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domingo, 30 de setembro de 2012

e ainda e sempre UHF

Para recordar a noite de 27 de Setembro de 2012, no Teatro do Bairro, Lisboa:

"Cavalos de Corrida", "Sábado (nos teus braços) e "Vejam bem"
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sábado, 29 de setembro de 2012

UHF

Início dos anos 80. Costa da Caparica. Duas miúdas. 14 anos de idade. Esperam ansiosas e excitadas. A emoção é enorme e a liberdade concedida ultrapassa todas as expectativas e o sonho está prestes a realizar-se. É uma incerteza porém. Elas são só duas miúdas e eles, os ídolos, famosos e lindos e ocupados. Podem nem aparecer. Elas esperam porém. Pacientes, seguras e firmes. Nada as arredaria dali. Junto à Lota, em frente ao apartamento onde o grupo tinha um estúdio.

Não houve cigarros para descontrair, nem ganzas ou outras drogas. Apenas elas. Com a suficiente e gratificante excitação de quem ia ter (ou não) a possibilidade de ver os ídolos, ali, ao vivo e de perto, em ambiente calmo, longe dos palcos, dos concertos e da fama. Ali, na terra deles, como se fossem pessoas normais, iguais a elas.

Falaram, riram, comeram o lanche trazido de casa, confidenciaram segredos que eram já poucos entre elas e aguardaram sem arredar pé.

Por fim avistaram-no. Um deles. O principal para ela, o mais admirado, amado e idolatrado. Deus em terra, ídolo de carne e osso a poucos metros delas. Não sabiam o que iria acontecer. Abordaram-no, foram bem recebidas com simpatia e à vontade e subiram ao estúdio. Homem feito e duas miúdas de catorze anos num andar fechado de uma torre alta a ver o mar. Perigo eminente, ingenuidade e aventura, deleite emocional (sabem o que é ter 14 anos, ter um ídolo e estar a 1 metro dele a conversar como pessoas normais?) O rapaz, já homem feito, era mesmo um Homem na altura e portou-se como tal. Conversou, tocou viola e cantou para elas uma breve melodia, mostrou-lhes fotos, falou disto e daquilo à pressa e por fim convidou-as a despedirem-se pois tinha de ir a qualquer lado.

Alguém imagina como aquelas miúdas saíram dali?!

Muito para além do vulgar "nas nuvens". Muito para além do "felizes e extasiadas". Muito para além do que quaisquer palavras que hoje consiga encontrar possam descrever.

Aquele dia ficou gravado para sempre naquelas miúdas. A partilha da espera ansiosa, a partilha do momento mais íntimo com o ídolo. Partilha gravada na pele e na alma destas miúdas, Pelo menos nesta. Gravada até hoje de forma inabalável e preciosa.

E hoje, quase trinta anos depois vai ouvi-los de novo. Ao vivo. Em ambiente intimista. Acompanhada do seu homem, entre copos de cerveja e fumo de cigarro, quase trinta anos depois, de brilho nos olhos, constata que está tudo lá! Lá! Vivo! Dentro dela a fazê-la viajar, sentir e viver! Viver melhor esta única vida que ela tem.

Obrigada António Manuel Ribeiro por continuares a manter bem vivo o som e a mensagem UHF, e por continuares a nos proporcionar magníficas Noites Lisboetas como esta que foi a de 27 de Setembro de 2012 no Teatro do Bairro.



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Desculpem a qualidade ou antes a falta dela, mas bom bom bom mesmo, foi estar lá!  

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Estádios

 



Não se conhece.

Está em constante transformação. Mutação, evolução, crescimento ou deterioração. Vive estádios.

Animal mutante, viajante, recua e avança no espaço e no tempo em busca de si, para se encontrar sempre diferente, sempre nova.

É sempre novo o ar que respira. Única a inspiração e a viagem pelas vias respiratórias até aos pulmões e a sua incursão depois de minuciosa, natural e perfeita escolha, na corrente sanguínea e consequente visita a todos os órgãos, todas as células do seu corpo usado, gasto e às vezes cansado.

Nova, sente-se nova a cada dia. Novas ideias, novas descobertas, novas sensações, novos sentimentos, novas vidas dentro da sua, a desabrocharem com um gesto, uma voz, uma vivência qualquer a qualquer hora de um dia qualquer também.

Equilíbrio e harmonia não são sinónimos de monotonia ou repetição. São antes forças de equilíbrio estrategicamente, fragil e dificilmente colocadas e alinhadas dentro de si própria, aprendidas e encontradas no meio do tumulto, do turbilhão de emoções, no meio dos vendavais e das tempestades intemporais, permitindo-lhe viver bem consigo própria e com os outros. Mas fundamentalmente bem consigo própria, já que sem esta condição, torna-se insustentável a outra.

Vive estádios.


 
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A rapariga não tem corrido nada! Nada mesmo! Suspeita-se que ela quer ver se dificulta a sua passagem pelos 15 Km da Maratona do Porto, prova de 15 Km a decorrer em simultâneo com a Maratona, que ela quer correr (os 15 km, claro!)no fim de Outubro.


- Ainda falta muito e tenho estado mais que ocupada! Achas pouco o que tenho feito?! Estou cansada. Até cansada de correr! Que se lixe. Tenho tempo! Depois treino! Agora, agora...dança comigo amor! - Pega-lhe na mão e dançam até ao sol nascer! E canta a desafinar descaradamente e sem vergonha só para ele:

".../...
Tu és o anjo
Que me protege
Do grande amor
Que a vida me deve

Dança comigo
A primeira vez
Ficarei contigo
Até o sol nascer


Quero-te tanto
Por ti esperei
Por este dia
Mil anos passei

 .../..."

António Manuel Ribeiro, UHF

terça-feira, 18 de setembro de 2012

"A Ursa" ou "Jamais serei uma atleta de Trail" ou ainda "O equívoco"

Depois das Lampas, a rapariga abrandou, ou antes, parou. Outras corridas a chamaram a que ela respondeu e só com uma vontade de ferro teria continuado a treinar Corrida, mas como isso ela já não tem, pelo menos no que à Corrida diz respeito, a rapariga tem estado parada no que a treinos de Corrida diz respeito.

Claro que nem por isso se julgue que esteve efectivamente parada. Bem pelo contrário.

Entre outras (muitas outras) coisas, ela mexeu. A entrada da filha na escola, as caminhadas (longas e duras) e a praia, ainda enquanto se pode aproveitar despida e sentir o sol e o sal na pele.

E mais um recanto deste Portugal descoberto: A Praia da Ursa, a praia mais ocidental da Europa, a dois passos do Cabo da Roca, ali mesmo pertinho de Sintra e da Azóia.

De acesso difícil, ela constatou o que já sabia: jamais será uma atleta de trail. Ela tem consciência que é uma medricas a descer, e gostaria de ter metade da perícia e destreza dos pescadores que por ali abaixo deslizam como serpentes brilhantes e carregados que nem uns burros com o material de pesca. Ligeiros descem a encosta numa harmonia e equilíbrio admiráveis. Mas ela não. Ela vai pé ante pé, tem medo, escorrega, e é uma medricas é o que é. Mas nem por isso desiste, é persistente. Devagar, a escorregar, rabo no chão, ora cai ora levanta, ela demorou imenso tempo a descer ao areal mas nunca duvidou que valeria a pena.

Lá em baixo uma pequena praia acolhedora. Rochas sobressaem da água e ela procura "a ursa", a que dará nome à praia. Várias rochas de vários ângulos observadas com atenção à espera da ursa. E de repente parece que a ursa é ela. Assim como de repente, quando já tinha deixado de procurar e descansa a cabeça no peito dele molhado, salgado e quente, de repente avista-a: a Ursa. Magnífica e imponente. A Ursa. Ao Sol, de barriga para cima como ela. Bela e magnífica. Mais tarde a rapariga averigua, procura alguma informação sobre tão singular lugar de beleza arrebatadora e parece que afinal a Ursa da praia não era aquela mas sim outra, embora já meio destruída pela erosão...

Parece pois que afinal a Ursa era uma outra rocha, do lado Norte da praia, rocha alta a fazer lembrar uma ursa em pose altiva. Conta a lenda que há milhares de anos, quando a terra estava coberta de gelo, ali naquele lugar vivia uma ursa e suas crias. Quando o degelo começou, os Deuses avisaram todos os animais para abandonarem a beira-mar, mas esta ursa, teimosa que nem uma ursa, recusou-se pois ali tinha nascido e ali queria ficar. Os Deuses enfurecidos transformaram a ursa em pedra e os seus filhotes em pequenas rochas dispersas à volta da mãe e ali ficaram para sempre dando assim o nome à praia.


A descida e o medo vencido

A meio da descida
A vista sobre a praia
 
 

Descubram a Ursa
Assim, a Ursa foi vista, mas parece que afinal não passou de imaginação. Mas a outra, a verdadeira ursa-rocha não é ela também fruto da mesma ou de outra imaginação? E afinal que importância tem isso? Se é mesmo pelo sonho é que vamos e se o que nos guia é o nosso coração, a rapariga viu a ursa, sim.


Está plenamente convicta que viu a ursa, teimosa e persistente como ela.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

36ª Meia Maratona de S.João das Lampas

Podemos achar que descrever a 36ª Meia Maratona de S.João das Lampas é dizer que foi organizada pelo Meia Maratona de S. João das Lampas - Grupo de Dinamização Desportiva com o apoio da Câmara Municipal de Sintra e da Junta de Freguesia de S. João das Lampas, que decorreu no fim da tarde de sábado, 8 de Setembro de 2012, que o percurso tinha a extensão de 21 097m, aferido pela CNEC, que ultrapassou as cinco centenas de atletas a cortar a meta da Meia e a centena de participantes na Mini-Maratona de meia dúzia de quilómetros, que este ano a prova esteve integrada no programa das Festas de Nª Senhora da Saúde, que os vencedores foram António Sousa do Garmin CO Oeiras com 1h12m15s e Anabela Gomes do Arrudense com 1h26m26s, que o trânsito estava condicionado, que os quilómetros estavam marcados e que havia quatro postos de abastecimento. Podemos ainda dizer que as inscrições custavam seis euros, que não havia este ano prémios monetários mas troféus para a classificação por escalões e que o saco de prémios de participação continha uma camisola, lembranças e produtos alimentares. E que o controle era feito por pulseiras distribuídas em pontos estratégicos. Podemos ainda dizer que a cronometragem e classificação esteve a cargo da Xistarca que disponibilizou resultados com rapidez. Podemos dizer tudo isto e pensar que descrevemos a 36ª Meia Maratona de S.João das Lampas, mas desengane-se quem assim pense, porque para sentirmos e sabermos o que é a Meia Maratona de S.João das Lampas temos de lá ir correr.

Temos de ver e ouvir a animação da rua, os pórticos, especialmente o tradicional que consiste na Meta. Temos de levantar o dorsal e resolver pequenos conflitos e até fazer inscrições de última hora com bastante facilidade e eficiência. Temos de aquecer naquelas ruas animadas à volta do coreto. Temos de sentir a afabilidade da organização, um carinho pelos atletas e um amor pela Corrida sentido na pele, personificado e bem representado pelo director desta que é a 2ª Meia Maratona mais antiga de Portugal, Fernando Andrade. Temos de partir a horas à frente dos Caminheiros. Temos de sentir as ruas da vila enfeitada, o Coreto, a Igreja, as gentes pelo caminho fora, os rostos, os sorrisos e o brilho dos olhos, as serras e o deslumbramento da paisagem, os ares, os moinhos, as crianças de mãos estendidas a procurarem as nossas. Temos de encontrar água com abundância nos abastecimentos apesar de sermos a cauda do pelotão. Temos de ser surpreendidos por um copo de bebida isotónica ao km 15, que bem que soube depois de tão duras rampas a confundir com Lampas, de tanto suor derramado, de tanto passo dado e sorriso retribuído num constante oscilar de sobe e desce.

Temos de ouvir as gentes a dar-nos força, porque somos mulheres ou homens ou velhos ou novos. Simplesmente a darem-nos força em gestos e palavras singelas proferidas com pureza. Vejo-lhes as vestes, de gente do campo à porta da cidade, à porta de casa, a improvisarem chuveiros para os atletas se refrescarem, a oferecerem água e o que podem dar.

Temos de olhar para um relógio posicionado a cada 5 km, a lembrar estações ferroviárias e o nosso próprio andamento e ritmo. Temos de ouvir as palavras amáveis de quem zela pela nossa segurança e nos pede para ocuparmos a outra faixa da estrada, quando já o trânsito tinha sido aberto. Temos de ser acompanhados pela polícia e observar o bom trabalho em relação ao trânsito garantindo a nossa segurança e integridade. Temos de receber as pulseiras de controlo com a simpatia com que são dadas. Temos de pisar a passadeira verde para a meta e sermos "abraçados" no fim. Temos de ser fotografados como se fôssemos vedetas e favoritos ao pódio.Temos de receber os bons tratos e o saco e a camisola e nem nos importarmos por já não termos recebido os produtos alimentares de outros tempos e que a maioria dos classificados à nossa frente ainda recebeu. Temos de levar à boca pedaços de melancia doce e fresca e sentir o suco escorrer pelos cantos da boca e não nos importarmos com isso, limpando o queixo com as costas da mão e parabentearmos o principal mentor desta grande Meia Maratona: Fernando Andrade de novo, que se mantém no leme deste barco desde o nascimento da prova. Temos de assistir à entrega de prémios, apenas cheirar as flores oferecidas aos vencedores e tomar um bom banho, e depois ficar para a festa.

É isto apenas. Temos de correr a Meia Maratona de S.João das Lampas para sabermos então o que é a Meia Maratona de S.João das Lampas. Deseja-se que 2013 permita a sua 37ª edição. É uma prova de eleição que tenho no coração. Prova em moldes simples e humildes, sem no entanto deixar de satisfazer plenamente os requisitos essenciais para o sucesso que tem.

domingo, 9 de setembro de 2012

A 36ª Meia Maratona de S.João das Lampas e o TGV das 2.30


A minha Meia Maratona de S.João das Lampas e o TGV das 2:30

8 de Setembro de 2012

Chegar cedo a S.João das Lampas. Costas guardadas e pilares sólidos a suportarem-me. Amor, amizade, companheirismo, está tudo lá.

Os treinos tinham sido escassos, fraquinhos, insuficientes como já parece ser meu apanágio. No entanto, mesmo mal preparada tudo faria para não faltar à Meia de S.João das Lampas e quando o Jorge Branco me aliciou com um bilhete baratinho (vendido na candonga) para o TGV das 2:30, que tinha como maquinista que eu intitularia antes de "grande máquina" o nosso amigo Joaquim Adelino que nos garantiria a finalização da prova em 2h30m, não hesitei e quase todos os temores se desvaneceram. Teria companhia e afinal fazer os 21,097 Km em 2h30m seria uma média acessível e bem confortável (7:09/Km). Os únicos senãos seriam o desnível acentuado da prova, que comprometeria um ritmo constante e a minha fraca resistência com treinos com pouco mais de 1 hora de duração. Ainda assim, o convite que muito agradeço foi o empurrão de que eu precisava e no dia alinhei na Partida embarcando no TGV das 2:30 com promessas seladas a sangue e cuspo que seria um por todos e todos por um, o que mais tarde me fez lembrar uma certa anedota(*) que não deixa de ter um fundo de verdade e que se aplica também aqui. Mas já lá vamos.

Assim, Joaquim Adelino e Jorge Branco (maquinista e carruagem principal), eu, António Pinho que também comprou bilhete mal soube da aliciante viagem, e à última hora, Carlos Coelho e Álvaro Costa. Rui Lopes também comprou bilhete e acompanhou-me até ao km 13, pois a média prevista veio a esfumar-se rapidamente (exemplo: 1º km em 6:13) e as carruagens andaram bem mais depressa que o previsto, vendo-se que a sólida promessa afinal não passava de uma vulgar boa intenção, daquelas com que o inferno está cheio, não sendo mais que o revelar do ser humano na sua mais íntima essência.

O comboio destrambelhou-se completamente. Houve carruagens a passarem à frente da máquina, carruagens desengatadas e até descarrilamentos. Nem mesmo os relógios de 5 em 5 Km, a lembrarem a passagem pelas estações ferroviárias e o rigor dos horários que deveriam ser cumpridos, os fez atinar e encarrilhar de novo (eu incluída, claro).

Assim, com excepção de Joaquim Adelino e eu mesma - porque o Adelino soube esperar e soube depois puxar por mim e porque eu respondi, todas as outras carruagens chegaram isoladas. Mas apesar do objectivo sair gorado, com excepção para o Pinho que cumpriu horário (apenas com pouco mais de 2 minutos de atraso), todos chegaram felizes e contentes à sua meta porque fizeram o que habitualmente fazem: o seu melhor. Tal qual como eu. E o resto são cantigas.


A chegada das carruagens:
O Álvaro Costa

O Jorge Branco


A minha meta: chegar bem, entre amigos, e a sorrir! Meta alcançada plenamente!  Obrigada Joaquim Adelino!



O Carlos Coelho
O António Pinho
O Rui Lopes, que com parcas condições para correr os 21 Km, me acompanhou (devidamente inscrito!) até ao km 13, onde ficou, mais por não querer atrasar o TGV que ia adiantado em relação ao horário, do que propriamente por não conseguir correr mais

António Melro, meu pai, meu companheiro, fotógrafo, amigo, amante da Corrida que descobriu já depois dos 60 anos de idade, e da qual se viu obrigado a separar poucos anos depois - para ler ou reler aqui

E nós na TV.Saloia. Sim, o nosso fantástico grupo aparece neste filme da 36ª meia Maratona de S.João das Lampas, para ver aqui!


(*) A anedota:

Um jornalista entrevistava um comunista sobre a sua ideologia e forma de ser e estar, e perguntou-lhe:
Jorn. - Então o senhor é comunista, defende a divisão dos bens por todos, o fim da exploração, defende a igualdade, etc e tal... blá blá blá...?
Comunista - Sim, sim, claro!
J - Então se o senhor tivesse uma fábrica e milhões de euros de lucros, o senhor dividia pelos seus empregados, suponho?
C - Sim, sim, claro!
J - E se o senhor tivesse uma quinta com muita produção de cereais, por exemplo, o senhor também dividia os produtos pelos seus colaboradores e pela comunidade?
C - Sim, sim, claro!
J - Então e se o senhor tivesse duas galinhas que punham ovos diariamente, o senhor também dividia pela comunidade, certo?
C - É pá! Isso é que não!
J - Não?! Não dividia?! Então porquê?!
C- Ora! É porque isso eu tenho!

- A anedota ilustra a realidade geral de que as nossas teorias são muito bonitas desde que não sejamos nós os lesados, ou desde que não tenhamos de ser nós a fazer cessões, que foi mais ou menos o que se passou com o nosso TGV



NOTA: Agradeço aos meus amigos que me acompanharam neste TGV. A começar pelo Jorge Branco que me incentivou a partir e ingressar no comboio, passando por Rui Lopes que muito me aturou nos treinos que fizemos e nos que não fizemos, por António Pinho que logo que soube da viagem se comprometeu, por Carlos Coelho e Álvaro Costa que embarcaram à última hora, e claro acabando no grande Joaquim Adelino que dadas as circunstâncias, me acompanhou sempre e me deu uma grande ajuda a partir do Km 15, puxando por mim como um louco. Que fique claro que a todos agradeço e ressentimentos são zero, porque afinal de promessas destas  não dependia nem a vida nem a morte, nem nada que se lhe compare porque isto era só uma Corrida e porque a Vida, por mais paralelismos que queiramos fazer e por muitos floreados que façamos comparando-a à Corrida, a Vida...é muito mais que isso. E Solidariedade, Companheirismo e Amizade são muito mais que ajudar um amigo a correr. E não me façam lembrar as beatas e beatos que dentro da igreja é só beijinhos e são todos irmãos e irmãs para depois cá fora é só facadas.

Até amanhã querido diário, que amanhã sim, quero falar-vos da 36ª Meia Maratona de S.João das Lampas

sábado, 8 de setembro de 2012

36ª Meia Maratona de S.João das Lampas

Parabéns à Organização da Meia Maratona de S.João das Lampas!

que se realizou hoje pela 36ª vez e onde eu tive o prazer e o privilégio de correr! Entre amigos e com tudo de bom à minha volta e dentro de mim!


Fotos da 36ª Meia Maratona de S.João das Lampas na AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras

Classificações já disponíveis no site da Xistarca


O meu pai, António Melro, a aguardar-me pacientemente e pronto a guardar imagens de nós atletas, aqui, quase quase a chegar à meta - foto descaradamente copiada de Fernando Almeida, a quem agradeço a foto e principalmente o gesto
Com a Meta à vista e a imprescindível ajuda do Joaquim Adelino

O "comboio" desmembrado - a explicar amanhã, agora no fim, com quase todas as carruagens reunidas de novo: Jorge Branco, António Pinho, Joaquim Adelino e eu

Amanhã chegam aqui as inúmeras palavras que desfilam e dançam soltas pela minha cabeça hoje. Tenho de as arrumar... porque hoje só consigo libertar estas:

Foi uma prova espectacular! Muitos Parabéns ao meu amigo Fernando Andrade, que se mantém no leme desta Meia Maratona que é tão só a 2ª mais antiga de Portugal, e inequivocamente continua bem viva e se recomenda sem qualquer hesitação!

Até amanhã querido diário