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domingo, 30 de dezembro de 2012

Partilhar

Partilhar é necessário.

Partilhar-me é-me necessário.

Entrega, necessidade, bondade ou até maldade... A palavra pode ser tudo. Ou nada. Apenas palavra.

Partilho os treinos. Partilho-me. Em demasia por vezes. Pateta e ridícula muitas vezes.

Necessidades.

Os treinos têm acontecido. Com alguma regularidade. Querem-se dia sim dia não, e é esse o objectivo a alcançar, ainda não solidificado. Quero chegar a fim de Janeiro 2013 e sim, poder dizer que treino, efectivamente treino, correndo dia sim dia não.

Hoje é dia de não treinar. Outras corridas, aqui por casa mesmo.

O fim do ano aproxima-se. 2012 escoa as últimas horas. Há que fazer!

video
Quere-se mais uma viagem no Carrossel.

"Ai eu quero...
Eu quero andar no carrossel da multidão"

António Manuel Ribeiro, UHF

Bom resto de 2012 para todos!!!

E amanhã, quando faltarem cerca de 6 horas para 2013, aqui a menina espera estar a correr! Na São Silvestre da Amadora! Ah, e é verdade, os dorsais têm de ser levantados hoje!

Até amanhã querido diário!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

As prendas de Natal

Em véspera de Natal, quando passarem por uma montra, com pessoas que vos amam ao lado, nunca digam:

"Ohhhhh que fofinho e que giro!"

E principalmente se vos perguntarem:

"Gostas?! Gostavas para ti?!", nunca mas nunca jamais respondam "Sim...é giro..." (a não ser que o queiram mesmo muito!), não vá alguém levar-vos a sério e receberem o dito objecto embrulhado em forma de prenda de Natal...
As melhores prendas: o habitual... saúde, uma noite feliz com quem amamos e que nos ama, comida, lareira, calor, casa...e Amor, muito Amor.

Barriguinha cheia, à espera de abrir as prendas:
Adoro esta prenda:
E esta! Alguém perdeu a cabeça!
 obrigada doninha!


Treinos: dia de Natal, logo de manhã cedo. Dormem as ruas. Ar fresco. Ruas lavadas.

Está cansada a rapariga. Não sabe de quê. Corre. Devagar. Cansada. Mas corre.
8 km para dar seguimento aos 10 que correu no sábado.

É que há aí uma certa S.Silvestre a que ela queria muito ir. Amadora, dia 31 de Dezembro. Para acabar o ano em beleza: a correr!

Bom dia de Natal para todos!

domingo, 23 de dezembro de 2012

O Natal certo: Natal de Porta Aberta



Vinde, entrai e escutai: Aqui é Natal de porta aberta...

Sim. Porque aqui não entra o Frio!


************   Feliz Natal ************



Podia Ser Natal...

"Podia haver uma luz em cada mesa
E uma família em cada casa
Jesus em Dezembro, aqui na Terra
Podia ser Natal e não ser farsa.

A história certa é
Natal de porta aberta
A ceia servida é a vida
Do Criador

Podia ser notícia o fim da Amargura
Que divide os homens por trás dos canhões
A fome e a miséria servem a loucura
Que forja profetas e divide as nações.

A história certa é
Natal de porta aberta
A ceia servida é a vida
Do Criador

Podia ser verdade o tom e o discurso
Desse velho actor falando aos fiéis
Mas nada se passa na noite do mundo
Máscaras de dor, pequenos papéis

A história certa é
Natal de porta aberta
A ceia servida é a vida
Do Criador

A história certa é
Natal de porta aberta
Podia ser Natal..."

  
in - Podia ser Natal, Sierra Maestra, António Manuel Ribeiro


Vai mas é treinar, entre um Sonho e uma Rabanada! - sim, sim, também, mais logo, Pai Natal!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

19ª S.Silvestre do Porto... uma vivência, uma visão

E o Porto estava esplêndido. Um fim de tarde em que a chuva deu tréguas e a noite estava magnífica.  Nem parecia Dezembro. Pouco frio, nenhuma chuva. Apenas um ar fresco, que inalado profundamente a enchia de satisfação.

A luz do dia deu lugar à noite e o Porto encheu-se de gente para correr. Perto de 6000 para percorrerem 10 Km num percurso novo mas igualmente duro comparado com o anterior onde se repetiam 2 voltas de 5. E perto de 4000 pessoas que decidiram correr menos ou apenas caminhar.

A partida estava dividida por tempos e os atletas partiriam de acordo com o que valiam. Elas tinham dorsal VIP, não por valerem 30 e pouco (ou menos!) aos 10 como os demais ali presentes, mas por cortesia da organização. Uma delas não queria partir dali. É sempre uma partida rápida e vai-se atrapalhar quem realmente "anda", mas a outra não queria partir lá trás! Assim, para não se separarem, uma delas cedeu. Foi esta! Partiram da frente, apenas se posicionaram atrás da meia dúzia de verdadeiros VIP's que ali estavam.

Erro crasso! Assim que baixam a fita para os da 1ª fila se juntarem aos VIP's, a massa avançou em bloco excitado e de repente elas viram-se no meio de milhares de corpos já transpirados e de odor pouco recomendável e assim ainda aguardaram poucos mas demasiados segundos até que se desse o tiro da partida. Cabeça levantada em busca de ar limpo e de mãos dadas e braço dado uma à outra, elas seguravam-se e juntas protegiam-se.

O tiro! Fogo de artifício que mal se apreciou pois a principal preocupação era não pisar, não ser pisado, não ser derrubado! Como o atleta ao lado delas, caído, pisado e não há tempo nem espaço para ajudar! É avançar. Debandada cega, empurrões e encontrões! Afinal parece que havia muitos mas mesmo muitos candidatos ao pódio e ninguém sabia! O Ser Humano consegue ser do mais irracional que há! Animalesco e bruto. Manada de búfalos em fúria! De que elas fizeram parte, como todos os outros. E elas...correram agarradas uma à outra cerca de 500 metros. Juntas, braço dado apertado, minúsculo bloco mas mais solido que um corpo só. Corriam e riam num misto de excitação, medo, pavor e alegria.
Ao fim desses 500 metros separam os corpos mas mantiveram-se unidas. Fizeram a corrida toda juntas. Lado a lado, ora passam um ou outro atleta, ora avança uma ora avança outra. Espera uma, espera outra. Acabaram juntas com 59m16s e ainda tiveram forças para acelerar para a meta para fazerem precisamente abaixo da hora, como conseguiram.

Uma corrida excelente a de ambas. Proporcionada por uma organização profissional e competente. Muito.

Percurso bem assinalado, livre de trânsito, com  abastecimentos pelo meio, com público em muitas zonas da cidade, com animação ao longo de um longo túnel bem iluminado, com policiamento e segurança, com apoio médico e com todas as condições para se correr bem.

A camisola para todos é de muito bom gosto, embora isso seja subjectivo, tal como a medalha, muito bonita.

Está pois mais uma vez, de Parabéns, a organização Runporto!

A prova para o ano estará na sua 20ª edição. Estas duas querem lá voltar a correr! E tu que a correste ano, queres lá voltar? E tu que não a correste?

E a minha prova foi assim este ano, com um coração a trabalhar na perfeição, não fosse ele uma grande máquina:

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

S.Silvestre Cidade do Porto

Noite de domingo, 16 de Dezembro de 2012

Porto
 
"Pelo Mundo à procura de mim

Nada me toca
Nada me excita
Somo agora
As contas da vida

Não me comovo
afasto a dor
Às vezes sem rumo
outras vezes actor

.../...
E por isso pergunto
Que faço aqui
Se ando pelo mundo
À procura de mim
De mim..."

António Manuel Ribeiro, UHF


Às vezes parece que as palavras de outros dizem mais e/ou melhor do que nós algum dia seríamos capazes de nos traduzir. Por isso usamo-las. As palavras de outros.


A 19ª S.Silvestre Cidade do Porto, vivida pela Maria Sem Frio Nem Casa, que à força de não ter casa, tem a vantagem de se sentir verdadeiramente em casa quando pousa a sua cabeça sobre uma almofada num lugar recôndito qualquer do mundo e se sente genuinamente bem. Bem consigo mesma e bem com o mundo. Sente-se verdadeiramente "em casa" nesses momentos. E por incrível que pareça, este fim-de-semana com a S.Silvestre Cidade do Porto fê-la sentir-se plenamente "em casa" apesar dos 300 km que a separavam do lugar onde habitualmente passa os seus dias.


Sobre a S.Silvestre em si, nela...só amanhã meus caros.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

19ª S.Silvestre Cidade do Porto

Por hoje só em imagens, amanhã pousarão por aqui um pelotão de palavras.

A bonita camisola, dorsal e chip:

O Melro, desta vez não se reuniu as condições necessárias para fazer a sua habitual "reportagem" fotográfica e ficou nos bastidores muito bem acomodado como se vê:


A Corrida:

Fotos propriedade da Runporto:





A nossa chegada à Meta (fotos gentilmente "cedidas" pela Marathon.photos):

)



Corremos 10 km em 59m16s. Não me parece nada mal!

O Certificado da minha participação e chegada à Meta:
 A medalha (frente):
 E verso:

E depois do banho, é repor energias em boa companhia:




sábado, 15 de dezembro de 2012

é já amanhã...

... a S. Silvestre Cidade do Porto, que se realiza pela 19ª vez!

Esgotaram-se as inscrições e esperam-se cerca de 10.000 pessoas a correr e a caminhar pelas ruas da Invicta, a partir das 18:00 hrs sob as iluminações de Natal.

Tudo aponta para que eu seja uma delas. Uma entre elas. A palmilhar de novo aquelas ruas neste Dezembro de 2012.

Como o fiz...

em Dezembro de 2010
em Dezembro de 2009

em Dezembro de 2006


e noutros Dezembros perdidos no tempo.

Gosto do Porto em Dezembro!

Até amanhã Porto!


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

ainda a Maratona de Lisboa e a minha participação nela em forma de Estafeta

A Estafeta

A Estafeta na Maratona permitiu a centenas de atletas participarem na mesma sem terem de correr os 42.195 metros. Farão companhia aos Maratonistas, darão animação, encherão as ruas, dirão muitos, mas no meu entender, que até gostei imenso de ter participado na Estafeta, tiram o brilho à Maratona. Não gostei de ser "confundida" com os Maratonistas, não gostei de ser aplaudida como se estivesse a correr a Maratona. Não gostei de estar na Maratona sem correr a Maratona. Mas isto sou eu que sou muito esquisita.

Olho para o meu umbigo e digo que foi bestial! Adorei correr com estas amigas e sentir o espírito da equipa. A responsabilidade, o saber que todas contamos com o nosso esforço para o "sucesso" de todas.

Quando a Carla me desafiou, hesitei mas não muito. Com agrado escolhi o último percurso, com o qual parecia que ninguém simpatizava e que partia ao km 30 para terminar precisamente na Meta, 12.195 metros depois. Para mim, seria o culminar do esforço de todas. Cortaria a Meta e daria por bem empregue o esforço e os passos de todas. Daria o meu melhor e com isso sentir-me-ia bem. Puro engano que ainda não sabia o que estava para me acontecer.

A noite de véspera fora de ligeira borga, mas suficiente para me tirar umas horas de sono. E se previa só começar a correr lá pelo meio dia, não deixei de ir com bastante antecedência como gosto de fazer.

Belém. Muitos atletas na zona de transmissão do testemunho. Conta-se que estavam inscritas umas 180 equipas. Vejo os atletas passarem em sentido contrário ao que eu iria, vejo passar o meu amigo Joaquim Adelino e logo a seguir a Carla, que fazia o 3º percurso da minha equipa, teria de ir lá abaixo, fazer o retorno para então voltar e me entregar a pulseira/testemunho. Ia muito perto do Adelino que corria a Maratona. Pensei logo, a Carla há-de-me passar o testemunho e eu faço a prova com o Adelino até à Meta, sendo ele Maratonista!

Esperei. Esperei. Esperei. Não que a Carla demorasse muito mas o frio e a ansiedade fez-me sentir a espera demasiado longa e deu para me enregelar.

Por fim avisto o Adelino! Lá vem ele! Mas... e a Carla?  Ou ele se adiantou ou ela se atrasou mas a distância entre eles passou de 2 metros para... muitos e largos minutos.
Lá vem o Adelino!
Por fim avisto a chama vermelha, cor escolhida pela nossa equipa. A Carla aí vinha. Feliz e contente. entrego-lhe o casaco dela, pego na pulseira suada (afinal já corria há 30 km!) e sigo toda contente. Ainda queria ir apanhar o Adelino e concretizar o que tinha planeado.
A transmissão

A Carla já depois de me ter passado o testemunho
Vou a ritmo vivo. Estou gelada. O ar frio dá-me energia e faz-me correr mais depressa. Ultrapasso imensos Maratonistas. Perante o olhar de lado da maioria deles, vou explicando que só estou a fazer a Estafeta! E sigo. Por fim apanho o Adelino (pelo km 3,7 Km) e dou-me muito feliz por isso pois já podia reduzir o ritmo a que vinha, que confesso... demasiado rápido para mim neste momento.

Vamos juntos nas calmas até ao km 5 (meu), mas o Adelino diz-me já ir um bocado estoirado e resolve parar um bocado no abastecimento ao km 35 da Maratona (km 5 para mim). Eu sigo sozinha. Acelero um pouco o ritmo a que vinha embora não tão forte como até apanhar o Adelino e continuo a ultrapassar Maratonistas.

Praça do Comécio, Martim Moniz, Rua da Palma e agora é aquela subida, pouco acentuada mas muito longa, até ao Areeiro.

Pelo caminho vou encontrando amigos, e ia bem. Ao 53 minutos de prova, passava pouco dos 9 km de prova, encontro o Pedro Carvalho, estreante e sigo com ele, mas praticamente de forma instantânea sinto o coração disparar no peito (Taquicardia) e os meus batimentos cardíacos passaram dos confortáveis, estáveis e regulares 165 bat. / min, para 221 bat. / min., vindo-se a confirmar pelo registo do Garmin que a brincadeira durou 8 minutos, com batimentos médios de 220 / min, chegando mesmo a atingir 233. Oito minutos em que caminhei, levantei os braços, tossi, conversei com o Pedro que entretanto tinha também começado a caminhar, e assim de repente, tal como começou...parou! Como se um interruptor se desligasse. Deixei de sentir o coração! Não, não morri, ainda, pensei, apenas não sinto aquele cavalo bravo à solta no peito, e olho para o Garmin e marca, claro, 143 bat / min, o normal para quem ia a caminhar numa subida. Então, que faço agora? Tenho uma corrida para acabar. Aquelas miúdas estavam à minha espera na meta, só tinha de recomeçar a correr, entrar naquele estádio e cortar a meta por nós quatro! Assim fiz, mesmo deixando o Pedro para trás que entretanto também já começara a correr, e se veio a consagrar Maratonista minutos depois!

E na Meta, lá estão os meus fotógrafos preferidos, dos quais destaco o meu pai, claro! Cortar uma Meta sem ele não é a mesma coisa.

4º percurso (eu), Pedro Carvalho, Maratonista há minutos,  o 1º percurso (Isa) e o 2º percurso (Rute)
A nossa equipa, agora também com a Carla que fez o 3º percurso
As meninas da minha equipa lá estavam também a fazer uma grande festa e outros amigos também.

Chego bem, mas algo preocupada. O que me acontecera, se por um lado não é inédito, também nunca me aconteceu em plena prova ou treino e nunca durou tanto tempo.

Terminei assim, o meu percurso de 12,195 Km em 1h15m27s.

E esta é a história da minha Estafeta na Maratona de Lisboa. Porque para falar da Maratona teria de ter corrido a Maratona e isso não aconteceu.

Reparei que o abastecimento dos 35 estava de facto abastecido quer de sólidos quer de líquidos, havia bastante água, um percurso sem trânsito, uma prova animada pelo elevado número de pessoas a correr, não só Maratonistas. Gostei da entrada no estádio e das metas. Das fotos da AMMA, As classificações parece que sofreram uma certa baralhação e  diversas correcções e erros. Gostei das medalhas. Não gostei da feira nos dias antecedentes onde se levantavam os dorsais.

E esta é a história da minha Estafeta na Maratona de Lisboa. E não me apetecia escrever, e ainda bem que não me apetecia, porque a ver pelo longo texto, se me apetecesse, só parava de escrever amanhã de manhã.

E agora há que ir ao médico. Fazer exames e perceber as causas e as possíveis consequências.

Já fui! Claro que devo continuar a correr! Claro que sim! Nas calmas, diz ele. (que sorte ter um médico que também corre!!!) E para evitar as provas. Evitar as provas, doutor?! Mas estou inscrita já para a São Silvestre do Porto no domingo! Se fosse a si não ia. Mas... Só se for "a brincar"... Sim, irei "a brincar", e não é sempre assim, "a brincar" que faço as provas?

Até amanhã querido diário, e sim, já treinei depois deste episódio e a máquina portou-se lindamente! Claro que treinei "a brincar" (8 Km em 50 min.).

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Coração avariado

















A minha Maratona de Lisboa, (em Estafeta, 4º percurso - dos 30 Km aos 42,195 Km - distância corrida: 12.195 metros) feita com um coração avariado:

Estafeta - MARATONA DE LISBOA por mariasemfrionemcasa no Garmin Connect - Detalhes
 
Milhares de fotos da Maratona de Lisboa na AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras

Até amanhã querido diário