim as palavras. Nem belas ou ordenadas. Apenas saíram assim. Livres.
"Até para o ano, Meia Maratona de S.João das Lampas, na tua 36ª edição."
Resultados:
No sector Masculino:
1º Carlos Silva, do Sporting C.Portugal, com 01:10:28
2º Bruno Fraga, do GDR Reboleira, com 01:11:50
3º Adelino Monteiro, do Sporting C.Portugal, com 01:14:01
No sector Feminino:
1ª Anabela Tavares, do CRD Arrudense, com 01:23:18
2ª Lucinda Moreiras, do FC Penafiel, com 01:26:49
3ª Cátia Galhardo, Individual, com 01:28:40
Mais algumas imagens:
Olhem mais uma subidinha:
Nem por isso deixo de sorrir:
O melhor prémio: depois de 2 horas de ter partido, reencontrar o meu Pai, de novo de máquina em punho, praticamente no meio da recta da meta quando já me faltavam poucos passos para a alcançar:
Site da 35ª Meia Maratona de S.João das Lampas
domingo, 11 de setembro de 2011
35ª Meia Maratona S.João das Lampas
Corri e corri muito bem! Muitíssimo bem, aliás: sempre entre amigos, dos quais destaco o António Pereira que mais uma vez me acompanhou do princípio ao fim.
Demorei para correr a 35ªMeia Maratona de S.João das Lampas 02:07:55 média de 06:01 min/km
Algumas imagens:




Foto de Mafalda, do blogue de João Lima
Fotos e Diplomas no sítio da AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras
Resultados no site da Organização
Habitual texto da Maria sobre a 35ª Meia Maratona S.João das Lampas:
Até amanhã querido diário
Demorei para correr a 35ªMeia Maratona de S.João das Lampas 02:07:55 média de 06:01 min/km
Algumas imagens:
Fotos e Diplomas no sítio da AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras
Resultados no site da Organização
Habitual texto da Maria sobre a 35ª Meia Maratona S.João das Lampas:
Até amanhã querido diário
terça-feira, 6 de setembro de 2011
24ª Corrida do AvanteIntegrada na 35ª Festa do Avante, realizou-se pela 24ª vez a Corrida da Festa no passado dia 4 de Setembro de 2011. Com partida e chegada junto ao recinto da Festa, na Amora, a prova levou os atletas até ao Seixal, sempre junto à Baía, contornando-a, a qual emprestou à prova um cenário muito bonito.
Bastante minimizado mas não eliminado o habitual problema de grande congestionamento na zona da partida e principalmente da chegada, com os próprios atletas que já cortaram a meta e autocarros com visitantes da Festa, a estorvarem os atletas ainda em prova, cenário característico de edições anteriores, este ano a prova esteve bastante bem.
Saliente-se as inscrições gratuitas, um percurso belo, plano e bem sinalizado, marcação de quilómetros, trânsito cortado (com excepção da zona da Festa com os já mencionados autocarros), suficientes abastecimentos de água, e temos uma excelente corrida, ainda que se possa melhorar a questão do controlo no retorno que foi feita por entrega de fitas e o fluxo constante de atletas a encher a estrada dificultou ou mesmo impediu a eficácia desse controlo, não sendo pequeno o número de atletas que lá passaram e não apanharam a fita, não tendo por isso deixado de cumprir todo o percurso. Igual ponto a melhorar, seria uma zona de partida/chegada, mais ampla, mas é compreensível a dificuldade se não se quiser afastar a Corrida da Festa.
Uma t-shirt como prémio de presença e um diploma que dava acesso gratuito ao recinto da Festa do Avante, onde se podia assistir ao Comício com a intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do Partido Comunista Português, a debates, manifestações culturais e vários concertos.
A prova teve uma participação muito para além do milhar de atletas e de uma forma geral está toda a organização de Parabéns! Eu participei e fiquei muito satisfeita, e bastante surpreendida pela positiva face a experiências menos boas em edições de há uns anos atrás.
Ana Pereira
mais algumas imagens:
A minha Corrida
A minha Corrida é como a de toda a gente: é sempre um "show"! O António correu comigo do princípio ao fim e se ele puxava, eu com mais ou menos dificuldade, respondi e não o larguei.
Fizemos os 11,420 Km da prova em 1h00m43s, média de 5:19 / Km
Fiquei contentíssima de ter aguentado e não ter quebrado, e de ter conseguido arrastar o meu pé envolvido em meia elástica. Piorou com a corrida, mas já está melhor de novo agora.
E agora... agora espera-me sábado a 35ª Meia Maratona de S.João das Lampas! Como? Assim, como estou! Conto partir, correr e chegar. Se conseguirei e em que condições o farei (ou não) só se saberá depois...
Por isso... aguardem-me pois...
E entretanto, uma boa semana para todos
domingo, 4 de setembro de 2011
Festa Do Avante - A Corrida
A Maria levantou-se cedo, pegou no Pipas e rumou à Margem Sul, atravessando o rio e junto à Baía do Seixal matou saudades e correu a Corrida da Festa do Avante.
O Diploma de Participação e o dorsal com que correu (736):
O Diploma destacado:
Carregue nas imagens para ampliar e ver a "excelente" marca da Maria (?? "excelente" ?? - eu sempre soube que esta rapariga distorcia os factos)
Em cima: com a t-shirt da Corrida, já depois da prova e do banho perfumado
A estória da Maria sobre a Corrida do Avante 2011, a Corrida da Festa, só sai mais logo, ou mesmo só amanhã, precisamente neste local, para quem quiser ouvir/ler/saber...
Fotos da Corrida do Avante, por José Carlos Pinto, na AMMA, Atletismo Magazine Modalidades Amadoras
O Diploma de Participação e o dorsal com que correu (736):
O Diploma destacado:
Carregue nas imagens para ampliar e ver a "excelente" marca da Maria (?? "excelente" ?? - eu sempre soube que esta rapariga distorcia os factos)
Em cima: com a t-shirt da Corrida, já depois da prova e do banho perfumado
A estória da Maria sobre a Corrida do Avante 2011, a Corrida da Festa, só sai mais logo, ou mesmo só amanhã, precisamente neste local, para quem quiser ouvir/ler/saber...
Fotos da Corrida do Avante, por José Carlos Pinto, na AMMA, Atletismo Magazine Modalidades Amadoras
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
"A importância do Ponto" ou outra vez "O efeito do exercício físico"
todo o dia me doeu a cabeça
ao longo do dia tomei 4 aspirinas
não me passou a dor de cabeça
ao fim do dia fui para a piscina e nadei 50 minutos
passou-me por completo a dor de cabeça
ponto
ao longo do dia tomei 4 aspirinas
não me passou a dor de cabeça
ao fim do dia fui para a piscina e nadei 50 minutos
passou-me por completo a dor de cabeça
ponto
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
A importância da Vírgula
terça-feira, 30 de agosto de 2011
10º Trilhos do Monsanto - a prova, ou "O desaparecimento do dorsal 134" ou ainda "A Sorte que eu tive"
Eu não quero fazer análises nem relatos artísticos ou estatísticos. E muito menos falar dos vencedores e das marcas obtidas com eventual significado nacional. Sim, porque os Trilhos do Monsanto é uma prova integrada no calendário do Circuito Nacional de Montanha 2011 e a sua organização a cargo da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica e das Terras de Aventura, teve o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e da Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada. Por isso teria tudo para ser anunciada e divulgada e depois bem noticiada com profissional reportagem nos meios de comunicação social de grande prestígio. Mas isso não aconteceu.
E eu sou só uma mulher que corre. E só quero dizer que adorei a corrida. Não sendo novata em provas de Montanha e nascida e criada e trabalhadora durante mais de 20 anos no coração de Lisboa, espantosamente nunca tinha corrido os Trilhos, mesmo já conhecendo o Monsanto, pulmão verde da minha cidade. E nos Trilhos descobri uma Montanha dentro da minha cidade: Lisboa. Não muito alta mas grande em verde e suas sombras frescas. Grande em terra e odores. Simplesmente grande e magnífica.
Foi-me fácil a inscrição com o pagamento, via mail, foi-me no entanto muito difícil e demorado o levantamento do dorsal mediante o crescente aparecimento de "problemas" com inscrições e a falta de flexibilidade e expediente da organização para os resolver. No meu caso, tinha levado comigo o comprovativo de pagamento, inclusive o comprovativo da própria organização acusando o recebimento e confirmando as inscrições (minha e do António Pereira), ambos constávamos na lista de inscritos afixada no secretariado da prova, ele com o dorsal 135 e eu com o 134. Com ele estava tudo bem, mas o meu dorsal (134 de acordo com lista da organização) tinha simplesmente desaparecido... Aceita-se um engano, uma entrega indevida, uma rabanada de vento que o levasse para o céu, e tudo continuaria a estar bem se a organização não se mostrasse impotente para resolver o problema (?) quando tudo indicava e provava que a minha inscrição estava feita e paga. O problema (?) residia no facto de "não haver mais dorsais" e a senhora parecia não saber sair desta situação difícil (?)... Depois, fala com A, com B, com C, correu o alfabeto todo e por fim depois de muitos minutos decorridos, diz-me que eu tenho sorte e lá vem com um dorsal, de seu número 509, onde escreve à mão o meu nome e apelido. Sorte? Eu sorri, aceitei o papel chamado dorsal e repeti para ela "Tive muita sorte! Olhe a sorte que eu tive! Muito obrigada!" Saí dali o mais depressa que pude, desculpando o amadorismo e nervosismo enquanto outros atletas lá ficaram a tentar resolver problemas idênticos. Desejei-lhes "boa sorte" e saí para a rua. Ainda a tempo para um café, equipar-me, aquecer e apresentar-me na zona de controlo.
Portal insuflável para a partida. Os Caminheiros tinham partido 15 minutos antes. Partida dada.
Algum asfalto e depois terra e muito e muito verde. Por tudo aquilo vale a pena! A vegetação e seu cheiro, os ramos a tocarem-nos nas pernas e nos braços, as pedras e as raízes das árvores a romperem do solo. As dores no pé, o levantar cedo, os treinos que fiz e todas as batalhas vencidas para poder correr. Tudo isso estava agora compensado ali, durante quase hora e meia no meu caso. E que importa isso? Tinha o meu pai de novo à minha espera, inspirava vida em cada inalação e em cada passo dado. Foram assim os meus Trilhos do Monsanto.
O percurso muito bem marcado, de dificuldade ligeira a moderada, quer em desnível quer em perícia e técnica exigida, suficientes abastecimentos de água, simpatia dos voluntários, excelente cobertura fotográfica - AMMA, saco no final com água, bolachas e chocolates e t-shirt de algodão. Excelente controlo de trânsito também facilitado pelo pouco asfalto que pisamos.
Classificações disponibilizadas com rapidez. Prémios monetários para os primeiros classificados e conste na história que aqui acaba que o dorsal 509 saiu de lá muito satisfeito. Já do 134 nada sabemos e a sua história continua por contar.
Classificação geral:
No sector masculino:
1º Rui Muga, do Mogadourense, com 45:06
2º Pedro Rodrigues, do Mogadourense, com 45:24
3º José Sousa, do ARC Águias de Alvelos, com 46:15
No sector feminino:
1ª Fernanda Miranda, do ARC Águias de Alvelos, com 54:30
2ª Amélia Vieira, do GDC Castelo de Paiva, com 58:01
3ª Verónica Scutaru, do Garmin Olímpico de Oeiras, com 58:24
Algumas imagens
Poucos metros depois da Partida:
A poucos metros da Meta:
E uma boa sequência na Meta, apanhada pelo José Gaspar, da AMMA:



Durante a prova, hei-de recordar sempre os Trilhos do Monsanto, uns bocados correndo e outros...andando!

Fotos da AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras, estas duas especificamente do trabalho fotográfico de seu colaborador Manuel António
E eu sou só uma mulher que corre. E só quero dizer que adorei a corrida. Não sendo novata em provas de Montanha e nascida e criada e trabalhadora durante mais de 20 anos no coração de Lisboa, espantosamente nunca tinha corrido os Trilhos, mesmo já conhecendo o Monsanto, pulmão verde da minha cidade. E nos Trilhos descobri uma Montanha dentro da minha cidade: Lisboa. Não muito alta mas grande em verde e suas sombras frescas. Grande em terra e odores. Simplesmente grande e magnífica.
Foi-me fácil a inscrição com o pagamento, via mail, foi-me no entanto muito difícil e demorado o levantamento do dorsal mediante o crescente aparecimento de "problemas" com inscrições e a falta de flexibilidade e expediente da organização para os resolver. No meu caso, tinha levado comigo o comprovativo de pagamento, inclusive o comprovativo da própria organização acusando o recebimento e confirmando as inscrições (minha e do António Pereira), ambos constávamos na lista de inscritos afixada no secretariado da prova, ele com o dorsal 135 e eu com o 134. Com ele estava tudo bem, mas o meu dorsal (134 de acordo com lista da organização) tinha simplesmente desaparecido... Aceita-se um engano, uma entrega indevida, uma rabanada de vento que o levasse para o céu, e tudo continuaria a estar bem se a organização não se mostrasse impotente para resolver o problema (?) quando tudo indicava e provava que a minha inscrição estava feita e paga. O problema (?) residia no facto de "não haver mais dorsais" e a senhora parecia não saber sair desta situação difícil (?)... Depois, fala com A, com B, com C, correu o alfabeto todo e por fim depois de muitos minutos decorridos, diz-me que eu tenho sorte e lá vem com um dorsal, de seu número 509, onde escreve à mão o meu nome e apelido. Sorte? Eu sorri, aceitei o papel chamado dorsal e repeti para ela "Tive muita sorte! Olhe a sorte que eu tive! Muito obrigada!" Saí dali o mais depressa que pude, desculpando o amadorismo e nervosismo enquanto outros atletas lá ficaram a tentar resolver problemas idênticos. Desejei-lhes "boa sorte" e saí para a rua. Ainda a tempo para um café, equipar-me, aquecer e apresentar-me na zona de controlo.
Portal insuflável para a partida. Os Caminheiros tinham partido 15 minutos antes. Partida dada.
Algum asfalto e depois terra e muito e muito verde. Por tudo aquilo vale a pena! A vegetação e seu cheiro, os ramos a tocarem-nos nas pernas e nos braços, as pedras e as raízes das árvores a romperem do solo. As dores no pé, o levantar cedo, os treinos que fiz e todas as batalhas vencidas para poder correr. Tudo isso estava agora compensado ali, durante quase hora e meia no meu caso. E que importa isso? Tinha o meu pai de novo à minha espera, inspirava vida em cada inalação e em cada passo dado. Foram assim os meus Trilhos do Monsanto.
O percurso muito bem marcado, de dificuldade ligeira a moderada, quer em desnível quer em perícia e técnica exigida, suficientes abastecimentos de água, simpatia dos voluntários, excelente cobertura fotográfica - AMMA, saco no final com água, bolachas e chocolates e t-shirt de algodão. Excelente controlo de trânsito também facilitado pelo pouco asfalto que pisamos.
Classificações disponibilizadas com rapidez. Prémios monetários para os primeiros classificados e conste na história que aqui acaba que o dorsal 509 saiu de lá muito satisfeito. Já do 134 nada sabemos e a sua história continua por contar.
Classificação geral:
No sector masculino:
1º Rui Muga, do Mogadourense, com 45:06
2º Pedro Rodrigues, do Mogadourense, com 45:24
3º José Sousa, do ARC Águias de Alvelos, com 46:15
No sector feminino:
1ª Fernanda Miranda, do ARC Águias de Alvelos, com 54:30
2ª Amélia Vieira, do GDC Castelo de Paiva, com 58:01
3ª Verónica Scutaru, do Garmin Olímpico de Oeiras, com 58:24
Algumas imagens
Poucos metros depois da Partida:
A poucos metros da Meta:
E uma boa sequência na Meta, apanhada pelo José Gaspar, da AMMA:



Durante a prova, hei-de recordar sempre os Trilhos do Monsanto, uns bocados correndo e outros...andando!

Fotos da AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras, estas duas especificamente do trabalho fotográfico de seu colaborador Manuel António
domingo, 28 de agosto de 2011
10º Trilhos do Monsanto - Lisboa Verde
E isso é o importante hoje.
Está velhote o Melro, mas "bem". Gostou ele de reencontrar amigos, e mais gostei eu por ele.
Corri sempre na companhia do meu Amigo António Pereira, e percorri os 11,880 Km em 01:25:03, média de 7:09 / Km.
Fui 350ª classificada entre 416 atletas chegados à meta
Não é que eu tenha estado bem, mas note-se que se trata de uma prova de Montanha e cuja altimetria é a seguinte:
O pezinho, como a Sandra Silva carinhosamente chamou, está cada vez mais lixado, pois o piso irregular e o desnível obrigaram a um bom esforço, mas ... apesar de novo inchado e dorido, não me vai fazer parar!
Amanhã a história - a minha pois claro - dos 10º Trilhos do Monsanto, aqui neste mesmo local.
Até amanhã querido diário
Fotos do 10º Trilhos do Monsanto no site da AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras
e no album Picasa de Pedro André
Aqui as Classificações do 10º Trilhos do Monsanto
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